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Site oficial de Nuno Nepomuceno.

Autorização de saída!

Estive recentemente em Israel, nomeadamente em Jerusalém, onde passei alguns dias de férias. Quem me segue nas redes sociais viu algumas das fotografias que partilhei. Para os restantes, deixo aqui uma pequena reportagem sobre a Terra Santa. Recomendo vivamente.

No 1º dia fiz uma pequena passagem pelo Cardo, o mercado romano, antes de ir ver o Muro Ocidental e o Monte do Templo.

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Não há local mais sagrado para um judeu do que o Muro Ocidental. Exatamente por cima, encontra-se a Esplanada das Mesquitas e a Cúpula do Rochedo. Jerusalém é a 3ª cidade mais importante no Islão, logo depois de Meca e Medina.

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Foi também em Jerusalém que Jesus foi crucificado e percorreu a Via Sacra até ao local da crucificação.

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No 2º dia foi altura de visitar os mercados da cidade. Com 3 bairros, o judeu, o muçulmano e o cristão-arménio, as oportunidades para o negócio são mais do que muitas. O Portão de Jaffa dá acesso a um dos mais movimentados.

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A cidadela, também conhecida por Torre de David, é um museu a céu aberto. A Torre de Faisal proporciona vistas deslumbrantes sobre a cidade e à noite há até um espetáculo multimédia sobre a história do país.

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O 3º dia foi dedicado à Igreja do Santo Sepulcro, o local onde Jesus foi crucificado e sepultado. De tarde, seguiu-se o Monte das Oliveiras. Daniel Silva diz que me cruzei com Gabriel Allon a caminho do hospício onde Leah está internada. Winking

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Houve ainda tempo para mais uma visita ao Muro Ocidental e conhecer o Museu de Israel.

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E chegou o dia das despedidas. O adeus foi dado em Telavive, com um pequeno passeio na marginal.

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Termino com uma pequena recordação que trouxe dentro do passaporte. As autorizações de entrada e saída de Israel. Happy

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A Célula Adormecida, por Cristina Gaspar.

Opinião retirada do canal no YouTube sobre livros e cerveja artesanal:



Cristina Gaspar
Books and Beers

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A Célula Adormecida, por Maggie Reis.

Opinião retirada do blogue Maggie Books, por Maggie Reis.

«Se me disserem que nunca ouviram falar deste livro, ficarei muito espantada. Está nos destaques das livrarias por todo o país, toda a gente fala dele, imensos blogues já publicaram as suas opiniões... é mesmo uma loucura! E há uma explicação lógica para tudo isso. Este livro é... espetacular! 

Já tinha curiosidade em ler um livro sobre o
Daesh há imenso tempo, tenho pegado em alguns livros sobre o assunto e finalmente tive a oportunidade de ler um. 
Infelizmente gostava que fossem discutidos mais factos históricos sobre a Síria e o tormento que o seu povo tem vivido. No entanto, tenho noção de que para tal o livro teria de ser muito maior do que já é. Sendo uma obra de ficção não posso desejar que contenha demasiados detalhes históricos. 

Esta é uma excelente obra de ficção e vou recomendá-la a todos os meus amigos e família.  Adorei cada página e gostava de ter tempo para o voltar a ler no futuro. 

As personagens são maravilhosas ao ponto de sentir uma empatia quase que palpável por algumas delas. Fantástico! Vou recordar a Sarita e o Professor Afonso Catalão para sempre. O enredo está muito bem construído e adorei ver como todas as coisas se iam interligando. A forma como as personagens interagiam umas com as outras... é muito cativante de ler. Principalmente as conversas entre Afonso e Diana.  

Normalmente não me impressiono com facilidade, mas tenho de admitir que fiquei realmente surpreendida com o desfecho da história



Maggie Reis
Maggie Books

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De férias.

Mais de 4 meses passados sobre a publicação da Célula Adormecida, julgo ser apropriado fazer aqui um pequeno balanço sobre o percurso do livro e o impacto que tem tido na minha carreira. Tentarei não me alongar, mas irei também dar conta do que está, para já, previsto para os meses que ainda estão por vir.

O sentimento é extremamente positivo. A noção que tive é que
A Célula Adormecida constituiu, para mim, o livro certo na altura adequada. O esforço foi grande. Eu terminei A Hora Solene no fim de Agosto e sentia-me particularmente saturado de tudo por volta do Natal de 2015. Ter regressado apenas 11 meses depois da conclusão da trilogia Freelancer foi não só uma prova que dei a mim mesmo sobre a minha capacidade de trabalho, como se revelou estrategicamente certo. As livrarias acolheram o livro de forma excecional, fazendo-me acreditar que ainda há esperança, de que o esforço que comecei a fazer há mais de 15 anos, quando elaborei o primeiro esboço daquilo que se viria a transformar no Espião Português, não está a ser em vão. Muito ou pouco, tem existido crescimento. Por exemplo, A Célula Adormecida conseguiu aquilo que nenhum dos volumes da trilogia havia atingido — ser n.º 1 dentro do seu próprio género na Wook e Fnac. Recordo que eu já tinha liderado estas contagens antes, mas apenas com edições eletrónicas. Tê-lo alcançado em papel foi inédito para mim e particularmente saboroso. Sobretudo, porque foi um passo em frente. E é nesse sentido que desejo continuar a caminhar.

