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Archives for May 2017 | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

A Hora Solene, por Ana Beatriz.

Opinião a A Hora Solene, por Ana Beatriz, Dream Pages.

«A trilogia
Freelancer conquistou-me inteiramente com o primeiro volume, "O Espião Português". E, depois, li o segundo livro, "A Espia do Oriente", que, apesar das já elevadas expetativas, ainda me conseguiu surpreender. Podem, portanto, imaginar a vontade que tinha de ler "A Hora Solene" e descobrir o que mais poderia o autor fazer para me deixar boquiaberta, principalmente depois do final do segundo volume, que foi totalmente... inesperado. 

Estamos em Londres, numa fria noite de tempestade, e um homem é esfaqueado e abandonado à sua sorte em plena rua. Se isto, por si só, não fosse já surpreendente, ao mesmo tempo, um homem da associação terrorista O Gótico entrega-se voluntariamente, um avião sofre um atentado e é divulgado um vídeo que promete manter o mundo em suspenso durante alguns meses. Se fosse um outro livro, de um outro autor, poderíamos pensar que estes acontecimentos nada tinham em comum... mas não com o Nuno! Todos estes estranhos episódios estão, na verdade, conectados, e o elemento central é André Marques-Smith, funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros Português e agente da Cadmo.

Mais uma vez, temos em paralelo a vida quotidiana do protagonista - o trabalho no Ministério, a convivência com os pais e com a irmã mais nova, as peripécias do seu cão - e a sua vida dupla, como agente da Cadmo, num mundo de espionagem em que nem tudo é o que parece, e em que nem sempre é simples aferir quem são os aliados e quem são os inimigos.

À semelhança dos livros anteriores, temos também capítulos que narram as linhas de ação de outras personagens, bem como toda a contextualização necessária para que não seja preciso reler segmentos dos primeiros volumes para entender o que está a acontecer. Neste livro, em particular, há ainda espaço para algumas reflexões sobre a ética, a família, o amor, a importância da vida humana e os valores implicados no campo científico. Gostei especialmente das questões éticas subjacentes ao uso da manipulação genética tendo em vista o aperfeiçoamento do ser humano.

De livro para livro, a evolução do autor é notável. Tudo nesta trilogia está tão magnificamente pensado, que é impossível não nos admirarmos com os pequenos detalhes que marcam a diferença. Como tenho vindo a referir, a escrita do Nuno é especial e agarra o leitor de tal forma que a leitura adquire um ritmo frenético, tornando-se compulsiva ao ponto de ser necessário um grande esforço para pousar o livro. Consegue transmitir as emoções das personagens para o leitor, conjugando tudo de forma tão maravilhosa que, quem lê, acaba por sentir-se realmente parte da história, de tão envolto que está neste mundo de intrigas e traições.

E o final é, mais uma vez, fantástico, embora desta vez de uma forma mais positiva (felizmente!). Nota-se a preocupação do autor em fechar todas as pontas soltas, pelo que encontramos respostas para todos os mistérios levantados ao longo dos primeiros livros.  O Nuno é o perfeito exemplo de que também temos escritores incríveis no nosso país, pelo que deveríamos apostar e dar mais apoio aos autores portugueses. Quero ainda agradecer-lhe pelas amáveis palavras endereçadas, tanto a mim como a vários outros
bloggers e youtubers, nos agradecimentos, bem como pela oportunidade de ler estes livros extraordinários.
"A Hora Solene" encerra com chave de ouro a Trilogia
Freelancer, onde dizemos adeus a um André mais forte, mais maduro e mais seguro de si. Em suma, esta é uma trilogia tão excecional que se torna difícil para mim falar sobre ela, pois sinto sempre que as palavras não chegam. Por isso, só vos peço: leiam! Tenho a certeza de que não se irão arrepender!»


Ana Beatriz
dream---pages.blogspot.pt

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A Célula Adormecida, por Vanessa Santos.

