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Nuno Nepomuceno | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

Representado.


agenciadasletras

Prometi algumas novidades na última entrada que apresentei e hoje debruço-me exatamente sobre a primeira de todas elas. Desde a semana passada, a altura em que assinei o contrato, que passei a ser representado pela
Agência das Letras, uma agência de talentos com um carinho especial pelas mais diversas vertentes literárias.

Cheguei atrasado, tal como infelizmente se tem tornado num (mau) hábito nos últimos tempos, e acabei mesmo por ir bater à porta errada, apesar de já conhecer o escritório, pois estive lá para uma reunião no passado mês de julho. A sério, este ano tem-me corrido tão mal, que não sei porque é que ainda não resolvi fazer um desvio na carreira e abandonar os
thrillers para me dedicar à comédia. Desabafos à parte, o que importa é que no fim de todas as minhas peripécias, o momento correu pelo melhor e um sonho antigo concretizou-se. Dei por mim, no dia seguinte, em casa, a conversar com a minha família e a dizer que quase cinco anos depois de ter publicado o meu primeiro livro tenho finalmente um agente literário.

Nada irá mudar, pelo menos, não por enquanto. A diferença mais importante é que este é mais um passo na direção certa, ou seja, no sentido da profissionalização. Passará a existir uma pessoa que não só irá servir de intermediário entre mim e a editora como ainda se irá dedicar à promoção da minha carreira literária. Se tudo permanecerá exatamente na mesma ou se vem aí uma revolução completa, é demasiado cedo para o afirmar, embora me confesse muito otimista e orgulhoso de partilhar a
Agência das Letras com escritores como Joel Neto e Manuela Gonzaga, só para citar alguns dos outros talentos que são representados. Convido-os, portanto, a conhecer aquela que será a minha nova casa durante os próximos sete anos. O site está bem bonito.

A principal alteração será, para já, a editora. Como dei aqui a saber, tirei algum tempo para me dedicar mais a fundo à conclusão do meu próximo romance. Foi uma decisão que julgo ter sido acertada, pois não só já o acabei como o entreguei à editora. Contudo, não será a TopBooks que o irá publicar. Estou de saída e o meu novo livro, cuja data de lançamento está prevista para o fim de janeiro ou início de fevereiro, será publicada por uma outra editora, algo que me está a deixar bastante feliz e motivado. Contudo, sobre isto e o livro irei escrever um pouco na próxima entrada, pelo que aconselho a quem possa ter ficado curioso a passar por aqui. Só uma pista: começa por C. Winking

Para terminar, gostaria de agradecer todas as reações que a minha última publicação recebeu, bem como os desejos de melhoras. A dor desapareceu e espero que o problema de saúde de que andava a padecer tenha sofrido o mesmo destino. Muito obrigado por todo o carinho.

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Pausa.

Substantivo feminino sinónimo de uma breve interrupção.

Ou pelo menos, essa é a intenção para as próximas semanas. Salvo algum imprevisto, irei fazer um pequeno intervalo na minha presença aqui e nas redes sociais. Tenho algumas coisas pensadas para a última semana de julho, que não passarão do habitual, e depois irei afastar-me durante algum tempo. Já escrevi sobre isto antes, se não me encontro enganado talvez em abril, mas acabei por não cumprir com a promessa. Foram surgindo novas opiniões aos livros, que gosto de partilhar, já que me têm posto no mau costume de serem sempre positivas, além de uma ou outra situação diferente, como a conferência na Universidade Lusófona (que acabou por ser adiada e está, ainda, sem data) e a recente entrevista que dei.

Não se trata de cansaço, nem sequer de vedetismo. Há um pouco do primeiro, sim, se bem que do segundo espero que não, mas essencialmente da necessidade de me concentrar no fecho do meu novo romance. Surgiram alguns leitores e amigos a perguntar por ele recentemente, aos quais respondi de modo algo furtivo, como passei a fazer depois da experiência que tive com a trilogia
Freelancer. Já fui incentivado a mostrar aquilo no qual me encontro a trabalhar, ao que disse: «Se as pessoas estiverem atentas, vão percebê-lo. Há pistas aqui e ali.». Mas gostaria de tranquilizar quem se encontrar mais ansioso. O livro está quase acabado. Julgo conseguir terminá-lo até ao fim de agosto e se tudo continuar como tem andado até agora, será um prazer e um orgulho fazê-lo. Falta-me redigir cerca de 20% da história e considero ter em mãos o meu melhor trabalho.

Este ano tem sido difícil, ao ponto de ter equacionado encerrar a carreira. Não me ando a sentir bem e há uma ligeira situação de saúde que surgiu recentemente que vou ter de analisar em pormenor, embora não me pareça ser nada de grave. Irei necessitar de fazer alguns exames e suspeito que esteja até relacionada com exaustão ou com uma grande gripe que tive em janeiro que poderá ter sido mal curada. O Kimi, que é um doce de cão e o melhor amigo que podia ter pedido, tem sido um desafio, já que revolucionou por completo a minha vida, incluindo as rotinas de escrita. Mas queria deixar claro que podem esperar um novo livro para breve. Não o será é em 2017. Foi decidido que a melhor estratégia para este seria colocá-lo em 2018, evitando os pesos pesados que já se perfilaram para a próxima época natalícia.

Quando regressar (prometo que o farei algures em setembro, sem grandes compromissos ou uma data definida), talvez possa falar mais abertamente sobre tudo o de novo que aí vem. Esperem um novo livro, entre outras coisas novas, e quem sabe um Nuno diferente, pois irá aproveitar esses mesmos meses de intervalo que se seguirão entre a conclusão e a edição do próximo romance para realmente descansar e recuperar. Será também nessa altura que este espaço deverá ser redesenhado, incluindo a minha imagem pública. Decidi entregar toda a gestão gráfica e de desenvolvimento a profissionais. Ainda não decidi se o vou fazer também em relação às redes sociais.

Portanto, aproveitem bem as férias para quem as tiver. E já agora leiam um pouco. Não custa nada e fica sempre bem a acompanhar o mar, a areia, o sol ou mesmo o campo.

Até daqui a algum tempo (depois da pausa, o substantivo feminino que é sinónimo de uma breve interrupção).
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Entrevista no jardim.

«Nós temos uma relação algo curiosa com o que fazemos. Julgamos sempre que é de qualidade inferior. O que nos chega de fora exerce um grande fascínio sobre o consumidor. Resta a esperança que, à semelhança da transformação que tem vindo a ocorrer noutros setores da cultura, o mesmo se venha a suceder com a literatura nacional.»

Nova entrevista, desta feita ao blogue
Jardim de Mil Histórias. Por Isaura Pereira.

Jardim de Mil Histórias - O Nuno é formado em Matemática. Como surgiu esta paixão pela escrita e por contar histórias?


Nuno Nepomuceno - Iniciou-se com a leitura. Por influência da minha mãe, que sempre me incentivou a isso, acabei por crescer acompanhado por livros. Os meus gostos foram evoluindo com a idade, claro. Recordo-me de ler coleções como Os Cinco, Os Hardy ou Uma Aventura, que me eram oferecidas pelo Natal ou que ia requisitar à biblioteca municipal. Gostava bastante de o fazer, de andar pela rua com os livros na mão enquanto ia e vinha.
Depois, quando passei a ser financeiramente independente, é que comecei a investir mais noutros géneros, como os
thrillers. Houve um momento a partir do qual, que não sou capaz de precisar com exatidão, em que comecei a sentir curiosidade sobre como seria estar do outro lado, ou seja, ter o poder de criar e manipular as personagens, entrando, assim, no imaginário do leitor. Hoje em dia é isso que me motiva mais — a possibilidade de suscitar emoções em que lê o meu trabalho.

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J.M.H. - A trilogia “Freelancer” teve um grande impacto nos leitores. Foi com a primeira parte, “O Espião Português”, que ganhou, em 2012, o Prémio Literário Note!. Estava à espera desse reconhecimento?

N. N. -
Eu já publiquei quatro livros e quer o processo, como os resultados que obtive, foram diferentes em todos eles. É difícil dizer se eu esperava ganhar um prémio revelação ou se aquele livro que eu tinha escrito durante oito anos se tornaria num sucesso comercial. Quando concorri, quis acreditar que sim, e quando O Espião Português foi colocado à venda, desejei-lhe o melhor. Mas nunca se sabe muito bem o que vai acontecer. O mercado livreiro não é tão previsível quanto possamos pensar e, por vezes, há surpresas, sejam elas boas ou más. Eu limito-me a ser otimista.



J. M. H. -  O seu mais recente livro “A Célula Adormecida” desperta-nos para uma hipótese de ataque terrorista em Lisboa. Hoje em dia é uma hipótese bem real. O que pretendeu com esta história?


N. N. - Tive dois objetivos, essencialmente. O primeiro foi provocar uma mudança na minha carreira. A trilogia Freelancer acabou por deixar uma marca algo inesperada, sobretudo, devido ao carisma do protagonista, e eu quis distanciar-me de tal, ou seja, mostrar ao meu público que sou um escritor com mais do que uma dimensão e, através disso, cativar outros leitores. Daí A Célula Adormecida ser um romance bem mais negro do que os anteriores que publiquei, assumindo-se claramente com um thriller psicológico e não tanto como um policial.

Por outro lado, desejava abordar um tema que julgo ser importante e que, infelizmente, começa a fazer parte da nossa vida diária. Os grupos terroristas têm muitas nuances, estando, por vezes, associados as outros fenómenos de forma mais ou menos direta. Foi assim também que surgiu a ideia de abordar temas fraturantes da nossa sociedade, que com o livro desejei colocar sob reflexão. Refiro-me aos movimentos migratórios, à instabilidade no Médio Oriente, ao extremismo e radicalização da Europa, entre outros. A mensagem final que tentei transmitir foi a de tolerância. Espero que tenha chegado aos leitores.


J. M. H. - Nota-se nos seus livros um grande rigor factual, histórico e social. Faz algum trabalho de investigação prévia?

N. N. - Sim, é algo que comecei a trabalhar logo com O Espião Português, mas que tem ganho preponderância em todo o meu processo criativo com o passar dos anos. Procuro ler sobre os temas que quero abordar, visitar os locais que escolho para a ação dos livros, entrevistar especialistas ou até mesmo viver parte daquilo que desejo descrever. Por exemplo, assisti a alguns serviços religiosos na Mesquita Central de Lisboa durante o ano em que dediquei à redação de A Célula Adormecida. E isso acabou por ser muito importante para mim, pois, enquanto estava lá sentado a observar em silêncio as pessoas que rezavam, as ideias iam surgindo naturalmente.