Outro aspeto positivo é que, de uma certa forma, os meus livros andam a puxar uns pelos outros. Por exemplo,
O Espião Português está em subida na Wook, onde se posicionou à entrada do top 20, apenas 4 lugares abaixo da Célula Adormecida, que entretanto tem caído um pouco. O mesmo não está a acontecer na Bertrand. É o atual vice-líder dos thrillers desta cadeia livreira, atrás do eterno A Rapariga no Comboio. É possível que quem esteja a ler esta entrada o desconheça, mas a verdade é que hoje em dia, tendo em conta as especificidades do mercado, calcula-se que o período de vida de um livro em Portugal (exceção feita aos grandes best-sellers) ronde as 8 semanas. A partir daí, é velho.

Estes são apenas factos, coisas que pertencem ao passado. O futuro vem aí e será necessariamente mais pausado do que os (turbulentos) últimos tempos. Dei por mim a conversar há poucos dias com uma pessoa e a dizer que «este ano ainda agora começou e eu já estou farto dele». Não costumo entrar em pormenores sobre a minha vida pessoal, mas o azar tem andado a bater à porta, isso é irrefutável. Uma semana inteira com 39º de febre e um acidente com o carro são insignificantes no meio de tudo o de mau que já aconteceu.

Por isso, o ritmo irá ser mais brando nos próximos tempos. As entradas aqui passarão a ser menos regulares, embora vá tentar escrever pelo menos 2 ou 3 por mês até ao fim da primavera. E dentro de uma semana irei mesmo tirar uns dias de férias. Espera-me uma viagem de mais de 6 horas com uma escala a meio (para ser mais barato), mas como irei colocar uma ou outra fotografia
online, escondo para já o destino, prometendo revelá-lo na altura.

Termino com essa promessa e com algo que me deixou bastante orgulhoso quando recebi o convite e que, de uma certa forma, também ilustra a tal progressão mencionada no início desta entrada. Aqui deixo o cartaz da Universidade Lusófona. Sim, sou mesmo eu o orador no dia 18 de Maio. Happy


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O que eu tenho andado a ler.

Os seguintes textos não são opiniões/ críticas aos livros apresentados. Com esta entrada desejo apenas dar a conhecer um pouco daquilo que leio e fazer algumas sugestões de leitura a quem estiver interessado.

Gosto bastante de ler e tento fazê-lo de forma regular. Infelizmente, o tempo tem andado algo curto. Duas carreiras, ambas igualmente exigentes, se bem que de forma bastante diferente, não é fácil de lidar e os últimos tempos têm sido particularmente difíceis no que à conjugação das duas diz respeito. Ainda assim, aqui fica o que li desde o verão do ano passado até fevereiro de 2017.


O Espião Inglês, Daniel Silva, Harper Collins

Este é mais um dos já vários volumes da série protagonizada por Gabriel Allon, o espião israelita ao serviço da Mossad com uma predileção especial pelo restauro de arte. Quem já leu estes livros sabe perfeitamente que são algo estereotipados, com uma construção narrativa que muda pouco ou nada, o que não impede que sejam bastante bons dentro do seu género.
O Espião Inglês não é exceção, antes pelo contrário. Destaco a transição Belfast — Lisboa — Londres, onde Daniel Silva se excedeu e nos oferece do melhor que já fez.


O Que Ela Deixou, T. R. Richmond, Editorial Presença

Essencialmente, trata-se de um thriller psicológico dos tempos modernos, mais adaptado à realidade inglesa e norte-americana, do que à portuguesa. Começa com o homicídio da protagonista, Alice Salmon, seguindo-se a reconstrução da sua vida desde a infância em casa dos pais até ao acontecimento que conduziu à sua morte, já na idade adulta, através de uma compilação de tudo o que um professor consegue encontrar sobre ela (excertos do diário, cartas, sms, tweets, etc&hellipWinking. Talvez a primeira parte do livro seja algo parada, mas depois ganha mais ritmo e torna-se num livro interessante e de agradável leitura.


O Quinto Evangelho, Ian Caldwell, Editorial Presença

E se existir um quinto evangelho, além dos quatro já conhecidos (S. Marcos, S. Lucas, S. Mateus e S. João)? É esta descoberta que move a intriga principal do livro, cuja ação decorre integralmente na cidade do Vaticano. O livro vai mais além dos contornos habituais do género e revela-se uma obra muito interessante sobre religião, sobretudo, pela caracterização que faz da relação entre ortodoxos e católicos. A relação entre o pai e filho também foi muito bem trabalhada pelo autor.


O Último Cabalista de Lisboa, Richard Zimler, Porto Editora

Romance histórico passado na altura da perseguição aos judeus que ocorreu em Portugal e Espanha no fim do século XV e, como tal, uma excelente reconstrução da Lisboa da época. O livro começa com a morte do tio do protagonista e demonstra que é possível construir um romance com contornos policiais, sem ainda assim perder o rigor e exatidão que se exigem a uma obra com esta ambição.


O Discípulo, Hjorth & Rosenfeldt, Suma de Letras

2º volume da série Sebastian Bergman, o
profiler que colabora ocasionalmente com o equivalente sueco à Polícia Judiciária portuguesa. O protagonista não é uma personagem simpática, o que, no caso do 1º volume me tinha dificultado algo a leitura. Contudo, a dupla de autores responsável pela série fez algo muito inteligente — utilizou essa característica para criar algum humor, dotando Sebastian de uma empatia que até este livro não lhe conhecia. Edward Hinde, o vilão do livro, é uma personagem fascinante, bem trabalhada, que carrega o enredo, quase nos fazendo desejar que seja bem-sucedido. Ah, e não sei se fui eu que interpretei mal, mas para quando um romance entre a Vanja e o Billy?


pilhadelivros





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Istambul, capital de 3 impérios.