Opinião a A Célula Adormecida, por Vanessa Santos, Livros de Vidro.


«Devemos salientar o estudo do autor.
Epá Nuno, - permitam-nos a expressão - que estudo. Nota-se claramente um bom suporte, uma limpeza na matéria, um filtro, uma explicação, uma exposição sem, no entanto, ser em demasia, sem ser maçador. Devemos até dizer que nos permitiu conhecer mais sobre o assunto, afastando-nos do empolamento das redes sociais, dos media, da opinião pública, à semelhança dos anteriores livros. Mais uma vez o autor traz um trabalho bem conseguido em termos de estudo e estrutura. O que muito nos deixa felizes por ver autores portugueses com tamanha qualidade.
 
Já sabem que não falamos da história em si, não é para isso que aqui estamos. Mas apenas vos fazemos chegar a nossa perspetiva quanto ao que lemos. E, bem, para quem acha que está diante de mais um romance, de mais do mesmo, de "finais felizes", esqueçam!
 
Nuno traz a verdade dos atentados terroristas, habilmente nos transporta para o mundo muçulmano, para as suas crenças e mais uma vez temos um livro com Acão. Uma e outra vez demos por nós a pensar "não pode ser, outra vez"? Pois é, não sabem o que vos espera ao ler este livro. Não esperem bombas a rebentar por todos os lados, porque não, não se trata "só" disso, há toda uma dimensão que o autor vai buscar que torna o livro mais rico. Viajamos muito além das bombas e conspirações.
 
Em certa medida poderá ser chocante, não que descreva cenas horríveis, mas porque descreve cenas que são reais e que não podemos virar a página e pensar "só nos livros". Porque não, acontece. Incomoda, mas acontece.
 
Não se trata apenas de um livro de ficção, romance, policial, enfim, o que lhe queiram chamar. Trata-se de um "abre olhos". Um safanão que nos dá.
 
Mas, também temos de analisar a parte "restante" toda a trama, além do tema em si.
 
Pois bem, há algo que já na altura da trilogia nos fez confusão, mas não mencionámos porque podia ser mania nossa, mas desta vez temos de dizer, os nomes das personagens são muito, demasiado, pomposos. Até custa a crer que alguém os use assim constantemente. Não simpatizámos com os nomes dos personagens, os portugueses. Bastava, ao longo do texto, pelo menos para as principais, ir usando o primeiro nome, tornava tudo mais pessoal com o leitor. Fica o nosso apontamento.
 

Depois temos o personagem principal, Afonso Catalão, bem, não criámos empatia com ele. Talvez por ter uma carga negativa sobre ele, por parecer sempre cabisbaixo, sim é assim que o vemos, magro, ligeiramente curvado, com olheiras, expressão fechada. Embora ao longo da trama se perceba tudo o que o envolve pensamos que faltava ali qualquer coisa que nos fizesse ligar ao personagem. Faltou o elemento empático, mas até podia ser essa a intenção do autor.
 
Mas não pensem que isso vos faz largar o livro. Porque não. Há demasiadas coisas a acontecer que, no fim, se ligam com uma perfeição que parece impossível.»
 
 
Classificação:
 
- Escrita: 10
- História: 9,7
- Revisão do texto: 9,8
- Complexidade: 9
- Trabalho gráfico: 7
 
Total: 9,1
 
0 - Péssimo
1 a 3- Muito Mau
4 a 5- Mau
6 a 7- Satisfatório
8- Bom
9 - Muito Bom
10 - Excelente!


A Célula Adormecida
Vanessa Santos
livrosdevidro.wixsite.com

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A Espia do Oriente, por Ana Beatriz.

Opinião a A Espia do Oriente, por Ana Beatriz, Dream Pages.

Depois de um primeiro volume absolutamente fantástico, parti para este segundo livro com expectativas elevadíssimas, mas também com algum receio de estar a colocar demasiada pressão sobre esta leitura. Contudo, o autor construiu a ação de uma forma tão excecionalmente fantástica, que ainda me conseguiu surpreender!