J. M. H. - Quais as suas grandes referências enquanto escritor?


N. N. - Em termos técnicos, não tenho ninguém. A escrita não é estanque e há certas formas de o fazer que aprecio e outras que nem por isso. Procuro escrever aquilo com me sinto confortável, incluindo as opções criativas que tomo, não embarcando em modas ou fórmulas que se dizem ser extremamente vendáveis na atualidade. Fora isso, há autores cuja carreira vejo como um exemplo e cujos livros me dão bastante prazer. Posso citar os casos de Ken Follet e Daniel Silva, se bem que existam outros. Já li excelentes obras fora do registo policial.


J. M. H. - Em que é se inspira para escrever?

N. N. - É um processo misto. Tanto pode vir de uma fotografia, como aconteceu com A Espia do Oriente, ou através de uma canção, como foi o caso de A Hora Solene. Ou até um livro, no caso do conto « A Cidade», com o qual integrei a coletânea Desassossego da Liberdade. Mas tento manter um espírito aberto e ser recetivo a novos elementos. Por vezes, as melhores ideias surgem de forma inesperada. De repente, estou a escrever e é como se os dedos tivessem vida própria. Há uma frase que surge sem ser planeada e que muda tudo.

J. M. H. - Ouvimos muitas vezes os autores afirmarem que o processo de escrita concentra-se em 90% de trabalho e 10% de talento. Concorda?

N. N. - Eu gosto de pensar que tenho algum talento. Se assim não fosse, não iria escrever, pois foi a vontade de mostrar aos outros o que considero ser capaz de fazer que me levou a começar, independentemente do muito ou pouco sucesso que viesse a ter. Mas tudo requer imenso trabalho e quando começamos um livro é bom que estejamos cientes de que não vai ser fácil. Se a memória não me falha, nunca escrevi um capítulo à primeira. Chego a revê-los quatro e cinco vezes e até a reescrevê-los constantemente ou mesmo deitá-los fora.



J. M. H. - Sente de alguma forma que a literatura portuguesa não é tão valorizada face à literatura internacional?
N. N. - Existe algum desfavorecimento, sim, mas que penso ter-se atenuado nos últimos tempos. Há autores portugueses que vendem mais em alturas muito críticas, como o Natal, do que os escritores estrangeiros. Espero que seja uma situação que tenda a continuar a evoluir de forma positiva no futuro. Pelo menos, o passado recente dá-nos alguma esperança nesse sentido. Há alguns anos, a ficção portuguesa debatia-se para competir com a norte-americana ou brasileira e hoje em dia lidera audiências. O mesmo tem vindo a acontecer com a nossa música. Nós temos uma relação algo curiosa com o que fazemos. Julgamos sempre que é de qualidade inferior. O que nos chega de fora exerce um grande fascínio sobre o consumidor. Resta a esperança que, à semelhança da transformação que tem vindo a ocorrer noutros setores da cultura, o mesmo se venha a suceder com a literatura nacional.


J. M. H. - Enquanto leitor o que gosta mais de ler? E o que não gosta de ler?

N. N. - Aprecio essencialmente thrillers e policiais, com algumas incursões felizes pela fantasia e romances históricos, mas ciente de que um bom livro deve ser lido e, portanto, com abertura para as surpresas que poderão surgir. E não tenho nenhum género, formato ou autor que me cause aversão. Ler faz parte da nossa vida. Precisamos de o fazer diariamente.



J. M. H. - Qual o livro da sua vida?

N. N. - Os Pilares da Terra, de Ken Follett, e Os Três Mosqueteiros, de Alexandre Dumas. Adoro as épocas históricas em que decorrem e admiro os autores pelo excelente trabalho que realizaram com os livros. O Estranho Caso do Cão Morto, de Mark Haddon, também é uma obra que me marcou muito, sobretudo, pela forma criativa e sensível com que explorou o tema do autismo.



J. M. H. - Para quem não conhece a sua obra, e no sentido de convencer o nossos leitores a ler os seus livros, qual deles define melhor a sua escrita?

N. N. - Esta é uma pergunta muito difícil. Todos eles são especiais para mim à sua maneira. Os primeiros porque não foi fácil publicá-los, além de terem exigido um esforço considerável para os escrever, já que não possuía qualquer experiência; os últimos porque traduzem melhor a pessoa que sou hoje em dia. Prefiro que sejam os meus leitores a decidir isso.



J. M. H. - Que projetos literários tem para o futuro?

N. N. - Neste momento, encontro-me a trabalhar em mais um thriller psicológico, que, apesar de ter alguns pontos de contacto com A Célula Adormecida, não será sobre terrorismo, embora envolva de novo uma grande dimensão cultural e religiosa, além de outros elementos que são transversais ao meu trabalho, como aventura, romance, espionagem e alguma ação.
Estou numa fase importante do livro, mas algo embrionária, ainda, razão pela qual não sei quando será publicado. Prefiro levar o meu tempo e regressar quando me sentir preparado, quando tiver a certeza de que este é o meu melhor livro até ao momento.


J. M. H. - Nuno, muito obrigada por esta entrevista.

N. N. - Eu é agradeço a oportunidade e convido todos os leitores a continuarem a passear pelas mil histórias do seu jardim.

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O Espião Português, por Isaura Pereira.

Opinião a O Espião Português, por Isaura Pereira, autora do blogue Jardim de Mil Histórias.

«Uma das muitas coisas boas que esta comunidade me trouxe foi ter a oportunidade de conhecer novos autores internacionais, mas também nacionais. Fico muito feliz por saber que a literatura portuguesa está no bom caminho e recomenda-se.

O Nuno é um bom exemplo disso. Depois de ter lido
A Célula Adormecida fiquei cheia de curiosidade de ler esta trilogia. E o Nuno teve a gentileza de me enviar exemplares para poder conhecer esta história e dar opinião no blogue.

Li-o de uma forma quase compulsiva. Este é o tipo de história e de escrita que gosto. Uma leitura agradável, com ritmo e, sobretudo, muito bem escrita. Nota-se o cuidado do autor na forma como dá rumo à história e na construção das personagens. 

Um livro que nos permite viajar por alguns locais da Europa que eu tanto gosto. Uma leitura perfeita para dias mais agitados e para o verão. Escusado será dizer que estou ansiosa para voltar a esta história com o próximo volume
A Espia do Oriente

Recomendo a todos. Não só aos que gostam de bons thrillers

Isaura Pereira
jardimdemilhistorias.blogspot.pt

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A Hora Solene, por Tita Rodrigues.

Opinião a A Hora Solene, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

Desde que tinha terminado o segundo volume - A Espia do Oriente - que estava muito curiosa para saber como o Nuno Nepomuceno iria concluir a história de André. Por outro lado, tinha alguma pena de me despedir de André, Anna e até do Kimi, daí ter esperado um pouquinho para o ler. Mas, lá está, a curiosidade era muita, pois o final de A Espia do Oriente deixa-nos muito, mas muito ansiosos.

Mais uma vez, nota-se uma evolução na escrita do Nuno, muito cuidada e acessível, e um bom ritmo, quer de ação mas principalmente de suspense. O Nuno conseguiu criar uma história bem equilibrada, com mistério, suspense, ação, mas também com um toque de romance. Outro ponto forte é a descrição dos locais e dos acontecimentos, tão vívidas, mas sem serem maçudas, e que tornam toda a leitura muito visual.

Gostei muito do modo como o Nuno nos deixa na expectativa, durante um ou dois capítulos, com acontecimentos marcantes, como acontece logo no início do livro, onde ficamos logo muito ansiosos.

Em termos de personagens, e apesar de simpatizar muito com o André, a minha preferida é Anna, e devo dizer que senti um pouco falta do protagonismo que encontrei em
A Espia do Oriente. Sim, a ação vai "saltitando" entre André, Anna e até Elena, mas achei Anna algo mais "apagada" (mas lá está, talvez seja impressão minha, por ser precisamente a minha personagem preferida). Uma outra personagem que gosto e que gostaria de ter tido mais protagonismo, é Anssi, pois acredito que tenha muitos conflitos interiores.

Uma excelente trilogia de espionagem, muito bem escrita e, ainda por cima, de um autor português. Um autor que é um querido e simpatiquíssimo para todos os seus leitores, com um carinho muito especial pelos
bloggers.

Por isso, se ainda não leram a Trilogia
Freelancer do Nuno Nepomuceno, do que é que vocês estão à espera? Leiam pois acredito que não se irão arrepender, pois foram três livros que me proporcionaram horas de leituras muito prazerosas, com personagens que me irão acompanhar.


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

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Socorro, sou dono de um labrador!

Escrevo esta entrada com o queixo dorido e o nariz ferido. Tirei alguns dias para descansar e fui à praia numa destas tardes. Quando cheguei a casa, o meu labrador de dez meses resolveu saudar-me de uma forma bastante peculiar. Encontrava-se à minha espera, ordeiramente sentado à porta de sacada da sala, muito compenetrado, a ver quando é que eu tinha a ousadia de me aproximar. E assim foi. Abri a janela e baixei-me para lhe fazer uma festa. Não sei porque é que todos nós temos esta tendência, a de lhes afagar a cabeça e brincar com as orelhas, mas julgo cada vez mais que se trata de uma arma escondida que os cães reservam para momentos especiais, como o que descrevo a seguir, em que resolvem demonstrar toda a felicidade que sentem ao ver-nos chegar a casa depois de algumas horas de ausência. Baixei-me, de mão esticada repleta de ternura em direção ao canídeo, e fui cumprimentado por uma valente cabeçada no queixo. Ainda estava a recuperar do golpe e eis que ele me atingiu com um poderoso gancho de esquerda, dando-me uma pantufada no focinho.

Tem sido árdua, a tarefa de educar este jovem labrador. Logo eu, que gosto tanto tanto de ordem e sossego. Vivo numa vivenda fora da cidade com um pequeno jardim, que resolvi partilhar com o senhor cachorro. Acordo de manhã e deparo-me com a rega gota a gota desfeita em fanicos. É o meu novo
hobby, pacientemente voltar a ligar os tubos todos os dias. Não é que eu me queixe. Ele até se senta, dá a pata, rebola, mas, sobretudo, pula. Salta e pula como se tivesse molas nos pés, correndo atrás de mim, agarrando-se às minhas pernas, só para eu ficar a brincar mais um pouco com ele. Meu Deus, alguém dê um xanax ao cão, que ele faz aquilo que quer de mim.