É uma das localizações mais importantes em A Célula Adormecida, nomeadamente por ser o local que melhor define a personagem principal do livro, Afonso Catalão, e os acontecimentos que marcaram o seu passado e que contribuem para a respetiva densidade psicológica. Deixo-vos aqui algumas imagens do artigo inédito que escrevi sobre a antiga Constantinopla e convido-vos a lerem-no na devida secção do site. Também podem aceder-lhe através da barra lateral (à direita). Aproveitem. É de graça.


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A Célula Adormecida, por Odete Silva.

Opinião retirada do blogue Destante, por Odete Silva.

«Gostei imenso da trilogia Freelancer e foi uma agradável surpresa quando vi nas redes sociais que o Nuno, no segredo dos deuses, ia publicar um novo livro. Aliás, já estava pronto a sair nas livrarias com o título A Célula Adormecida.

A capa está fantástica e a sinopse agradou-me de imediato, pois como já disse muitas vezes, tenho interesse e imensa curiosidade em conhecer outras culturas. E aqui está um livro que me elucidou um pouco sobre os costumes de um povo do qual sei pouco.

Todos nós sabemos que é o fanatismo, o extremismo aquilo que estraga as religiões e mancha a reputação e faz denegrir a imagem de um povo e das suas crenças ao matarem em nome do seu Deus. Tal como diz o ditado, «paga o justo pelo pecador».

Neste livro, somos brindados com um enredo espetacular e com um tema que não poderia ser mais atual. Já li alguns livros sobre a cultura muçulmana para tentar entender as suas ideologias, crenças e forma como vivem. E o Nuno conseguiu neste livro trazer alguns ensinamentos e factos que desconhecia, fazendo-o de uma forma objetiva, mas com sensibilidade.

Nota-se nitidamente desde o início até ao fim do livro que o autor fez uma pesquisa apurada não só sobre a religião muçulmana, mas sobre política, terrorismo e factos históricos. Isso está patente quer nos detalhes, quer nas personagens, porque a narrativa mistura ficção com realidade, tudo muito bem interligado. Chega a ser assustador, pois sabemos que acontece na realidade.

O enredo é arrebatador desde a primeira página. Tanto a morte do novo primeiro-ministro português, o que acontece a uma jornalista que se vê em verdadeiros apuros em Istambul, na Turquia, como o atentado num autocarro no centro de Lisboa reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico, todos estes acontecimentos são narrados num período de tempo muito específico, ou seja, durante os 30 dias do Ramadão. Já pensei tantas vezes que não estamos livres de um atentado no nosso país. Espero que nunca aconteça.

Quanto às personagens, cativaram-me. Desde o protagonista, o enigmático Afonso Catalão, um reputado especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, à família muçulmana refugiada em Portugal e que não deixa ninguém indiferente, o autor conseguiu que o leitor se sinta próximo dos problemas que cada um enfrenta diariamente, envolvendo-nos durante toda a narrativa.

A Célula Adormecida é sem dúvida um livro muito bem estruturado. As suas 600 páginas foram lidas num ritmo galopante. É incrível quando um autor consegue esta proeza de prender o leitor do início até ao fim, pois não existem momentos parados. Lê-se num ápice e uma coisa de que gosto imenso são os capítulos curtos. Viciam de tal forma que não se consegue parar. Acabamos sempre por ler mais 2 ou 3 sem dar por isso. Claro que ajuda muito o facto de o enredo ser viciante, cheio de ação, mistério q.b. e suspense. Trata-se de um excelente thriller, muito bom mesmo. Por isso, recomendo que o leiam.»

Odete Silva
Destante blogue

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A Célula Adormecida, por Rosana Maia.

Opinião retirada do blogue Bloguinhas Paradise, por Rosana Maia.


«Tudo começa quando Ibrahim – muçulmano – provoca uma explosão num atentado em Lisboa. Simultaneamente, também o futuro primeiro-ministro é encontrado morto. E é a partir destes acontecimentos que o autor nos dá a conhecer o que é ser muçulmano, o que é o autoproclamado Estado Islâmico e o que é ser refugiado. Relativamente a este aspeto, considero a obra muito atual e de extrema importância para toda a gente. Se há algo que esta obra fez por mim, foi enriquecer-me culturalmente neste assunto de uma forma não maçadora. Contudo, é um tema que exige uma leitura atenta para uma melhor compreensão do mesmo. Claro está que se calhar quem já percebe bem o tema não precisa de tanta atenção como eu.

Mas perante um livro que nos é apresentado como
thriller, a verdade é que como leitor esperamos isso mesmo. No entanto, o que senti foi que não foram o mistério e a ação que assumiram o papel principal nesta história, mas sim o esclarecimento do tema de base. De certa forma, compreendo que tal tenha acontecido, porque fazia parte da ideia do autor trazer o tema ao de cima. Mas penso que se houvesse um maior equilíbrio teria sido possível focar devidamente este tema e não descurar o thriller. Ainda assim, volto a deixar a ressalva que gostei bastante da obra.

E como seria de esperar do Nuno Nepomuceno, há coisas que nunca mudam e que na minha opinião não devem mesmo mudar. É verdade que a escrita do autor evoluiu muito desde o seu início – cada vez mais contínua a fluida –, tornando a leitura mais rápida do que achamos que iria ser com tantas páginas. No entanto, mais do que a evolução na escrita, a capacidade de interligar e transmitir várias mensagens não necessariamente relacionadas é efetivamente uma qualidade a referir. Apesar de não ser uma novidade no Nuno, é mesmo das coisas que mais gosto nele.

