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No Conforto do Livros | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

No Conforto do Livros

A Espia do Oriente, por Isaura Pereira vs A Célula Adormecida, por Diogo Coutinho


Opiniões retiradas dos blogues de opiniões literárias
Jardim de Mil Histórias e No Conforto dos Livros.

«Se o primeiro livro foi uma introdução a toda a história, neste volume encontramos mais ação e um aprofundamento da vida de espião de André Marques-Smith. Temos a oportunidade de conhecer melhor outras personagens, como 
China Girl, que inicia uma empatia maior com o leitor (pelo menos, foi essa a minha perceção).  Novamente muito bem escrito, com muito ritmo e ação. Não sou de ler séries ou trilogias. Se não me engano esta é a primeira série/trilogia que leio. Contudo, acho que o segundo volume é sempre mais denso, pois tem maior profundidade na história.  Quero ler e conhecer o final desta história e destas personagens que me acompanharam durante algum tempo. Não deixem de ler, que vale a pena.»


A Espia do Oriente
Isaura Pereira
jardimdemilhistorias.blogspot.pt




«Tenho de vos dizer que gostei da ideia, do facto de o autor envolver o nosso país no tema do terrorismo, que (felizmente) ainda desconhece essa realidade. Gostei da teoria desenvolvida ao longo da obra, a qual já chegara a ponderar.

Acima de tudo, estou certo de que os temas desenvolvidos completam a temática geral: é-nos apresentada uma família de refugiados em Portugal, conhecemos um pouco da cultura islâmica e dos conflitos no Médio Oriente, a mediatização dos atentados e as represálias que caem sobre os inocentes muçulmanos que apenas visam a paz. Por acaso (ou nem tanto!), ao longo de toda a obra, a distinção entre o islamismo e terrorismo é perfeitamente desenvolvida e conseguida: islamismo é paz e respeito, terrorismo é morte e deturpação dos princípios de Alá.

E tudo é acompanhado por um toquezinho de espionagem, com o qual me deliciei...

A narrativa em terceira pessoa alterna entre o professor Catalão, a família de refugiados e uma jornalista de renome que investiga o caso para apresentar aos portugueses. Já a escrita, não me agradou assim tanto: nitidamente, vocabulário não falta ao autor, mas creio que lhe faltou um bocadinho de ritmo, frases um pouco mais longas e ligadas, menos interrupções. Desta forma, até os momentos de suspense no final dos capítulos teriam outro impacto.
 
As personagens são bastante cativantes, ou melhor, vão-se tornando à medida que vamos avançado e conhecendo melhor o seu caráter, incluindo o seu passado (existem alguns recuos aos anos anteriores e nas doses certas).

A capa, bastante simples, representa uma simbologia presente em toda a obra. A diagramação auxilia a fluidez da leitura.

Enfim, gostei da abordagem do autor, mesmo que não tinha sido a mais criativa. Conseguiu cativar-me durante toda a leitura, o que é um ponto mais que positivo. Aconselho a todos para que sejam cidadãos mais conscientes acerca do que ocorre à nossa volta e do que o terrorismo engloba, os seus objetivos. E, já sabem, aproveitem que é nacional!»


A Célula Adormecida
Diogo Coutinho
no-conforto-dos-livros.webnode.com

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