Um destes dias, levei-o a passear à rua, coisa a que tenho procurado habituá-lo. Disseram-me que é saudável, tanto para ele, como para mim. Logo eu, que ultimamente, o único desporto que tenho disponibilidade para praticar é o do levantamento do garfo. Mas pronto, lá fui eu, de trela na mão, com o senhor cachorro muito direito, a
snifar tudo o que era flor, a mijar em todos os sítios e mais alguns. A sério, será que aquela bexiga não tem fim?

Entretanto, apareceu um casal de vizinhos com o filho pequeno pela mão. «Oh, que lindo», disse a mãe. «O gajo está mesmo giro», acrescentou o pai. «Olha, Pedro, faz-lhe uma festinha.» Orgulhoso do meu rapaz, cândido, lá resolvi aceder e aproximei-me com cuidado, o cão bem preso pela trela. Não é muito boa política agredir as crianças dos vizinhos. E de facto, confirmou-se. O Kimi começou a saltar, o puto assustou-se, e eu acabei no chão, estirado sobre o alcatrão, enrolado na trela do senhor labrador, que, ainda por cima, teve o desplante de se deitar ao meu lado, enquanto abanava o rabo em frente à minha cara e punha a língua de fora. Digo-vos, não é uma coisa agradável, o bafo de um cão deste tamanho.

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A Hora Solene, por Ana Beatriz.

Opinião a A Hora Solene, por Ana Beatriz, Dream Pages.

«A trilogia
Freelancer conquistou-me inteiramente com o primeiro volume, "O Espião Português". E, depois, li o segundo livro, "A Espia do Oriente", que, apesar das já elevadas expetativas, ainda me conseguiu surpreender. Podem, portanto, imaginar a vontade que tinha de ler "A Hora Solene" e descobrir o que mais poderia o autor fazer para me deixar boquiaberta, principalmente depois do final do segundo volume, que foi totalmente... inesperado. 

Estamos em Londres, numa fria noite de tempestade, e um homem é esfaqueado e abandonado à sua sorte em plena rua. Se isto, por si só, não fosse já surpreendente, ao mesmo tempo, um homem da associação terrorista O Gótico entrega-se voluntariamente, um avião sofre um atentado e é divulgado um vídeo que promete manter o mundo em suspenso durante alguns meses. Se fosse um outro livro, de um outro autor, poderíamos pensar que estes acontecimentos nada tinham em comum... mas não com o Nuno! Todos estes estranhos episódios estão, na verdade, conectados, e o elemento central é André Marques-Smith, funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros Português e agente da Cadmo.

Mais uma vez, temos em paralelo a vida quotidiana do protagonista - o trabalho no Ministério, a convivência com os pais e com a irmã mais nova, as peripécias do seu cão - e a sua vida dupla, como agente da Cadmo, num mundo de espionagem em que nem tudo é o que parece, e em que nem sempre é simples aferir quem são os aliados e quem são os inimigos.

À semelhança dos livros anteriores, temos também capítulos que narram as linhas de ação de outras personagens, bem como toda a contextualização necessária para que não seja preciso reler segmentos dos primeiros volumes para entender o que está a acontecer. Neste livro, em particular, há ainda espaço para algumas reflexões sobre a ética, a família, o amor, a importância da vida humana e os valores implicados no campo científico. Gostei especialmente das questões éticas subjacentes ao uso da manipulação genética tendo em vista o aperfeiçoamento do ser humano.

De livro para livro, a evolução do autor é notável. Tudo nesta trilogia está tão magnificamente pensado, que é impossível não nos admirarmos com os pequenos detalhes que marcam a diferença. Como tenho vindo a referir, a escrita do Nuno é especial e agarra o leitor de tal forma que a leitura adquire um ritmo frenético, tornando-se compulsiva ao ponto de ser necessário um grande esforço para pousar o livro. Consegue transmitir as emoções das personagens para o leitor, conjugando tudo de forma tão maravilhosa que, quem lê, acaba por sentir-se realmente parte da história, de tão envolto que está neste mundo de intrigas e traições.

E o final é, mais uma vez, fantástico, embora desta vez de uma forma mais positiva (felizmente!). Nota-se a preocupação do autor em fechar todas as pontas soltas, pelo que encontramos respostas para todos os mistérios levantados ao longo dos primeiros livros.  O Nuno é o perfeito exemplo de que também temos escritores incríveis no nosso país, pelo que deveríamos apostar e dar mais apoio aos autores portugueses. Quero ainda agradecer-lhe pelas amáveis palavras endereçadas, tanto a mim como a vários outros
bloggers e youtubers, nos agradecimentos, bem como pela oportunidade de ler estes livros extraordinários.
"A Hora Solene" encerra com chave de ouro a Trilogia
Freelancer, onde dizemos adeus a um André mais forte, mais maduro e mais seguro de si. Em suma, esta é uma trilogia tão excecional que se torna difícil para mim falar sobre ela, pois sinto sempre que as palavras não chegam. Por isso, só vos peço: leiam! Tenho a certeza de que não se irão arrepender!»


Ana Beatriz
dream---pages.blogspot.pt

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A Célula Adormecida, por Vanessa Santos.

Opinião a A Célula Adormecida, por Vanessa Santos, Livros de Vidro.


«Devemos salientar o estudo do autor.
Epá Nuno, - permitam-nos a expressão - que estudo. Nota-se claramente um bom suporte, uma limpeza na matéria, um filtro, uma explicação, uma exposição sem, no entanto, ser em demasia, sem ser maçador. Devemos até dizer que nos permitiu conhecer mais sobre o assunto, afastando-nos do empolamento das redes sociais, dos media, da opinião pública, à semelhança dos anteriores livros. Mais uma vez o autor traz um trabalho bem conseguido em termos de estudo e estrutura. O que muito nos deixa felizes por ver autores portugueses com tamanha qualidade.
 
Já sabem que não falamos da história em si, não é para isso que aqui estamos. Mas apenas vos fazemos chegar a nossa perspetiva quanto ao que lemos. E, bem, para quem acha que está diante de mais um romance, de mais do mesmo, de "finais felizes", esqueçam!
 
Nuno traz a verdade dos atentados terroristas, habilmente nos transporta para o mundo muçulmano, para as suas crenças e mais uma vez temos um livro com Acão. Uma e outra vez demos por nós a pensar "não pode ser, outra vez"? Pois é, não sabem o que vos espera ao ler este livro. Não esperem bombas a rebentar por todos os lados, porque não, não se trata "só" disso, há toda uma dimensão que o autor vai buscar que torna o livro mais rico. Viajamos muito além das bombas e conspirações.
 
Em certa medida poderá ser chocante, não que descreva cenas horríveis, mas porque descreve cenas que são reais e que não podemos virar a página e pensar "só nos livros". Porque não, acontece. Incomoda, mas acontece.
 
Não se trata apenas de um livro de ficção, romance, policial, enfim, o que lhe queiram chamar. Trata-se de um "abre olhos". Um safanão que nos dá.
 
Mas, também temos de analisar a parte "restante" toda a trama, além do tema em si.
 
Pois bem, há algo que já na altura da trilogia nos fez confusão, mas não mencionámos porque podia ser mania nossa, mas desta vez temos de dizer, os nomes das personagens são muito, demasiado, pomposos. Até custa a crer que alguém os use assim constantemente. Não simpatizámos com os nomes dos personagens, os portugueses. Bastava, ao longo do texto, pelo menos para as principais, ir usando o primeiro nome, tornava tudo mais pessoal com o leitor. Fica o nosso apontamento.
 

Depois temos o personagem principal, Afonso Catalão, bem, não criámos empatia com ele. Talvez por ter uma carga negativa sobre ele, por parecer sempre cabisbaixo, sim é assim que o vemos, magro, ligeiramente curvado, com olheiras, expressão fechada. Embora ao longo da trama se perceba tudo o que o envolve pensamos que faltava ali qualquer coisa que nos fizesse ligar ao personagem. Faltou o elemento empático, mas até podia ser essa a intenção do autor.
 
Mas não pensem que isso vos faz largar o livro. Porque não. Há demasiadas coisas a acontecer que, no fim, se ligam com uma perfeição que parece impossível.»
 
 
Classificação:
 
- Escrita: 10
- História: 9,7
- Revisão do texto: 9,8
- Complexidade: 9
- Trabalho gráfico: 7
 
Total: 9,1
 
0 - Péssimo
1 a 3- Muito Mau
4 a 5- Mau
6 a 7- Satisfatório
8- Bom
9 - Muito Bom
10 - Excelente!


A Célula Adormecida
Vanessa Santos
livrosdevidro.wixsite.com

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A Espia do Oriente, por Ana Beatriz.

Opinião a A Espia do Oriente, por Ana Beatriz, Dream Pages.

Depois de um primeiro volume absolutamente fantástico, parti para este segundo livro com expectativas elevadíssimas, mas também com algum receio de estar a colocar demasiada pressão sobre esta leitura. Contudo, o autor construiu a ação de uma forma tão excecionalmente fantástica, que ainda me conseguiu surpreender!

Como o nome indica, este volume divide a atenção entre André - o nosso espião favorito e protagonista de
O Espião Português - e China Girl - uma personagem misteriosa que conhecemos ainda no primeiro volume, mas que ganha relevante destaque nesta segunda parte. Ao longo do livro, vamos desvendando a sua história, os seus motivos e motivações, as adversidades e os obstáculos que a vida lhe impingiu e que a tornaram na pessoa que é hoje.

As revelações chocantes que marcaram o final do primeiro livro tomam continuidade em
A Espia do Oriente, mas a ação é agora dividida em vários planos. Revemos o André, que está a tentar lidar com a sua nova condição, mas que não consegue perdoar os pais por lhe terem mentido durante toda a sua vida; a misteriosa China Girl, que talvez não seja bem o que parece; e depois temos os membros da Dark Star, a organização terrorista que pretende apropriar-se do projeto Lebodin - um projeto de manipulação genética criado por um cientista russo.