Outra das caraterísticas de que gosto muito no Nuno é a capacidade de envolver o leitor e de o fazer sentir algo. No entanto, no que diz respeito a esta última, não me pareceu tão bem neste livro como nos anteriores. Com isto não quero dizer que o livro não me envolveu e não me fez sentir, porque fez. No entanto, personagens como Afonso e Diana (de grande destaque ao longo da narrativa) não me fizeram sofrer por elas. Já por exemplo Sami Fahran fez-me sofrer um pouco e lembrar-me desta tão bela caraterística do Nuno que penso estar apenas escondida no meio de um livro muito enriquecedor.

Acima de tudo, penso que o objetivo a que o autor se propôs era muito alo. E que em relação a isto, não defraudou as minhas expetativas, porque considero que sendo a escada a subir tão grande, o resultado é invejável. No entanto, sinto-me cada vez mais exigente com o Nuno. Após a leitura de três livros (trilogia
Freelancer) da sua autoria, é claro que fiquei a conhecer em cada um inúmeras caraterísticas dele e agora sinto que as quero todas.»

Rosana Maia
Bloguinhas Paradise

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Páginas Soltas.

Estive recentemente na Torres Novas FM, a rádio local da cidade com o mesmo nome, onde participei no programa Páginas Soltas. Sandra Barbosa, a anfitriã, conduziu a entrevista durante quase uma hora, onde abordámos vários temas, desde a minha infância, algumas curiosidades sobre o Prémio Note 2012 e, claro, os meus livros. Deixo em baixo a 1ª parte do podcast e a promessa de regressar em breve com mais uma entrada ainda esta semana. Estejam atentos. Até breve. Happy




Torres Novas FM
Páginas Soltas, por Sandra Barbosa
27 de janeiro de 2017
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A Célula Adormecida, por Paulo Pires.

Opinião retirada do blogue Livros e Marcadores, por Paulo Pires.



«O livro abre com 2 eventos fortes ... prepare-se ...


O Nuno é detentor de uma narrativa fotográfica invejável, quando descreve cenários além-fronteiras oferece um retrato vivo, dinâmico e extraordinário. É um prazer viajar nas palavras de Nuno.

Apreciei a pesquisa que verteu no livro. O cuidado e a linearidade que utilizou na explicação dos eventos. Foram descritos e explicados rituais que desconhecia, tal como as razões que os suportam.

Gostei do toque sombrio e realista que acompanha o livro. Os eventos dilacerantes que acontecem a algumas personagens são crus, “em bruto”, e dão personalidade ao livro! Apesar de muito dramáticos e em “catapulta” são importantes, no objetivo que julgo acompanhar o livro.

Na minha opinião, a necessidade de contextualizar a história, de explicar determinados eventos, por vezes deslocou/afastou a tensão que a ficção requer em determinado momento da curva da narrativa. Nada que afete a qualidade do livro, longe disso. Até porque a escrita é para ser ousada e quebrar estereótipos e moldes.


Dos 4 livros que li do autor este é o mais sombrio, o que tem mais “substância” ou retorno para o leitor, se preferirem. O que tem a mensagem mais forte. E acaba por mostrar de uma forma muito simples que a vida não é feita de linhas retas, antes de linhas retorcidas que se enrolam e se prendem umas nas outras. E cabe a cada um de nós ter a abertura de espírito para respeitar as diferenças com que nos confrontamos e que nos envolvem no dia-a-dia, e aceitá-las com o bom senso necessário. Não haverá falta de oportunistas para pegar nesses emaranhados de linhas e as tentem conduzir para o caos e o abismo!
 
Notou-se o trabalho árduo que teve. E confesso que pesquisei alguns dos temas que abordou validando-os se eram ficção ou realidade.  Fiquei surpreendido com o que desconhecia...

Acho que este livro tem um valor que ultrapassa a mera ficção, e esse também é o papel de um escritor, oferecer algo mais do que apenas uma história. Pois uma história tem um papel que vai muito além da imprescindível parte lúdica.

O toque magistral deste enredo é para mim a mensagem que vem à superfície! Não há heróis! Não há um super-homem que após um pontapé no meio de uma cambalhota acrobática desarma e derrota os "maus" no último segundo e restabelece a harmonia e a paz.

Nesta guerra de loucos, nesta cruzada à luz de estandartes fantasmas só há perdas!!!  Em todos os quadrantes! Perdas de vidas, perda de esperança, … nada se soma tudo se subtraí, mesmo quando aparentemente alguém lucra, há mais e mais perdas, perdas de integridade, perdas de humanidade...

Bom trabalho Nuno.»


Paulo Pires
livrosemarcadores.blogspot.pt

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O lançamento em retrospetiva.

Artigo retirado dos jornais Diário do Distrito e Nova Gazeta.

«LITERATURA | Nuno Nepomuceno fala sobre "A Célula Adormecida", o seu mais recente livro
2017-01-16 13:47:23

A 30 de Novembro de 2016, na FNAC Colombo, em Lisboa, o escritor de thrillers Nuno Nepomuceno apresentou o seu mais recente livro “A Célula Adormecida”. Neste seu último trabalho tratam-se assuntos tão atuais como religião e terrorismo.
 
Madalena Condado esteve à conversa com o autor, num trabalho conjunto para o Diário do Distrito e para o Jornal Nova Gazeta.

