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Archives for Sep 2017 | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

A Espia do Oriente, por Isaura Pereira vs A Célula Adormecida, por Diogo Coutinho


Opiniões retiradas dos blogues de opiniões literárias
Jardim de Mil Histórias e No Conforto dos Livros.

«Se o primeiro livro foi uma introdução a toda a história, neste volume encontramos mais ação e um aprofundamento da vida de espião de André Marques-Smith. Temos a oportunidade de conhecer melhor outras personagens, como 
China Girl, que inicia uma empatia maior com o leitor (pelo menos, foi essa a minha perceção).  Novamente muito bem escrito, com muito ritmo e ação. Não sou de ler séries ou trilogias. Se não me engano esta é a primeira série/trilogia que leio. Contudo, acho que o segundo volume é sempre mais denso, pois tem maior profundidade na história.  Quero ler e conhecer o final desta história e destas personagens que me acompanharam durante algum tempo. Não deixem de ler, que vale a pena.»


A Espia do Oriente
Isaura Pereira
jardimdemilhistorias.blogspot.pt




«Tenho de vos dizer que gostei da ideia, do facto de o autor envolver o nosso país no tema do terrorismo, que (felizmente) ainda desconhece essa realidade. Gostei da teoria desenvolvida ao longo da obra, a qual já chegara a ponderar.

Acima de tudo, estou certo de que os temas desenvolvidos completam a temática geral: é-nos apresentada uma família de refugiados em Portugal, conhecemos um pouco da cultura islâmica e dos conflitos no Médio Oriente, a mediatização dos atentados e as represálias que caem sobre os inocentes muçulmanos que apenas visam a paz. Por acaso (ou nem tanto!), ao longo de toda a obra, a distinção entre o islamismo e terrorismo é perfeitamente desenvolvida e conseguida: islamismo é paz e respeito, terrorismo é morte e deturpação dos princípios de Alá.

E tudo é acompanhado por um toquezinho de espionagem, com o qual me deliciei...

A narrativa em terceira pessoa alterna entre o professor Catalão, a família de refugiados e uma jornalista de renome que investiga o caso para apresentar aos portugueses. Já a escrita, não me agradou assim tanto: nitidamente, vocabulário não falta ao autor, mas creio que lhe faltou um bocadinho de ritmo, frases um pouco mais longas e ligadas, menos interrupções. Desta forma, até os momentos de suspense no final dos capítulos teriam outro impacto.
 
As personagens são bastante cativantes, ou melhor, vão-se tornando à medida que vamos avançado e conhecendo melhor o seu caráter, incluindo o seu passado (existem alguns recuos aos anos anteriores e nas doses certas).

A capa, bastante simples, representa uma simbologia presente em toda a obra. A diagramação auxilia a fluidez da leitura.

Enfim, gostei da abordagem do autor, mesmo que não tinha sido a mais criativa. Conseguiu cativar-me durante toda a leitura, o que é um ponto mais que positivo. Aconselho a todos para que sejam cidadãos mais conscientes acerca do que ocorre à nossa volta e do que o terrorismo engloba, os seus objetivos. E, já sabem, aproveitem que é nacional!»


A Célula Adormecida
Diogo Coutinho
no-conforto-dos-livros.webnode.com

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Cultura.


culturalogo


Houve um momento no passado, que não consigo precisar com exatidão, mas que julgo ter ocorrido durante o fim do inverno deste ano, em que dei por mim a pensar no que fazer, qual o rumo pelo qual enveredar. Estava prestes a terminar o processo de pesquisa que delineara para o meu novo romance e o dia (o grande dia) em que iria abrir o ficheiro e começar o primeiro capítulo aproximava-se rapidamente. Foi então que decidi escrever o livro que desejava, imune a pressões, sem querer agradar a ninguém. Entreguei-o a uma nova editora no passado dia 30 de agosto.

Cultura Editora será a chancela que irá publicar o meu quinto original. Apesar de jovem, esta nova casa é habitada por profissionais muito experientes, aos quais agradeço a oportunidade de me incluírem na «família». Trata-se das mesmas pessoas que têm estado nos bastidores de livros de inquestionável sucesso como
Arquipélago, de Joel Neto, ou Prometo Falhar, de Pedro Chagas Freitas, dos quais, ao lado de outros escritores que respeito e admiro, como Carla M. Soares, Flávio Capuleto ou Luís Corredoura, passarei a ser colega.