A evolução do autor é notória em todos os aspetos: no amadurecimento da escrita, na construção e no contexto das personagens, nas reviravoltas surpreendentes e nas revelações, feitas exatamente no momento certo e, acima de tudo, no suspense magistralmente conseguido. O livro é muito rico nas descrições físicas e psicológicas, realizadas na perfeição, que têm a capacidade de envolver o leitor no clima vivido pelas diversas personagens. Os diferentes planos de ação cruzam-se e interligam-se complexamente, criando uma ação interessante e viciante, e levando o leitor a temer constantemente pela vida das personagens. Além disso, o Nuno consegue transmitir realmente os sentimentos e as emoções experienciadas pelas diversas personagens, o que acaba por ser bastante engraçado, pois, por diversas vezes, dei por mim realmente revoltada com algumas situações, como se estas tivessem acontecido comigo.

Enquanto que o primeiro livro tinha um caráter mais policial, este segundo assemelha-se já a um thriller, o que pode tornar a ação um pouco mais lenta, mas, em contrapartida, consegue mexer mais com a cabeça do leitor. E isso acontece, de facto, à medida que vamos mergulhando nas maravilhosamente entrelaçadas teias de acontecimentos que compõem esta trilogia e vamos descobrindo o passado ao acompanharmos o presente das personagens.

 E, quando pensamos que não é possível voltarmos a ser apanhados de surpresa - depois de tantas coisas fantásticas terem acontecido, é normal pensarmos isso -, eis que nos é provado exatamente o contrário! A verdade é que nem tenho palavras para descrever o final! É um desfecho tão inesperado, arriscado e surpreendente, que deixa o leitor completamente em suspenso, num misto de ânsia, pânico e excitação, temendo pelo que mais poderá acontecer.

A Espia do Oriente continua uma trilogia simplesmente maravilhosa e cativante, com personagens muito reais e complexas, e com uma história que agarra completamente desde o primeiro capítulo. Com ingredientes de um bom thriller - muito perigo, mistério e ação -, aliados à narrativa da vida familiar e das relações interpessoais, esta é uma história com grande consistência que, se não bastasse prender-nos completamente e mexer connosco a um nível bastante profundo, ainda nos leva a visitar interessantes monumentos e sítios emblemáticos de vários países. A única coisa que posso dizer é que, realmente, adorei e recomendo a toda a gente!


A Espia do Oriente
Ana Beatriz
dream---pages.blogspot.pt

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Palestra adiada.

É com alguma deceção que escrevo esta entrada. Recebi hoje, terça-feira, dia 16 de maio, informação por parte da Universidade Lusófona que a minha palestra agendada para a próxima quinta-feira, dia 18, teria de ser adiada. A decisão não foi minha, tal como acabei de explicar, pois tinha tudo a postos para me apresentar, mas sim devido ao calendário da faculdade, que organizará um congresso internacional na próxima semana, seguindo-se as jornadas do cristianismo no início de junho.

A Universidade Lusófona comprometeu-se a reagendar a minha palestra para o próximo ano letivo, em data a anunciar depois do verão. Peço desculpa a quem já tinha feito planos para comparecer, mas, tal como escrevi no primeiro parágrafo, não sou responsável pelo adiamento. Terá de ficar para outra oportunidade.

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O senhor orador.

Já antes aqui tinha escrito sobre ela, mas agora, que se avizinha, está na altura de relembrar que irei dar uma palestra na Universidade Lusófona no próximo dia 18 de maio, às 18h30m.

O tema será a tolerância e convivência inter-religiosas, com algum espaço para discutirmos
A Célula Adormecida no fim. Estive em algumas escolas durante o ano de 2016, onde apresentei a trilogia Freelancer aos alunos, mas desta vez o conceito será algo diferente. Irei abordar o tema durante cerca de 20 a 30 minutos, seguindo-se dois vídeos: um excerto de uma entrevista concedida pelo Sheikh Munir à RTP e a que eu dei à Sic Notícias. Os momentos finais serão para uma sessão de perguntas e respostas. Como o Islão ocupará parte de palestra, espero que me coloquem bastantes questões.

Portanto, quem desejar comparecer, será, obviamente, bem-vindo. Termino a entrada com o cartaz produzido pelo Instituto de Cristianismo Contemporâneo da Universidade Lusófona e uma fotografia da apresentação que levarei à palestra. Desejem-me (boa) sorte. Happy

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A Espia do Oriente, por Tita Rodrigues.

Opinião a A Espia do Oriente, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

Este é o segundo livro da trilogia Freelancer, mas que pode ser lido de forma independente, pois, sempre que é necessário, o Nuno faz vários enquadramentos/resumos dos acontecimentos de O Espião Português. De qualquer modo, e como leitora, recomendo que leiam os livros por ordem e assim vivam mais intensamente a vida de André Marques-Smith, funcionário do MNE e espião ao serviço da Cadmo.

E ao contrário do primeiro livro, mais centrado na vida de André, em
A Espia do Oriente vamos conhecendo melhor a vida e passado de China Girl, a misteriosa espia da Dark Star, mas também Monique.

Se já tinha gostado bastante do primeiro livro, este segundo deixou-me completamente colada. Temos várias histórias no enredo que captam a nossa atenção, tornando-o ainda mais rico, sempre com uma boa dose de perigo e ritmo e sempre com aquela sensação de "em quem confiar?".

As personagens são outra mais-valia do livro. O Nuno torna-as tão humanas e reais, com os seus medos, inseguranças, sentimentos. Se já tinha gostado do André, posso-vos dizer que China Girl não lhe fica mesmo nada atrás, mas prefiro que sejam vocês a descobrir mais sobre esta mulher.

Nota-se também uma clara evolução do Nuno enquanto escritor. Não só pelo enredo mais denso e com mais pontos de interesse, mas também pela própria escrita, que está ainda melhor, com parágrafos mais longos e descrições mais envolventes e ricas. Digo-vos, o Nuno escreve mesmo muito bem!

E não pensem que neste livro só temos ação e mais ação; cenas com ritmo alucinante. Temos também algumas mais leves e pautadas com uma boa dose de humor, nomeadamente com uma personagem algo peculiar, a Diva Winking

E o final? Absolutamente fabuloso e que nos deixa completamente ansiosos por pegar no último volume. E acreditem, não vai demorar muito tempo a pegar n'
A Hora Solene, pois estou muito mas muito curiosa para conhecer o desfecho desta magnifica história.

Tal como os outros dois livros que li do Nuno (
A Célula Adormecida e O Espião Português), este foi mais uma leitura compulsiva, que me deixou sempre agarrada ao livro e sempre que terminava um capítulo pensava "só mais um".


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

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A Célula Adormecida, por Isaura Pereira.

Opinião à Célula Adormecida por Isaura Pereira, autora do blogue Jardim de Mil Histórias.

«Quem me conhece sabe que gosto de thrillers, mas não de qualquer um. Sou um público difícil nesse género. Gosto de histórias bem escritas, credíveis e, sobretudo, bem fundamentadas. Tudo isto encontrei no livro A Célula Adormecida. Uma escrita impecável, um enredo interessante e personagens que nos envolvem. 


Quando leio, gosto de sonhar, mas também gosto de aprender. De sentir que o autor não só se preocupou com a ficção, mas com os factos reais da história. Toda a investigação e fundamentação que a história apresenta é notável. 


Um livro que fala da sociedade fragilizada em que vivemos, em que os valores da vida humana estão a morrer. Uma história de ficção, mas um retrato tão real que arrepia. Uma escrita elegante e real.


Foi uma leitura compulsiva, que naturalmente recomendo.»



Isaura Pereira
jardimdemilhistorias.blogspot.pt

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O Espião Português, por Tita Rodrigues.

Opinião ao O Espião Português, por Tita Rodrigues, O Prazer das Coisas.

«Como opinar sobre O Espião Português sem revelar demasiado? Tarefa difícil, mas vou tentar...

O nosso protagonista é André Marques-Smith, que é o jovem diretor do Gabinete de Informação e Imprensa do Ministério dos Negócios Estrangeiros português e também um espião da Cadmo, uma agência de espionagem semigovernamental.

Agradou-me imenso esta vida dupla de André. Por um lado, temos o dia-a-dia normal de um funcionário do MNE, com a sua família, os seus dilemas e inseguranças. Por outro, temos as missões ao serviço da Cadmo, sempre perigosas e com cenas capazes de nos deixar "o coração nas mãos".

Outro aspeto que me agradou foi, ao longo do livro, ter várias referências literárias, musicais e até de programas de TV. Estes detalhes fazem-me sentir que as personagens e as suas vidas são reais.

Além de uma história cheia de ação, temos também vários mistérios e surpresas, quer ligados às missões, como também diretamente relacionados com André, mas que não vou desvendar para não vos estragar a leitura.

Quanto a personagens, e apesar de André ser a principal, houve uma muito especial que me cativou logo no primeiro momento. O Kimi! Impossível ficar indiferente, é tão fofo!

O livro, e apesar de ser o primeiro do autor, tem uma escrita fluída, com uma história com bastante ritmo, que nos faz querer virar página atrás de página. E como primeiro volume de uma trilogia, deixa-nos várias questões no ar, deixando-nos em pulgas pela continuação.

O Espião Português é um bom livro de espionagem, de um jovem autor português, com um bom ritmo de ação e uma boa dose de mistério que, estou certa, vos irá proporcionar uma leitura muito prazerosa.»


Tita Rodrigues
o-prazer-das-coisas.blogspot.pt

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O antissocial.


Por motivos que prefiro manter privados, coloquei a forma como faço a gestão das minhas redes sociais e o conteúdo/
design do meu site oficial sob o escrutínio de profissionais da área. Os resultados não poderiam ser mais desanimadores, uma vez que, de acordo com essas pessoas, estou a fazer (quase) tudo mal. O site não gera tráfego além daquele que vai diretamente à minha procura e as entradas que faço no Facebook, Instagram e afins aparentam não ter uma estratégia por trás.

Estas observações não deixam de ter a sua pertinência. Sou um escritor, não uma estrela
pop. Portanto, não se pode esperar uma grande legião de seguidores (a menos que compre pacotes de likes, coisa que prefiro não fazer) e, como eu referi na reunião, eu posso não ter muitas pessoas comigo, mas as que tenho são fiéis, compram os livros e interagem. Por outro lado, quando me comparo com outros colegas que, ao que me parece, têm resultados inferiores aos meus nas livrarias, mas são efetivamente mais populares nas redes sociais, não deixo de admitir que a conclusão foi bem tirada. Eu ando mesmo a fazer algo de errado.