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Para quem já leu as anteriores obras do Nuno sabe que o talento está todo lá, não deixará, contudo, de ser surpreendido pelos locais, as situações, mas principalmente pela transformação que se nota na sua escrita mais fluída, consistente e viciante. Na obra “A Célula Adormecida” consegue sentir-se um grandioso enriquecimento de conteúdos na sua abordagem a temas tão polémicos que nos entram em casa diariamente através da televisão. 
 
Neste dia tão importante para o Nuno estavam sentados à sua mesa as pessoas que, de alguma forma , contribuíram para este seu novo sucesso:Fernando Gabriel Silva (o seu Editor na TopBooks), o Sheikh Munir (Imã da Mesquita Central de Lisboa) e Luís Pinto (blog Ler Y Criticar).
 
Lembro-me de uma das frases ditas pelo seu editor que me marcou particularmente e que passo a citar: “Todos os editores tentam encontrar o seu escritor e eu tive o privilégio de o encontrar no Nuno”. Mas se é verdade que escrever requer muita paixão, e principalmente talento, tudo qualidades que o Nuno tem na medida certa, também é certo que por detrás de um grande escritor tem que existir um editor que acredite nesse trabalho e ajude na promoção do mesmo.
 
“A Célula Adormecida” é um thriller psicológico onde o suspense impera, trata de um tema atual e controverso sempre contextualizado com factos. Acredito que foi necessária muita pesquisa para se documentar, passo importante para conseguir manter o leitor preso à sua leitura do início ao fim. Consegue uma vez mais, como lhe é típico, dizer muito com poucas palavras, mas, mais importante ainda,  leva-nos a questionar, a cada folhear de página, sobre tudo o que não compreendemos e temos medo na religião e no terrorismo. 
 
O Sheikh Munir começou por nos cumprimentar a todos com uma bênção Salaam Aleikum (a paz esteja convosco), explicou o fascínio que o interesse do Nuno lhe tinha despertado, principalmente quando percebeu que a estória do livro seria passada durante os 30 dias do Ramadão. Aproveitou para esclarecer o significado desses dias: os 10 primeiros sendo os dias de misericórdia, os 10 posteriores de perdão sendo que os últimos 10, os dias em que pedimos salvação. Confessou ainda que tinham sido a persistência, curiosidade e conhecimentos do Nuno sobre os assuntos abordados o impulso  de que necessitara e o levara a acreditar que os temas falados neste livro, através da sua visão, tinham tudo para correr bem.
 
O Nuno confessou que o seu género de escrita favorito é a espionagem, mas que com este seu último livro quis dar um passo em frente chegar a mais pessoas não somente para as entreter, mas também para transmitir uma mensagem. Em “A Célula Adormecida” tenta desmistificar o Islão, a comunidade muçulmana em particular, ao mesmo tempo que aborda temas como a xenofobia, racismo, expressão social, consegue colocar-nos a pensar na forma como cada um de nós tende a julgar as outras pessoas.
 

Mas, para que fiquem a conhecer o autor ainda um pouco melhor, coloquei-lhe três questões, e, desde já, aconselho a que sigam o Nuno através das suas páginas (site e redes sociais) e, quem sabe, se aparecerem numa próxima apresentação para trocarem dois dedos de conversa. É garantido que vão gostar.
 
Entrevista Breve:
 
Como se descreveria?
 
Chamo-me Nuno, tenho 38 anos, escrevo profissionalmente há 4, gosto de cinema, fazer BTT, passear com o meu cão, ler e escrever.
 
Dá muito valor à investigação e às suas fontes antes de começar um livro ou foi somente para a escrita da "Célula Adormecida"?
 
A investigação é uma parte muito importante do meu processo criativo e que me acompanha desde o meu primeiro livro. Não consigo iniciar um manuscrito completamente do zero. Preciso sempre de estudar e saber mais, de me preparar corretamente para o que vou enfrentar a seguir, e só depois disso é que surgem as ideias, que me sinto seguro em relação ao rumo escolhido. Escrevo thrillers, mas não me considero extremamente comercial. Julgo que ofereço conteúdo. Os meus livros não são uma sucessão de twists com vista a manter o leitor agarrado, mas sim histórias ricas em intriga de forma a apaixoná-lo. E tal só se consegue se estivermos convenientemente preparados. Por exemplo, em "A Célula Adormecida", o tempo que despendi em pesquisa ultrapassou o da redação do livro.
 
Não tem medo que o tema que aborda no seu último livro se possa vir a tornar uma realidade no nosso país? Que de alguma forma esteja a dar algumas "ideias" de como o fazer e onde?
 
Há sempre esse risco, mas não creio que o livro incite à violência. Esse teria sido o caminho mais fácil — aproveitar as controvérsias que rodeiam o Islão e explorar a parte mais negativa do extremismo. O que procurei fazer com A Célula Adormecida foi introduzir uma abordagem inovadora não só ao nível do tema do livro, como da religião muçulmana em si. Quem o ler irá encontrar uma obra bem diferente do que o título sugere. A mensagem final que transmite é de paz, esperança.»

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A Célula Adormecida, por Luís Pinto.

Opinião retirada do blogue Ler Y Criticar, por Luís Pinto.

«Este é o quarto livro que leio deste autor e o primeiro fora da trilogia Freelancer. É também o melhor livro do autor, mas vamos por partes.