Como o nome indica, este volume divide a atenção entre André - o nosso espião favorito e protagonista de
O Espião Português - e China Girl - uma personagem misteriosa que conhecemos ainda no primeiro volume, mas que ganha relevante destaque nesta segunda parte. Ao longo do livro, vamos desvendando a sua história, os seus motivos e motivações, as adversidades e os obstáculos que a vida lhe impingiu e que a tornaram na pessoa que é hoje.

As revelações chocantes que marcaram o final do primeiro livro tomam continuidade em
A Espia do Oriente, mas a ação é agora dividida em vários planos. Revemos o André, que está a tentar lidar com a sua nova condição, mas que não consegue perdoar os pais por lhe terem mentido durante toda a sua vida; a misteriosa China Girl, que talvez não seja bem o que parece; e depois temos os membros da Dark Star, a organização terrorista que pretende apropriar-se do projeto Lebodin - um projeto de manipulação genética criado por um cientista russo.

A evolução do autor é notória em todos os aspetos: no amadurecimento da escrita, na construção e no contexto das personagens, nas reviravoltas surpreendentes e nas revelações, feitas exatamente no momento certo e, acima de tudo, no suspense magistralmente conseguido. O livro é muito rico nas descrições físicas e psicológicas, realizadas na perfeição, que têm a capacidade de envolver o leitor no clima vivido pelas diversas personagens. Os diferentes planos de ação cruzam-se e interligam-se complexamente, criando uma ação interessante e viciante, e levando o leitor a temer constantemente pela vida das personagens. Além disso, o Nuno consegue transmitir realmente os sentimentos e as emoções experienciadas pelas diversas personagens, o que acaba por ser bastante engraçado, pois, por diversas vezes, dei por mim realmente revoltada com algumas situações, como se estas tivessem acontecido comigo.

Enquanto que o primeiro livro tinha um caráter mais policial, este segundo assemelha-se já a um thriller, o que pode tornar a ação um pouco mais lenta, mas, em contrapartida, consegue mexer mais com a cabeça do leitor. E isso acontece, de facto, à medida que vamos mergulhando nas maravilhosamente entrelaçadas teias de acontecimentos que compõem esta trilogia e vamos descobrindo o passado ao acompanharmos o presente das personagens.

 E, quando pensamos que não é possível voltarmos a ser apanhados de surpresa - depois de tantas coisas fantásticas terem acontecido, é normal pensarmos isso -, eis que nos é provado exatamente o contrário! A verdade é que nem tenho palavras para descrever o final! É um desfecho tão inesperado, arriscado e surpreendente, que deixa o leitor completamente em suspenso, num misto de ânsia, pânico e excitação, temendo pelo que mais poderá acontecer.

A Espia do Oriente continua uma trilogia simplesmente maravilhosa e cativante, com personagens muito reais e complexas, e com uma história que agarra completamente desde o primeiro capítulo. Com ingredientes de um bom thriller - muito perigo, mistério e ação -, aliados à narrativa da vida familiar e das relações interpessoais, esta é uma história com grande consistência que, se não bastasse prender-nos completamente e mexer connosco a um nível bastante profundo, ainda nos leva a visitar interessantes monumentos e sítios emblemáticos de vários países. A única coisa que posso dizer é que, realmente, adorei e recomendo a toda a gente!


A Espia do Oriente
Ana Beatriz
dream---pages.blogspot.pt

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Palestra adiada.

É com alguma deceção que escrevo esta entrada. Recebi hoje, terça-feira, dia 16 de maio, informação por parte da Universidade Lusófona que a minha palestra agendada para a próxima quinta-feira, dia 18, teria de ser adiada. A decisão não foi minha, tal como acabei de explicar, pois tinha tudo a postos para me apresentar, mas sim devido ao calendário da faculdade, que organizará um congresso internacional na próxima semana, seguindo-se as jornadas do cristianismo no início de junho.