Já antes aqui escrevi sobre isto, acerca do muito que posso ter para dizer/ partilhar e que, todavia, escolho não tornar público. Tenho uma opinião sobre o que se passa à minha volta. A minha vida é uma complicação tão grande, que dava uma novela em pequenos capítulos no Twitter. E almoço, vou à praia, entre outras muitas coisas que poderia mostrar. Mas será que é mesmo isto que as pessoas querem? Há uma necessidade de ver assim tanto de mim?

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A Célula Adormecida, por Cláudia Pacheco.

Opinião por Cláudia Pacheco, Encruzilhadas Literárias, à Célula Adormecida.

«"A Célula Adormecida" não deixa de ser um livro atual, nem pode deixar de o ser, atendendo ao mundo em que vivemos hoje. Arrisco-me a dizer sem medo que este terá sido também um fator de peso para todos os que adquiriram o livro nestes últimos meses. Ninguém quer imaginar o que seria ver/acontecer tragédias que já se perpetuam em outros destinos europeus neste nosso canto ao mar plantado. Mas ainda assim, o fator risco e a possibilidade que infelizmente nunca poderemos descartar, leva a que um quase voyeurismo que nos imerge nesta necessidade de pensar nos "e se?" e "como faríamos no caso de?".

Considero também uma leitura necessária, cada vez mais, numa lógica de desmistificação de conceitos, preconceitos e estereótipos, para o bem de todos os que pretendem viver numa sociedade mais sã e sadia, de pensamento e de vivências. Não é de todo um livro pregador, mas a clarificação de acontecimentos, momentos, práticas religiosas, incursões culturais e muito mais, são tentativas claras de separação do trigo do joio e de elevação moral com a qual concordo e defendo, ainda que por vezes se caia na falácia de abordar uma situação complexa como exemplificativa em dois extremos ideológicos, esquecendo-se do espetro multifacetado e diversificado existente entre ambos. Ainda assim, julgo que foi uma abordagem propositada, especialmente numa época em que todas estas questões são sensíveis e essa exigência de separação de conceitos e procedimentos muitas vezes tão confundidos pela opinião pública era preponderante e necessária para abordagens que vão para além da leitura e que contribuem para questões de cidadania.

Dito isto, vamos voltar-nos para o enredo. Quando li a sinopse, imediatamente veio-me à mente um filme que tinha visto há largos anos, chamado precisamente "A Célula", com o Denzel Washington e a Annette Bening. Cedo me apercebi que tinha de limpar a mente e esquecer-me do enredo associado ao filme em causa para desfrutar da trama.

O autor já nos habituou ao seu estilo de narrativa: descritivo, indutor, com muita ação e capacidade de criar reviravoltas que surpreendem o leitor mais desatento. Estão também feitas para não serem desvendadas, ainda que um olhar mais acutilante chegue lá com alguma precisão. Mesmo sem um volte face constante, a narrativa prende, atendendo à rapidez dos acontecimentos e também à sua colocação espácio-temporal restrita e bem definida.

Gostei da adrenalina que proporcionou, sendo uma leitura rápida, fácil e bem conseguida, que mistura as doses certas de ação e secretismo, momentos-chave que criam elementos de andamento acelerado na história e uma série de tramas paralelas que contribuem para o enredo original (e que por vezes se interpelam, de forma a que quando algo novo ocorre em alguma delas, existe sempre um elemento de superação).

Quanto à trama principal (ou aquela que vou tomar como principal), gostei da personagem de Afonso Catalão e das suas várias dimensões, embora tenha ficado desiludida com o grande segredo que socorre este homem, uma vez que contava com algo mais original e diferenciado dos romances anteriores do autor.
 
As caracterizações desta célula adormecida foram bem fundamentadas, plausíveis e capazes de gerar discussão, que é essencialmente o que a narrativa pede. Não me senti muito confortável com os mecanismos de ignição das suas demonstrações públicas, porque na sua maioria foram todas rápidas, simplificadas e bastante semelhantes, e dado todo o tratamento cuidado ao longo do livro assim como a natureza sensível da narrativa, pareceu-me uma resposta demasiado fácil para os acontecimentos. Especialmente quando a fórmula de cativação se supõe a mesma para todos os membros, gerando algumas situações menos bem conseguidas no meu entender.

Senti também que por vezes surgiram alguns elementos que não me eram muito lógicos e que perfaziam o número somente para dar o salto estratégico para o avanço da narrativa, mas foram situações tão pontuais e menores que nunca estragaram a experiência de leitura. 

Olhando para trás agora após tantos meses, suponho que um dos fatores que mais me entusiasmou e manteve agarrada à narrativa é a fórmula que o autor utiliza, e que por vezes me faz lembrar o Dan Brown (não porque sejam iguais, mas porque julgo que os seus fãs se sentiriam bastante confortáveis em ler os livros do Nuno Nepomuceno quando em busca de algo do mesmo género): um
thriller onde há vários planos de ação, todos desvendados por camadas e perante a superação de obstáculo a obstáculo, com inimigos ocultos, romances algo inesperados que surgem por força de situações extremas onde só a confiança e a cumplicidade poderão salvar as personagens em perigo, uma eminência na temática principal que interliga de uma forma ou de outra todos os intervenientes da narrativa e uma série de informação didática, importante, com capacidade de ensinar sem ser cansativa e aparecendo com esmero quase como se não fosse sua intenção estar presente, mas que não nos abandona a mente durante toda a narrativa.»


Cláudia Pacheco
Encruzilhadas Literárias

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A Célula Adormecida. Por Cristina Rodrigues.

Opinião por Cristina Rodrigues, Sinfonia dos Livros, à Célula Adormecida.

«Mesmo antes do lançamento de “A Célula Adormecida” que já tinha ouvido falar bastante do Nuno e da sua trilogia “Freelancer”. Muito boas críticas que me ficaram em mente e com uma certa curiosidade em ler um dos trabalhos do Nuno. “A Célula Adormecida” foi uma leitura, no mínimo, brilhante e que fez jus a todas as críticas que tive a oportunidade de ler!

“A Célula Adormecida” inicia-se com dois acontecimentos marcantes que iriam toldar o futuro do nosso país: o recém-eleito primeiro ministro acaba de se suicidar e um bombista suicida acaba de detonar uma bomba num autocarro em plena capital. Rapidamente se alastram a opiniões de que o autoproclamado Estado Islâmico está por detrás do ataque suicida que vitimou algumas pessoas que se encontravam por lá perto. Contudo, fica uma questão no ar: estará o suicídio do recém-eleito primeiro ministro de alguma forma ligado ao ataque bombista ou terá sido apenas uma mera coincidência?

Afonso Catalão é atualmente professor universitário e especialista em Ciência Política e Estudos Orientais e, por isso, a melhor pessoa aos olhos de muita outras que poderá dar algumas respostas a todas as questões que se levantaram após aqueles dois acontecimentos. Devido ao seu tão caprichado currículo, Afonso Catalão colocado na ribalta, dá uma entrevista, expondo o seu ponto de vista para tentar explicar o que esteve na origem de tais horríveis acontecimentos. Mas Afonso terá um papel bem mais importante em toda a história do que se poderá pensar, pois, também ele tem segredos e um passado em que esteve bastante ligado à cultura islâmica. Mesmo vivendo em Portugal, Afonso frequenta a mesquita, é um grande amigo do imã e de uma família de refugiados que veio para Portugal com o intuito de fugir à guerra que fustiga diariamente o seu país.

Desde os primeiros capítulos que as entidades competentes e encarregues do caso do bombista suicida alertam para a possibilidade de estar em Portugal uma célula terrorista que poderá estar por detrás daquele acontecimento horrível. E, mais uma vez, Afonso Catalão é solicitado para ajudar nas investigações!
Desde muito cedo que o Nuno foi capaz de criar uma ligação fortíssima entre cada uma das personagens e o leitor! Apesar das muitas diferenças que possam existir e que tornam cada uma das personagens únicas, fui incapaz de não me ligar a cada uma delas de uma forma única!

Afonso é um homem que vive diariamente atormentado pelo seu passado, mas isso nunca o impediu de lutar por aquilo que acredita ser o mais correto. Diana Santos Silva, uma outra personagem muito importante para todo o desenrolar da história, é uma mulher cheia de vida e garra! Apesar da personalidade forte que transmite, Diana também vive com os seus demónios que apenas conhecemos lá mais para o meio da história! No entanto, mesmo com todos os obstáculos que Diana tem de ultrapassa, o seu trabalho é exemplar!

Por outro lado, ainda há a Sarita, filha da família refugiada amiga de Afonso Catalão. Sarita é uma jovem menina cheia de vida! Apesar das dificuldades que enfrenta na escola devido à sua religião, Sarita nunca desistiu de viver e nunca deixou que isso lhe tirasse o sorriso. Foi por isso que Sarita me marcou tanto! Apesar do final triste de Sarita, senti que ela deixou uma mensagem bem clara e que marca realmente o leitor!

A narrativa de “A Célula Adormecida” pode ser extensa, mas todos os acontecimentos que se passaram são importantes, cada um à sua maneira! E neste aspeto acho que o Nuno fez um excelente trabalho! A forma como todos os acontecimentos se interligaram e se complementaram foi muito bem pensada e trabalhada! É percetível que o Nuno fez um trabalho brilhante no que diz respeito à pesquisa mais direcionada para o autoproclamado Estado Islâmico e sobre a cultura islâmica! E todo esse trabalho resultou numa obra exímia!

O culminar de toda a obra foi brilhante! Apesar de suspeitar de que fossem acontecer certas coisas, nunca me passou pela mente que outras fossem, de facto, acontecer também! E é isso que este livro tem de magnífico! O Nuno soube exatamente a forma e o momento certos para que algumas coisas acontecessem! Este é, sem dúvida alguma, um livro que recomendaria a qualquer pessoa! Uma narrativa excelente, com personagens cativantes e acontecimentos marcantes! Uma leitura fantástica!»


Cristina Rodrigues
sinfoniadoslivros.blogspot.pt

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Autorização de saída!

Estive recentemente em Israel, nomeadamente em Jerusalém, onde passei alguns dias de férias. Quem me segue nas redes sociais viu algumas das fotografias que partilhei. Para os restantes, deixo aqui uma pequena reportagem sobre a Terra Santa. Recomendo vivamente.