É bastante entusiasmante presenciar a evolução de um autor, e aqui foi exatamente o que aconteceu. Com este livro Nepomuceno deu um salto de dois degraus na qualidade de tudo o que é essencial a um livro. As suas personagens estão criadas de forma mais coerente e profunda, a narrativa está melhor montada, o suspense é maior e o enredo é mais coerente. Pelo meio o autor consegue dizer mais com menos palavras, sendo capaz de nos agarrar e ao mesmo tempo de nos ensinar algo.

Em termos de enredo é preciso dizer que o livro nos agarra de imediato. Ao sentirmos uma proximidade com a realidade, o livro capta a atenção do leitor e desde logo começa a explorar alguns temas atuais. Para isso é preciso realçar que o autor fez um bom trabalho de investigação, não só em termos factuais mas também no necessário para conseguir descrições realistas de alguns locais. 

Com capítulos pequenos e uma escrita rápida e direta, o autor nunca baixa o ritmo, e por isso nunca a leitura se torna arrastada. É fácil ler este livro, principalmente porque existem respostas que dão origem a novas perguntas. Assim o livro está em evolução constante. Claro que ao ter este género de escrita, o autor fica preso a um estilo que pode desvendar demasiado caso o leitor esteja atento. No meu caso, uma das revelações finais foi adivinhada a meio do livro, devido a um ligeiro desvio nesse ritmo. Todavia, o que me agradou no livro foi o facto de o autor não ter criado muitos momentos forçados. 

Gostei das personagens e da forma como o autor nos leva a entrar facilmente num contexto que alguns leitores poderão não conhecer totalmente. A guerra na Síria é apenas a base para um livro que começa como um
thriller sobre terrorismo e que, aos poucos, se transforma em algo mais psicológico. Pelo meio, política, muita religião, questões morais e um aprofundar inteligente de questões atuais, principalmente ao explorar a forma como nós, europeus, olhamos alguns problemas internacionais ou mesmo como catalogamos as pessoas e acontecimentos que nos rodeiam.

A Célula Adormecida foi lançado há uns meses e tem estado nos tops nacionais do seu género. Ao acabar de ler o livro, percebe-se o porquê. O autor executa bastante bem uma fórmula vencedora. Globalmente, não existe comparação entre os anteriores livros e este em termos de qualidade. O crescimento do autor é notável e acredito que o melhor ainda esteja para vir. Estou ansioso pelo próximo e acredito que quem gostar do género irá apreciar bastante esta leitura!»


Luís Pinto
lerycriticar.blogspot.pt

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Entrevista no Açoriano Oriental.

Saiu esta semana mais uma entrevista minha, desta feita concedida ao jornal regional Açoriano Oriental. Patrícia Carreiro, a jornalista que a redigiu, não se limitou a centrar na Célula Adormecida, mas em toda a minha carreira. Trata-se, assim, de uma excelente resenha dos últimos quatro anos e do que tenho a dizer sobre os temas abordados no meu último livro. Podem lê-la no artigo que apresento abaixo ou no Comunicare, o espaço online a que a Patrícia também se dedica.

açoriano oriental


Açoriano Oriental
por Patrícia Carreiro
12 de janeiro 2017

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A estranha calma de Istambul.

É com particular prazer que escrevo esta entrada. Não sei se já tinham reparado, mas a antiga secção de crónicas foi remodelada e chama-se agora Artigos. Isto porque a partir de hoje está multifacetada e irá conter textos de diversas naturezas. Não serão assim muitos, pelo menos, não por enquanto, pois o tempo é curto e há prioridades com que tenho de me preocupar, mas planeio, tal como anunciei há uma semana, apresentar aqui 3 novos artigos escritos por mim. O primeiro chama-se «A Estranha Calma de Istambul» e é sobre os atentados terroristas em geral e a forma como nós e outros lidamos com eles. Deixo-vos um pequeno excerto. O texto completo pode ser encontrado na respetiva página do site, que agora também se encontra disponível para partilha!

«
Regressava a Portugal após uma curta estadia em Istambul e a minha última manhã em solo turco ficara marcada pela visão dos helicópteros militares que patrulhavam o céu da antiga capital otomana. Lia-se Polis na fuselagem branca e azul e, tal como a inscrição, a missão era clara. O PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, acabara de executar mais um ataque. O alvo tinha sido a Avenida Istiklâl, um símbolo da modernidade do país, a qual havia visitado há apenas um dia. Várias pessoas estavam feridas, algumas mortas. A atmosfera efervescente da principal via comercial da cidade com que me deparei na altura perdera o brilho — vestira-se de luto.»

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Nos destaques de 2016 do BranMorrighan e com algumas surpresas em 2017.

Não me tenho andado a sentir muito bem, talvez devido ao cansaço que acumulei ao longo do ano passado. Por isso, todas as pequenas vitórias são motivo de celebração e alegria. Sofia Teixeira, autora do BranMorrighan, incluiu A Célula Adormecida nos livros que mais a marcaram no ano que nos deixou. Eis o que ela escreveu sobre a história do professor Catalão:

«O regresso de Nuno Nepomuceno foi estrondoso. Haja autor português que de repente tenha dado um salto de nos deixar abismados. A Célula Adormecida é um livro que merece toda a nossa atenção e destaque. Está bem desenhado, bem construído, coerente e marcante. A narrativa está bastante diferente da da trilogia anterior, mas a cinematografia mantém-se bastante forte. As temáticas são sensíveis, mas o autor arranjou maneira de serem também instrutivas. É uma obra com a qual aprendemos e desmitificamos uma série de coisas. Sobre o Estado Islâmico, sobre o terrorismo, sobre o que realmente acaba por motivar uma série de coisas. Hei de recomendar sempre e para sempre este livro.»