Não tornarei públicas as razões pelas quais denunciei o contrato com a TopBooks, apesar da exclusividade que concedi a esta editora antes de reeditar
O Espião Português e que tinha inclusivamente sido aumentada aquando do contrato da Célula Adormecida. Não se trata de ingratidão. Reconheço que talvez não tivesse chegado até aqui sem os livros que publiquei com a TopBooks, que me terão dado a mão quando mais ninguém o queria fazer. Mas tenho de procurar o que é melhor para mim e para o futuro que desejo dar aos meus livros. Independentemente dos resultados que o ano de 2018 possa trazer, estou feliz com a opção tomada. Sou agora um autor livre, cujo único compromisso é para com a Agência das Letras, o escritório de agenciamento literário que me passou a representar. O que estará por vir será sempre incerto, mas encaro-o com renovado otimismo e esperança, algo que talvez tenha perdido de há um ano a esta parte.

Não me irei alongar sobre o que será ou não o meu novo livro. Ainda é demasiado cedo, pois nem sequer se encontra fechado. Tratar-se-á de mais um
thriller psicológico, embora diferente do anterior, já que pouco ou nada tem a ver com terrorismo. A capa e o processo de edição já arrancaram, este último ao encargo de Hugo Gonçalves, coautor da série de televisão País Irmão, atualmente a ser exibida pela RTP1. Poderia enunciar aqui uma sucessão de adjetivos acerca do conteúdo, embora prefira não o fazer, não só porque me cairia mal, mas porque prefiro deixar essa responsabilidade ao encargo dos seus futuros leitores. A minha visão será sempre subjetiva e as coisas são o que são. Repito que estou particularmente contente e algo surpreso, diria mesmo, pela qualidade do resultado final. Deixo-vos aqui com a primeira imagem. Em janeiro ou março do próximo ano renascerá com uma capa e a forma de um livro.


livronovofirstpic

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Representado.


agenciadasletras

Prometi algumas novidades na última entrada que apresentei e hoje debruço-me exatamente sobre a primeira de todas elas. Desde a semana passada, a altura em que assinei o contrato, que passei a ser representado pela
Agência das Letras, uma agência de talentos com um carinho especial pelas mais diversas vertentes literárias.

Cheguei atrasado, tal como infelizmente se tem tornado num (mau) hábito nos últimos tempos, e acabei mesmo por ir bater à porta errada, apesar de já conhecer o escritório, pois estive lá para uma reunião no passado mês de julho. A sério, este ano tem-me corrido tão mal, que não sei porque é que ainda não resolvi fazer um desvio na carreira e abandonar os
thrillers para me dedicar à comédia. Desabafos à parte, o que importa é que no fim de todas as minhas peripécias, o momento correu pelo melhor e um sonho antigo concretizou-se. Dei por mim, no dia seguinte, em casa, a conversar com a minha família e a dizer que quase cinco anos depois de ter publicado o meu primeiro livro tenho finalmente um agente literário.

Nada irá mudar, pelo menos, não por enquanto. A diferença mais importante é que este é mais um passo na direção certa, ou seja, no sentido da profissionalização. Passará a existir uma pessoa que não só irá servir de intermediário entre mim e a editora como ainda se irá dedicar à promoção da minha carreira literária. Se tudo permanecerá exatamente na mesma ou se vem aí uma revolução completa, é demasiado cedo para o afirmar, embora me confesse muito otimista e orgulhoso de partilhar a
Agência das Letras com escritores como Joel Neto e Manuela Gonzaga, só para citar alguns dos outros talentos que são representados. Convido-os, portanto, a conhecer aquela que será a minha nova casa durante os próximos sete anos. O site está bem bonito.

A principal alteração será, para já, a editora. Como dei aqui a saber, tirei algum tempo para me dedicar mais a fundo à conclusão do meu próximo romance. Foi uma decisão que julgo ter sido acertada, pois não só já o acabei como o entreguei à editora. Contudo, não será a TopBooks que o irá publicar. Estou de saída e o meu novo livro, cuja data de lançamento está prevista para o fim de janeiro ou início de fevereiro, será publicada por uma outra editora, algo que me está a deixar bastante feliz e motivado. Contudo, sobre isto e o livro irei escrever um pouco na próxima entrada, pelo que aconselho a quem possa ter ficado curioso a passar por aqui. Só uma pista: começa por C. Winking

Para terminar, gostaria de agradecer todas as reações que a minha última publicação recebeu, bem como os desejos de melhoras. A dor desapareceu e espero que o problema de saúde de que andava a padecer tenha sofrido o mesmo destino. Muito obrigado por todo o carinho.

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