No 1º dia fiz uma pequena passagem pelo Cardo, o mercado romano, antes de ir ver o Muro Ocidental e o Monte do Templo.

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Não há local mais sagrado para um judeu do que o Muro Ocidental. Exatamente por cima, encontra-se a Esplanada das Mesquitas e a Cúpula do Rochedo. Jerusalém é a 3ª cidade mais importante no Islão, logo depois de Meca e Medina.

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Foi também em Jerusalém que Jesus foi crucificado e percorreu a Via Sacra até ao local da crucificação.

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No 2º dia foi altura de visitar os mercados da cidade. Com 3 bairros, o judeu, o muçulmano e o cristão-arménio, as oportunidades para o negócio são mais do que muitas. O Portão de Jaffa dá acesso a um dos mais movimentados.

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A cidadela, também conhecida por Torre de David, é um museu a céu aberto. A Torre de Faisal proporciona vistas deslumbrantes sobre a cidade e à noite há até um espetáculo multimédia sobre a história do país.

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O 3º dia foi dedicado à Igreja do Santo Sepulcro, o local onde Jesus foi crucificado e sepultado. De tarde, seguiu-se o Monte das Oliveiras. Daniel Silva diz que me cruzei com Gabriel Allon a caminho do hospício onde Leah está internada. Winking

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Houve ainda tempo para mais uma visita ao Muro Ocidental e conhecer o Museu de Israel.

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E chegou o dia das despedidas. O adeus foi dado em Telavive, com um pequeno passeio na marginal.

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Termino com uma pequena recordação que trouxe dentro do passaporte. As autorizações de entrada e saída de Israel. Happy

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A Célula Adormecida, por Cristina Gaspar.

Opinião retirada do canal no YouTube sobre livros e cerveja artesanal:



Cristina Gaspar
Books and Beers

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A Célula Adormecida, por Maggie Reis.

Opinião retirada do blogue Maggie Books, por Maggie Reis.

«Se me disserem que nunca ouviram falar deste livro, ficarei muito espantada. Está nos destaques das livrarias por todo o país, toda a gente fala dele, imensos blogues já publicaram as suas opiniões... é mesmo uma loucura! E há uma explicação lógica para tudo isso. Este livro é... espetacular! 

Já tinha curiosidade em ler um livro sobre o
Daesh há imenso tempo, tenho pegado em alguns livros sobre o assunto e finalmente tive a oportunidade de ler um. 
Infelizmente gostava que fossem discutidos mais factos históricos sobre a Síria e o tormento que o seu povo tem vivido. No entanto, tenho noção de que para tal o livro teria de ser muito maior do que já é. Sendo uma obra de ficção não posso desejar que contenha demasiados detalhes históricos. 

Esta é uma excelente obra de ficção e vou recomendá-la a todos os meus amigos e família.  Adorei cada página e gostava de ter tempo para o voltar a ler no futuro. 

As personagens são maravilhosas ao ponto de sentir uma empatia quase que palpável por algumas delas. Fantástico! Vou recordar a Sarita e o Professor Afonso Catalão para sempre. O enredo está muito bem construído e adorei ver como todas as coisas se iam interligando. A forma como as personagens interagiam umas com as outras... é muito cativante de ler. Principalmente as conversas entre Afonso e Diana.  

Normalmente não me impressiono com facilidade, mas tenho de admitir que fiquei realmente surpreendida com o desfecho da história



Maggie Reis
Maggie Books

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De férias.

Mais de 4 meses passados sobre a publicação da Célula Adormecida, julgo ser apropriado fazer aqui um pequeno balanço sobre o percurso do livro e o impacto que tem tido na minha carreira. Tentarei não me alongar, mas irei também dar conta do que está, para já, previsto para os meses que ainda estão por vir.

O sentimento é extremamente positivo. A noção que tive é que
A Célula Adormecida constituiu, para mim, o livro certo na altura adequada. O esforço foi grande. Eu terminei A Hora Solene no fim de Agosto e sentia-me particularmente saturado de tudo por volta do Natal de 2015. Ter regressado apenas 11 meses depois da conclusão da trilogia Freelancer foi não só uma prova que dei a mim mesmo sobre a minha capacidade de trabalho, como se revelou estrategicamente certo. As livrarias acolheram o livro de forma excecional, fazendo-me acreditar que ainda há esperança, de que o esforço que comecei a fazer há mais de 15 anos, quando elaborei o primeiro esboço daquilo que se viria a transformar no Espião Português, não está a ser em vão. Muito ou pouco, tem existido crescimento. Por exemplo, A Célula Adormecida conseguiu aquilo que nenhum dos volumes da trilogia havia atingido — ser n.º 1 dentro do seu próprio género na Wook e Fnac. Recordo que eu já tinha liderado estas contagens antes, mas apenas com edições eletrónicas. Tê-lo alcançado em papel foi inédito para mim e particularmente saboroso. Sobretudo, porque foi um passo em frente. E é nesse sentido que desejo continuar a caminhar.

Outro aspeto positivo é que, de uma certa forma, os meus livros andam a puxar uns pelos outros. Por exemplo,
O Espião Português está em subida na Wook, onde se posicionou à entrada do top 20, apenas 4 lugares abaixo da Célula Adormecida, que entretanto tem caído um pouco. O mesmo não está a acontecer na Bertrand. É o atual vice-líder dos thrillers desta cadeia livreira, atrás do eterno A Rapariga no Comboio. É possível que quem esteja a ler esta entrada o desconheça, mas a verdade é que hoje em dia, tendo em conta as especificidades do mercado, calcula-se que o período de vida de um livro em Portugal (exceção feita aos grandes best-sellers) ronde as 8 semanas. A partir daí, é velho.

Estes são apenas factos, coisas que pertencem ao passado. O futuro vem aí e será necessariamente mais pausado do que os (turbulentos) últimos tempos. Dei por mim a conversar há poucos dias com uma pessoa e a dizer que «este ano ainda agora começou e eu já estou farto dele». Não costumo entrar em pormenores sobre a minha vida pessoal, mas o azar tem andado a bater à porta, isso é irrefutável. Uma semana inteira com 39º de febre e um acidente com o carro são insignificantes no meio de tudo o de mau que já aconteceu.

Por isso, o ritmo irá ser mais brando nos próximos tempos. As entradas aqui passarão a ser menos regulares, embora vá tentar escrever pelo menos 2 ou 3 por mês até ao fim da primavera. E dentro de uma semana irei mesmo tirar uns dias de férias. Espera-me uma viagem de mais de 6 horas com uma escala a meio (para ser mais barato), mas como irei colocar uma ou outra fotografia
online, escondo para já o destino, prometendo revelá-lo na altura.

Termino com essa promessa e com algo que me deixou bastante orgulhoso quando recebi o convite e que, de uma certa forma, também ilustra a tal progressão mencionada no início desta entrada. Aqui deixo o cartaz da Universidade Lusófona. Sim, sou mesmo eu o orador no dia 18 de Maio. Happy


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O que eu tenho andado a ler.

Os seguintes textos não são opiniões/ críticas aos livros apresentados. Com esta entrada desejo apenas dar a conhecer um pouco daquilo que leio e fazer algumas sugestões de leitura a quem estiver interessado.

Gosto bastante de ler e tento fazê-lo de forma regular. Infelizmente, o tempo tem andado algo curto. Duas carreiras, ambas igualmente exigentes, se bem que de forma bastante diferente, não é fácil de lidar e os últimos tempos têm sido particularmente difíceis no que à conjugação das duas diz respeito. Ainda assim, aqui fica o que li desde o verão do ano passado até fevereiro de 2017.


O Espião Inglês, Daniel Silva, Harper Collins

Este é mais um dos já vários volumes da série protagonizada por Gabriel Allon, o espião israelita ao serviço da Mossad com uma predileção especial pelo restauro de arte. Quem já leu estes livros sabe perfeitamente que são algo estereotipados, com uma construção narrativa que muda pouco ou nada, o que não impede que sejam bastante bons dentro do seu género.
O Espião Inglês não é exceção, antes pelo contrário. Destaco a transição Belfast — Lisboa — Londres, onde Daniel Silva se excedeu e nos oferece do melhor que já fez.


O Que Ela Deixou, T. R. Richmond, Editorial Presença

Essencialmente, trata-se de um thriller psicológico dos tempos modernos, mais adaptado à realidade inglesa e norte-americana, do que à portuguesa. Começa com o homicídio da protagonista, Alice Salmon, seguindo-se a reconstrução da sua vida desde a infância em casa dos pais até ao acontecimento que conduziu à sua morte, já na idade adulta, através de uma compilação de tudo o que um professor consegue encontrar sobre ela (excertos do diário, cartas, sms, tweets, etc&hellipWinking. Talvez a primeira parte do livro seja algo parada, mas depois ganha mais ritmo e torna-se num livro interessante e de agradável leitura.


O Quinto Evangelho, Ian Caldwell, Editorial Presença

E se existir um quinto evangelho, além dos quatro já conhecidos (S. Marcos, S. Lucas, S. Mateus e S. João)? É esta descoberta que move a intriga principal do livro, cuja ação decorre integralmente na cidade do Vaticano. O livro vai mais além dos contornos habituais do género e revela-se uma obra muito interessante sobre religião, sobretudo, pela caracterização que faz da relação entre ortodoxos e católicos. A relação entre o pai e filho também foi muito bem trabalhada pelo autor.


O Último Cabalista de Lisboa, Richard Zimler, Porto Editora

Romance histórico passado na altura da perseguição aos judeus que ocorreu em Portugal e Espanha no fim do século XV e, como tal, uma excelente reconstrução da Lisboa da época. O livro começa com a morte do tio do protagonista e demonstra que é possível construir um romance com contornos policiais, sem ainda assim perder o rigor e exatidão que se exigem a uma obra com esta ambição.


O Discípulo, Hjorth & Rosenfeldt, Suma de Letras

2º volume da série Sebastian Bergman, o
profiler que colabora ocasionalmente com o equivalente sueco à Polícia Judiciária portuguesa. O protagonista não é uma personagem simpática, o que, no caso do 1º volume me tinha dificultado algo a leitura. Contudo, a dupla de autores responsável pela série fez algo muito inteligente — utilizou essa característica para criar algum humor, dotando Sebastian de uma empatia que até este livro não lhe conhecia. Edward Hinde, o vilão do livro, é uma personagem fascinante, bem trabalhada, que carrega o enredo, quase nos fazendo desejar que seja bem-sucedido. Ah, e não sei se fui eu que interpretei mal, mas para quando um romance entre a Vanja e o Billy?


pilhadelivros





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A Célula Adormecida, por Odete Silva.