Happy Happy Happy

Apesar de a partir de agora o ritmo ter de abrandar um pouco (não posso promover o livro eternamente), há algumas novidades preparadas para breve, fruto do trabalho do outono. Não, não tenho um novo livro para apresentar. Trata-se apenas de alguns textos originais que já estão inclusivamente publicados, contudo não à mostra no
site, pois estou a aguardar o registo no IGAC por causa dos direitos de autor (nunca se sabe quem os irá ler e o que fazer com eles). Portanto, esperem três pequeninas surpresas para breve. Fiquem por aí. Winking
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Até para o ano!

2016 foi um ano curioso. Após vários meses de secretismo, apresentei em outubro A Célula Adormecida, o meu primeiro livro em nome individual fora da trilogia Freelancer. Pode-se pensar que foi um grande ano e, de uma certa forma, quem assim o fizer terá razão. O livro revelou-se um sucesso dentro do próprio segmento, subindo rapidamente nos tops nacionais de thrillers. É mesmo, até à data, o único que conseguiu destronar o virtualmente imbatível A Rapariga do Comboio dessa mesma contagem na Wook, aquela que é considerada a maior livraria portuguesa da atualidade. Os indicadores foram excelentes, aliás, com posições semelhantes a serem replicadas nas restantes cadeias, incluindo a Fnac, uma loja cujo público não se tinha mostrado ainda muito recetivo a mim.

O ano que nos deixa foi também aquele em que comecei a receber um pouco de atenção dos meios de comunicação social nacionais. Não é que sinta necessidade de aparecer, mas a verdade é que acho que já o vinha a merecer. Sei que o género policial é considerado menor, que eu sou um autor pouco conhecido, que sou considerado marginal dentro dos autores portugueses porque não escrevo romances contemporâneos e que os nossos leitores preferem comprar um livro vindo de fora do que um dos meus, mas creio ser neste momento o autor português de
thrillers que publica com maior regularidade.

A Célula Adormecida foi um passo em frente para mim e, mais do que ter ido ao programa x ou y, ou ter sido n.º 1 ou 2 na livraria z, é isso que importa. Adquiri novas rotinas e métodos de trabalho, o que é sempre bom, e ganhei coragem para enfrentar alguns medos que tinha enquanto autor. Por outro lado, sinto-me hoje mais seguro do que estou a fazer e do meu valor, mesmo apesar de o ano, por razões que não interessam, ter sido repleto de altos e baixos, alguns destes últimos bastante difíceis de enfrentar. Portanto, fica a promessa de capitalizar esse mesmo crescimento pessoal e abordar 2017 com um pouco mais de calma e serenidade. Até para o ano!
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Boas festas.

presepio


Já é Natal, pelo menos, cá em casa. A imagem é do meu presépio, uma tradição que comecei a recuperar no ano passado e que resolvi manter em 2016. Diga-se apenas que, tal como em tudo o que me diz respeito, a apanha do musgo foi uma aventura. Envolveu um riacho, um certo cão, e a caixa do musgo derrubada por esse mesmo cão, caindo depois no riacho.

Kimi à parte, fiz as decorações de Natal há cerca de uma semana e, apesar de o meu presépio ter um ar elaborado (afinal, tem uma cascata e uma banda), o resto ficou tudo muito simples. Montei apenas uma árvore pequenina com a sagrada família ao pé e as tradicionais luzes a piscar. A minha parte preferida desta época é mesmo esta. Sabe-me muito bem desligar as luzes da casa depois do jantar e ver um pouco de televisão às escuras com os reflexos multicor a a iluminarem as paredes nas minhas costas. Melhor do que isto, só ter desculpa para comer à vontade. Winking

A propósito disso mesmo, o dia 24 será o mais natalício, já que é o único que tenho de folga. Como é do conhecimento público, tenho outra profissão além da escrita que funciona 24 horas por dia. Este ano apanhei a quadra em cheio. Estarei de serviço na tarde de 25 de dezembro, bem como na manhã de 31 e na noite de 1 de janeiro. Portanto, vou-me desforrar em grande. Além do bacalhau na consoada, estarei em pulgas para provar as filhós. Prefiro-as ainda mais do que o bolo rei, por exemplo. O resto da noite será calma, ou assim o espero. Conversar um pouco, abrir alguns presentes e desejar que estejam todos bem, facto que estendo a quem estiver a ler esta entrada. Termino-a com uma fotografia algo cómica. Retirei-a da série «O cão que comeu o Natal». Happy Happy Happy Boas festas!

kimi natal

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Primeiras palavras.

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue Manta de Histórias, por Isabel Caldeira.

«Uau! O que dizer deste livro? Está aqui uma história fantástica. O Nuno teve um trabalho de pesquisa incrível tanto histórica, como religiosa, política e económica. É um livro atual, que levanta tantas questões e receios. Quando comecei a ler o livro, aquelas primeiras páginas abalaram-me. Senti fisicamente o desespero. Apesar de um livro ficcional, muitos dos acontecimentos aqui narrados são verídicos. Não é um livro que se leia e se diga: “Não! Isto nunca poderá acontecer”. É um daqueles casos em que a ficção se confunde com o real e isso assusta. O mundo hoje está tão louco e perdido. Vejo este livro como um despertar, como uma tomada de consciência para a realidade. Tenho de dar os meus parabéns ao Nuno. Este livro está incrível. Leitura obrigatória para todos os que gostam de um bom thriller, mas também para todos os que se preocupam com os atuais conflitos no mundo. Leiam, leiam, leiam.»