A Universidade Lusófona comprometeu-se a reagendar a minha palestra para o próximo ano letivo, em data a anunciar depois do verão. Peço desculpa a quem já tinha feito planos para comparecer, mas, tal como escrevi no primeiro parágrafo, não sou responsável pelo adiamento. Terá de ficar para outra oportunidade.

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O senhor orador.

Já antes aqui tinha escrito sobre ela, mas agora, que se avizinha, está na altura de relembrar que irei dar uma palestra na Universidade Lusófona no próximo dia 18 de maio, às 18h30m.

O tema será a tolerância e convivência inter-religiosas, com algum espaço para discutirmos
A Célula Adormecida no fim. Estive em algumas escolas durante o ano de 2016, onde apresentei a trilogia Freelancer aos alunos, mas desta vez o conceito será algo diferente. Irei abordar o tema durante cerca de 20 a 30 minutos, seguindo-se dois vídeos: um excerto de uma entrevista concedida pelo Sheikh Munir à RTP e a que eu dei à Sic Notícias. Os momentos finais serão para uma sessão de perguntas e respostas. Como o Islão ocupará parte de palestra, espero que me coloquem bastantes questões.

Portanto, quem desejar comparecer, será, obviamente, bem-vindo. Termino a entrada com o cartaz produzido pelo Instituto de Cristianismo Contemporâneo da Universidade Lusófona e uma fotografia da apresentação que levarei à palestra. Desejem-me (boa) sorte. Happy

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A Espia do Oriente, por Tita Rodrigues.

Opinião a A Espia do Oriente, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

Este é o segundo livro da trilogia Freelancer, mas que pode ser lido de forma independente, pois, sempre que é necessário, o Nuno faz vários enquadramentos/resumos dos acontecimentos de O Espião Português. De qualquer modo, e como leitora, recomendo que leiam os livros por ordem e assim vivam mais intensamente a vida de André Marques-Smith, funcionário do MNE e espião ao serviço da Cadmo.

E ao contrário do primeiro livro, mais centrado na vida de André, em
A Espia do Oriente vamos conhecendo melhor a vida e passado de China Girl, a misteriosa espia da Dark Star, mas também Monique.

Se já tinha gostado bastante do primeiro livro, este segundo deixou-me completamente colada. Temos várias histórias no enredo que captam a nossa atenção, tornando-o ainda mais rico, sempre com uma boa dose de perigo e ritmo e sempre com aquela sensação de "em quem confiar?".

As personagens são outra mais-valia do livro. O Nuno torna-as tão humanas e reais, com os seus medos, inseguranças, sentimentos. Se já tinha gostado do André, posso-vos dizer que China Girl não lhe fica mesmo nada atrás, mas prefiro que sejam vocês a descobrir mais sobre esta mulher.

Nota-se também uma clara evolução do Nuno enquanto escritor. Não só pelo enredo mais denso e com mais pontos de interesse, mas também pela própria escrita, que está ainda melhor, com parágrafos mais longos e descrições mais envolventes e ricas. Digo-vos, o Nuno escreve mesmo muito bem!

E não pensem que neste livro só temos ação e mais ação; cenas com ritmo alucinante. Temos também algumas mais leves e pautadas com uma boa dose de humor, nomeadamente com uma personagem algo peculiar, a Diva Winking

E o final? Absolutamente fabuloso e que nos deixa completamente ansiosos por pegar no último volume. E acreditem, não vai demorar muito tempo a pegar n'
A Hora Solene, pois estou muito mas muito curiosa para conhecer o desfecho desta magnifica história.

Tal como os outros dois livros que li do Nuno (
A Célula Adormecida e O Espião Português), este foi mais uma leitura compulsiva, que me deixou sempre agarrada ao livro e sempre que terminava um capítulo pensava "só mais um".


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

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