Opinião retirada do blogue Destante, por Odete Silva.

«Gostei imenso da trilogia Freelancer e foi uma agradável surpresa quando vi nas redes sociais que o Nuno, no segredo dos deuses, ia publicar um novo livro. Aliás, já estava pronto a sair nas livrarias com o título A Célula Adormecida.

A capa está fantástica e a sinopse agradou-me de imediato, pois como já disse muitas vezes, tenho interesse e imensa curiosidade em conhecer outras culturas. E aqui está um livro que me elucidou um pouco sobre os costumes de um povo do qual sei pouco.

Todos nós sabemos que é o fanatismo, o extremismo aquilo que estraga as religiões e mancha a reputação e faz denegrir a imagem de um povo e das suas crenças ao matarem em nome do seu Deus. Tal como diz o ditado, «paga o justo pelo pecador».

Neste livro, somos brindados com um enredo espetacular e com um tema que não poderia ser mais atual. Já li alguns livros sobre a cultura muçulmana para tentar entender as suas ideologias, crenças e forma como vivem. E o Nuno conseguiu neste livro trazer alguns ensinamentos e factos que desconhecia, fazendo-o de uma forma objetiva, mas com sensibilidade.

Nota-se nitidamente desde o início até ao fim do livro que o autor fez uma pesquisa apurada não só sobre a religião muçulmana, mas sobre política, terrorismo e factos históricos. Isso está patente quer nos detalhes, quer nas personagens, porque a narrativa mistura ficção com realidade, tudo muito bem interligado. Chega a ser assustador, pois sabemos que acontece na realidade.

O enredo é arrebatador desde a primeira página. Tanto a morte do novo primeiro-ministro português, o que acontece a uma jornalista que se vê em verdadeiros apuros em Istambul, na Turquia, como o atentado num autocarro no centro de Lisboa reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico, todos estes acontecimentos são narrados num período de tempo muito específico, ou seja, durante os 30 dias do Ramadão. Já pensei tantas vezes que não estamos livres de um atentado no nosso país. Espero que nunca aconteça.

Quanto às personagens, cativaram-me. Desde o protagonista, o enigmático Afonso Catalão, um reputado especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, à família muçulmana refugiada em Portugal e que não deixa ninguém indiferente, o autor conseguiu que o leitor se sinta próximo dos problemas que cada um enfrenta diariamente, envolvendo-nos durante toda a narrativa.

A Célula Adormecida é sem dúvida um livro muito bem estruturado. As suas 600 páginas foram lidas num ritmo galopante. É incrível quando um autor consegue esta proeza de prender o leitor do início até ao fim, pois não existem momentos parados. Lê-se num ápice e uma coisa de que gosto imenso são os capítulos curtos. Viciam de tal forma que não se consegue parar. Acabamos sempre por ler mais 2 ou 3 sem dar por isso. Claro que ajuda muito o facto de o enredo ser viciante, cheio de ação, mistério q.b. e suspense. Trata-se de um excelente thriller, muito bom mesmo. Por isso, recomendo que o leiam.»

Odete Silva
Destante blogue

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A Célula Adormecida, por Rosana Maia.

Opinião retirada do blogue Bloguinhas Paradise, por Rosana Maia.


«Tudo começa quando Ibrahim – muçulmano – provoca uma explosão num atentado em Lisboa. Simultaneamente, também o futuro primeiro-ministro é encontrado morto. E é a partir destes acontecimentos que o autor nos dá a conhecer o que é ser muçulmano, o que é o autoproclamado Estado Islâmico e o que é ser refugiado. Relativamente a este aspeto, considero a obra muito atual e de extrema importância para toda a gente. Se há algo que esta obra fez por mim, foi enriquecer-me culturalmente neste assunto de uma forma não maçadora. Contudo, é um tema que exige uma leitura atenta para uma melhor compreensão do mesmo. Claro está que se calhar quem já percebe bem o tema não precisa de tanta atenção como eu.

Mas perante um livro que nos é apresentado como
thriller, a verdade é que como leitor esperamos isso mesmo. No entanto, o que senti foi que não foram o mistério e a ação que assumiram o papel principal nesta história, mas sim o esclarecimento do tema de base. De certa forma, compreendo que tal tenha acontecido, porque fazia parte da ideia do autor trazer o tema ao de cima. Mas penso que se houvesse um maior equilíbrio teria sido possível focar devidamente este tema e não descurar o thriller. Ainda assim, volto a deixar a ressalva que gostei bastante da obra.

E como seria de esperar do Nuno Nepomuceno, há coisas que nunca mudam e que na minha opinião não devem mesmo mudar. É verdade que a escrita do autor evoluiu muito desde o seu início – cada vez mais contínua a fluida –, tornando a leitura mais rápida do que achamos que iria ser com tantas páginas. No entanto, mais do que a evolução na escrita, a capacidade de interligar e transmitir várias mensagens não necessariamente relacionadas é efetivamente uma qualidade a referir. Apesar de não ser uma novidade no Nuno, é mesmo das coisas que mais gosto nele.

Outra das caraterísticas de que gosto muito no Nuno é a capacidade de envolver o leitor e de o fazer sentir algo. No entanto, no que diz respeito a esta última, não me pareceu tão bem neste livro como nos anteriores. Com isto não quero dizer que o livro não me envolveu e não me fez sentir, porque fez. No entanto, personagens como Afonso e Diana (de grande destaque ao longo da narrativa) não me fizeram sofrer por elas. Já por exemplo Sami Fahran fez-me sofrer um pouco e lembrar-me desta tão bela caraterística do Nuno que penso estar apenas escondida no meio de um livro muito enriquecedor.

Acima de tudo, penso que o objetivo a que o autor se propôs era muito alo. E que em relação a isto, não defraudou as minhas expetativas, porque considero que sendo a escada a subir tão grande, o resultado é invejável. No entanto, sinto-me cada vez mais exigente com o Nuno. Após a leitura de três livros (trilogia
Freelancer) da sua autoria, é claro que fiquei a conhecer em cada um inúmeras caraterísticas dele e agora sinto que as quero todas.»

Rosana Maia
Bloguinhas Paradise

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Páginas Soltas.

Estive recentemente na Torres Novas FM, a rádio local da cidade com o mesmo nome, onde participei no programa Páginas Soltas. Sandra Barbosa, a anfitriã, conduziu a entrevista durante quase uma hora, onde abordámos vários temas, desde a minha infância, algumas curiosidades sobre o Prémio Note 2012 e, claro, os meus livros. Deixo em baixo a 1ª parte do podcast e a promessa de regressar em breve com mais uma entrada ainda esta semana. Estejam atentos. Até breve. Happy




Torres Novas FM
Páginas Soltas, por Sandra Barbosa
27 de janeiro de 2017
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A Célula Adormecida, por Paulo Pires.

Opinião retirada do blogue Livros e Marcadores, por Paulo Pires.



«O livro abre com 2 eventos fortes ... prepare-se ...


O Nuno é detentor de uma narrativa fotográfica invejável, quando descreve cenários além-fronteiras oferece um retrato vivo, dinâmico e extraordinário. É um prazer viajar nas palavras de Nuno.

Apreciei a pesquisa que verteu no livro. O cuidado e a linearidade que utilizou na explicação dos eventos. Foram descritos e explicados rituais que desconhecia, tal como as razões que os suportam.

Gostei do toque sombrio e realista que acompanha o livro. Os eventos dilacerantes que acontecem a algumas personagens são crus, “em bruto”, e dão personalidade ao livro! Apesar de muito dramáticos e em “catapulta” são importantes, no objetivo que julgo acompanhar o livro.

Na minha opinião, a necessidade de contextualizar a história, de explicar determinados eventos, por vezes deslocou/afastou a tensão que a ficção requer em determinado momento da curva da narrativa. Nada que afete a qualidade do livro, longe disso. Até porque a escrita é para ser ousada e quebrar estereótipos e moldes.


Dos 4 livros que li do autor este é o mais sombrio, o que tem mais “substância” ou retorno para o leitor, se preferirem. O que tem a mensagem mais forte. E acaba por mostrar de uma forma muito simples que a vida não é feita de linhas retas, antes de linhas retorcidas que se enrolam e se prendem umas nas outras. E cabe a cada um de nós ter a abertura de espírito para respeitar as diferenças com que nos confrontamos e que nos envolvem no dia-a-dia, e aceitá-las com o bom senso necessário. Não haverá falta de oportunistas para pegar nesses emaranhados de linhas e as tentem conduzir para o caos e o abismo!
 
Notou-se o trabalho árduo que teve. E confesso que pesquisei alguns dos temas que abordou validando-os se eram ficção ou realidade.  Fiquei surpreendido com o que desconhecia...

Acho que este livro tem um valor que ultrapassa a mera ficção, e esse também é o papel de um escritor, oferecer algo mais do que apenas uma história. Pois uma história tem um papel que vai muito além da imprescindível parte lúdica.

O toque magistral deste enredo é para mim a mensagem que vem à superfície! Não há heróis! Não há um super-homem que após um pontapé no meio de uma cambalhota acrobática desarma e derrota os "maus" no último segundo e restabelece a harmonia e a paz.

Nesta guerra de loucos, nesta cruzada à luz de estandartes fantasmas só há perdas!!!  Em todos os quadrantes! Perdas de vidas, perda de esperança, … nada se soma tudo se subtraí, mesmo quando aparentemente alguém lucra, há mais e mais perdas, perdas de integridade, perdas de humanidade...

Bom trabalho Nuno.»


Paulo Pires
livrosemarcadores.blogspot.pt

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O lançamento em retrospetiva.

Artigo retirado dos jornais Diário do Distrito e Nova Gazeta.

«LITERATURA | Nuno Nepomuceno fala sobre "A Célula Adormecida", o seu mais recente livro
2017-01-16 13:47:23

A 30 de Novembro de 2016, na FNAC Colombo, em Lisboa, o escritor de thrillers Nuno Nepomuceno apresentou o seu mais recente livro “A Célula Adormecida”. Neste seu último trabalho tratam-se assuntos tão atuais como religião e terrorismo.
 