Isabel Caldeira
mantadehistorias.blogspot.pt


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Entrevista online. Última sessão de autógrafos é este domingo.

«Escrever tem de ir além de saber pontuar corretamente ou dispor de um léxico variado.»

Escritores.online é uma base de dados sobre escritores portugueses. Foi com muito orgulho que aceitei o convite de um dos seus administradores para mais uma entrevista, desta feita escrita. Em 7 questões, deixo-vos o roteiro. Caso desejem ler as minhas respostas, convido-vos a seguirem esta ligação e a navegarem um pouco pelo portal. É só gente boa que lá irão encontrar. A entrevista também está disponível na barra lateral.


— Nuno, quando é que surgiu a necessidade de escrever?

— Onde é que, por norma, encontra a sua inspiração?

— Quais as grandes temáticas, os traços de personalidade e as geografias mais presentes na sua escrita?

— Que aspetos destacaria relativamente ao seu mais recente livro,
A Célula Adormecida?

— Quais os momentos mais marcantes no seu percurso literário?

— O que é, para si, um bom livro?

— E o que faz de um escritor um bom escritor?

— Para terminar, gostaríamos que nos indicasse os seus 7 escritores de eleição e os 7 livros que, indubitavelmente, recomendaria?



Este fim de semana irei terminar a ronda de sessões de autógrafos na região que me viu crescer. O evento irá começar às 16h30m no sítio do costume, isto é, na livraria Bertrand do Forum Algarve, uma velha amiga. Relembro que as pessoas que já têm
A Célula Adormecida ou qualquer um dos meus anteriores livros podem lá ir na mesma. Assiná-los-ei com muito gosto. Até domingo!



torres algarve 2016

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A Célula Adormecida, por Mariana Oliveira.

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue FLAMES.

«Creio que nunca tinha lido uma obra que estivesse tão atual no momento em que a li. A Célula Adormecida fala de um dos maiores problemas que ameaça o nosso mundo nos dias de hoje: o autoproclamado Estado Islâmico e as consequências nefastas que a sua atividade terrorista está a ter um pouco por todo o mundo, mas principalmente na Europa. Por isso mesmo, este livro mexeu com muitos dos meus medos e fez-me pensar no caminho que o continente europeu está a seguir.

Ao longo do livro, o Nuno levanta várias questões polémicas relativamente ao quanto poderá esse grupo terrorista estar a ser apoiado pelo Ocidente à custa de interesses económicos e foi aqui que levei um verdadeiro murro no estômago. Como a política é dos meios em que me sinto menos à vontade, e como ainda quero acreditar naquilo que há de bom no ser humano, nunca tinha pensado nessa possibilidade. Contudo, os factos apresentados pelo autor ao longo do livro assustadoramente fizeram muito sentido e esta foi uma obra que me fez ir mais além e pensar sobre questões difíceis e controversas.

Comparando com a trilogia
Freelancer, este livro é mais audaz, pois nele o Nuno foi mais além e chocou o leitor com acontecimentos extremamente dramáticos e revoltantes. Senti-me perturbada com algumas passagens que nos apresentam um lado mais negro do ser humano, mas que, infelizmente, refletem aquilo que acontece um pouco por todo o mundo. Senti, assim, que o autor decidiu arriscar mais com este livro, mostrando a maturidade literária que alcançou desde a sua estreia.

Mas se esta foi uma obra que me revoltou e assustou, foi igualmente uma obra que me fez regressar a um dos melhores períodos da minha vida. Falo do tempo em que vivi na Turquia e convivi de perto com essa cultura magnífica. Em
A Célula Adormecida, parte da ação passa-se nesse incrível país que liga a Europa e a Ásia, e simplesmente adorei ler passagens que decorrem em lugares onde tive o prazer de estar. Foi incrível voltar a ter contacto com a cultura muçulmana e comovi-me ao perceber o quanto o Nuno destacou um aspeto que tenho vindo a defender com unhas e dentes desde que esta questão do autoproclamado Estado Islâmico começou: o Islão é uma religião que tem como princípio o amor e a paz, e não de manheira nenhuma ser associado a atos terroristas. Creio que é aqui que os meios de comunicação têm falhado, pois vejo que não são muito esclarecedores neste aspeto e acabam por moldar a opinião das pessoas que, dessa forma, acabam por confundir os muçulmanos com terroristas. Esta é uma questão que tenho debatido nos últimos anos e gostei de ver escrito num livro aquilo em que eu tão convictamente acredito.

A profunda pesquisa que o autor fez para este livro permitiu-lhe explicar-nos um pouco os costumes dessa religião e os princípios em que assenta. Por isso mesmo, aconselho este livro não só pela história policial repleta de ação e drama que apresenta, mas principalmente porque é uma obra que de tão atual que é nos vai fazer olhar para aquilo que está a acontecer com outros olhos. Por fim, aconselho este livro para quem quer ter a oportunidade de ficar a conhecer melhor o Islão e em particular o hospitaleiro e incrível povo turco.»



Mariana Oliveira
flamesmr.blogspot.pt



Termino esta entrada com algumas imagens do lançamento nacional do livro e uma breve chamada à atenção para as próximas sessões de autógrafos. Serão as últimas duas do ano e as únicas que tenho agendadas para já. Recordo que são abertas a todos os meus livros, mesmo que já os tenham comprado e apenas queiram lá ir ter comigo para me conhecer e assiná-los. Conto com vocês para me fazerem uma visita. Happy



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torres algarve 2016




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