Madalena Condado esteve à conversa com o autor, num trabalho conjunto para o Diário do Distrito e para o Jornal Nova Gazeta.

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Para quem já leu as anteriores obras do Nuno sabe que o talento está todo lá, não deixará, contudo, de ser surpreendido pelos locais, as situações, mas principalmente pela transformação que se nota na sua escrita mais fluída, consistente e viciante. Na obra “A Célula Adormecida” consegue sentir-se um grandioso enriquecimento de conteúdos na sua abordagem a temas tão polémicos que nos entram em casa diariamente através da televisão. 
 
Neste dia tão importante para o Nuno estavam sentados à sua mesa as pessoas que, de alguma forma , contribuíram para este seu novo sucesso:Fernando Gabriel Silva (o seu Editor na TopBooks), o Sheikh Munir (Imã da Mesquita Central de Lisboa) e Luís Pinto (blog Ler Y Criticar).
 
Lembro-me de uma das frases ditas pelo seu editor que me marcou particularmente e que passo a citar: “Todos os editores tentam encontrar o seu escritor e eu tive o privilégio de o encontrar no Nuno”. Mas se é verdade que escrever requer muita paixão, e principalmente talento, tudo qualidades que o Nuno tem na medida certa, também é certo que por detrás de um grande escritor tem que existir um editor que acredite nesse trabalho e ajude na promoção do mesmo.
 
“A Célula Adormecida” é um thriller psicológico onde o suspense impera, trata de um tema atual e controverso sempre contextualizado com factos. Acredito que foi necessária muita pesquisa para se documentar, passo importante para conseguir manter o leitor preso à sua leitura do início ao fim. Consegue uma vez mais, como lhe é típico, dizer muito com poucas palavras, mas, mais importante ainda,  leva-nos a questionar, a cada folhear de página, sobre tudo o que não compreendemos e temos medo na religião e no terrorismo. 
 
O Sheikh Munir começou por nos cumprimentar a todos com uma bênção Salaam Aleikum (a paz esteja convosco), explicou o fascínio que o interesse do Nuno lhe tinha despertado, principalmente quando percebeu que a estória do livro seria passada durante os 30 dias do Ramadão. Aproveitou para esclarecer o significado desses dias: os 10 primeiros sendo os dias de misericórdia, os 10 posteriores de perdão sendo que os últimos 10, os dias em que pedimos salvação. Confessou ainda que tinham sido a persistência, curiosidade e conhecimentos do Nuno sobre os assuntos abordados o impulso  de que necessitara e o levara a acreditar que os temas falados neste livro, através da sua visão, tinham tudo para correr bem.
 
O Nuno confessou que o seu género de escrita favorito é a espionagem, mas que com este seu último livro quis dar um passo em frente chegar a mais pessoas não somente para as entreter, mas também para transmitir uma mensagem. Em “A Célula Adormecida” tenta desmistificar o Islão, a comunidade muçulmana em particular, ao mesmo tempo que aborda temas como a xenofobia, racismo, expressão social, consegue colocar-nos a pensar na forma como cada um de nós tende a julgar as outras pessoas.
 

Mas, para que fiquem a conhecer o autor ainda um pouco melhor, coloquei-lhe três questões, e, desde já, aconselho a que sigam o Nuno através das suas páginas (site e redes sociais) e, quem sabe, se aparecerem numa próxima apresentação para trocarem dois dedos de conversa. É garantido que vão gostar.
 
Entrevista Breve:
 
Como se descreveria?
 
Chamo-me Nuno, tenho 38 anos, escrevo profissionalmente há 4, gosto de cinema, fazer BTT, passear com o meu cão, ler e escrever.
 
Dá muito valor à investigação e às suas fontes antes de começar um livro ou foi somente para a escrita da "Célula Adormecida"?
 
A investigação é uma parte muito importante do meu processo criativo e que me acompanha desde o meu primeiro livro. Não consigo iniciar um manuscrito completamente do zero. Preciso sempre de estudar e saber mais, de me preparar corretamente para o que vou enfrentar a seguir, e só depois disso é que surgem as ideias, que me sinto seguro em relação ao rumo escolhido. Escrevo thrillers, mas não me considero extremamente comercial. Julgo que ofereço conteúdo. Os meus livros não são uma sucessão de twists com vista a manter o leitor agarrado, mas sim histórias ricas em intriga de forma a apaixoná-lo. E tal só se consegue se estivermos convenientemente preparados. Por exemplo, em "A Célula Adormecida", o tempo que despendi em pesquisa ultrapassou o da redação do livro.
 
Não tem medo que o tema que aborda no seu último livro se possa vir a tornar uma realidade no nosso país? Que de alguma forma esteja a dar algumas "ideias" de como o fazer e onde?
 
Há sempre esse risco, mas não creio que o livro incite à violência. Esse teria sido o caminho mais fácil — aproveitar as controvérsias que rodeiam o Islão e explorar a parte mais negativa do extremismo. O que procurei fazer com A Célula Adormecida foi introduzir uma abordagem inovadora não só ao nível do tema do livro, como da religião muçulmana em si. Quem o ler irá encontrar uma obra bem diferente do que o título sugere. A mensagem final que transmite é de paz, esperança.»

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A Célula Adormecida, por Luís Pinto.

Opinião retirada do blogue Ler Y Criticar, por Luís Pinto.

«Este é o quarto livro que leio deste autor e o primeiro fora da trilogia Freelancer. É também o melhor livro do autor, mas vamos por partes.

É bastante entusiasmante presenciar a evolução de um autor, e aqui foi exatamente o que aconteceu. Com este livro Nepomuceno deu um salto de dois degraus na qualidade de tudo o que é essencial a um livro. As suas personagens estão criadas de forma mais coerente e profunda, a narrativa está melhor montada, o suspense é maior e o enredo é mais coerente. Pelo meio o autor consegue dizer mais com menos palavras, sendo capaz de nos agarrar e ao mesmo tempo de nos ensinar algo.

Em termos de enredo é preciso dizer que o livro nos agarra de imediato. Ao sentirmos uma proximidade com a realidade, o livro capta a atenção do leitor e desde logo começa a explorar alguns temas atuais. Para isso é preciso realçar que o autor fez um bom trabalho de investigação, não só em termos factuais mas também no necessário para conseguir descrições realistas de alguns locais. 

Com capítulos pequenos e uma escrita rápida e direta, o autor nunca baixa o ritmo, e por isso nunca a leitura se torna arrastada. É fácil ler este livro, principalmente porque existem respostas que dão origem a novas perguntas. Assim o livro está em evolução constante. Claro que ao ter este género de escrita, o autor fica preso a um estilo que pode desvendar demasiado caso o leitor esteja atento. No meu caso, uma das revelações finais foi adivinhada a meio do livro, devido a um ligeiro desvio nesse ritmo. Todavia, o que me agradou no livro foi o facto de o autor não ter criado muitos momentos forçados. 

Gostei das personagens e da forma como o autor nos leva a entrar facilmente num contexto que alguns leitores poderão não conhecer totalmente. A guerra na Síria é apenas a base para um livro que começa como um
thriller sobre terrorismo e que, aos poucos, se transforma em algo mais psicológico. Pelo meio, política, muita religião, questões morais e um aprofundar inteligente de questões atuais, principalmente ao explorar a forma como nós, europeus, olhamos alguns problemas internacionais ou mesmo como catalogamos as pessoas e acontecimentos que nos rodeiam.

A Célula Adormecida foi lançado há uns meses e tem estado nos tops nacionais do seu género. Ao acabar de ler o livro, percebe-se o porquê. O autor executa bastante bem uma fórmula vencedora. Globalmente, não existe comparação entre os anteriores livros e este em termos de qualidade. O crescimento do autor é notável e acredito que o melhor ainda esteja para vir. Estou ansioso pelo próximo e acredito que quem gostar do género irá apreciar bastante esta leitura!»


Luís Pinto
lerycriticar.blogspot.pt

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Entrevista no Açoriano Oriental.

Saiu esta semana mais uma entrevista minha, desta feita concedida ao jornal regional Açoriano Oriental. Patrícia Carreiro, a jornalista que a redigiu, não se limitou a centrar na Célula Adormecida, mas em toda a minha carreira. Trata-se, assim, de uma excelente resenha dos últimos quatro anos e do que tenho a dizer sobre os temas abordados no meu último livro. Podem lê-la no artigo que apresento abaixo ou no Comunicare, o espaço online a que a Patrícia também se dedica.

açoriano oriental


Açoriano Oriental
por Patrícia Carreiro
12 de janeiro 2017

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A estranha calma de Istambul.

É com particular prazer que escrevo esta entrada. Não sei se já tinham reparado, mas a antiga secção de crónicas foi remodelada e chama-se agora Artigos. Isto porque a partir de hoje está multifacetada e irá conter textos de diversas naturezas. Não serão assim muitos, pelo menos, não por enquanto, pois o tempo é curto e há prioridades com que tenho de me preocupar, mas planeio, tal como anunciei há uma semana, apresentar aqui 3 novos artigos escritos por mim. O primeiro chama-se «A Estranha Calma de Istambul» e é sobre os atentados terroristas em geral e a forma como nós e outros lidamos com eles. Deixo-vos um pequeno excerto. O texto completo pode ser encontrado na respetiva página do site, que agora também se encontra disponível para partilha!

«
Regressava a Portugal após uma curta estadia em Istambul e a minha última manhã em solo turco ficara marcada pela visão dos helicópteros militares que patrulhavam o céu da antiga capital otomana. Lia-se Polis na fuselagem branca e azul e, tal como a inscrição, a missão era clara. O PKK, o Partido dos Trabalhadores do Curdistão, acabara de executar mais um ataque. O alvo tinha sido a Avenida Istiklâl, um símbolo da modernidade do país, a qual havia visitado há apenas um dia. Várias pessoas estavam feridas, algumas mortas. A atmosfera efervescente da principal via comercial da cidade com que me deparei na altura perdera o brilho — vestira-se de luto.»

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Nos destaques de 2016 do BranMorrighan e com algumas surpresas em 2017.

Não me tenho andado a sentir muito bem, talvez devido ao cansaço que acumulei ao longo do ano passado. Por isso, todas as pequenas vitórias são motivo de celebração e alegria. Sofia Teixeira, autora do BranMorrighan, incluiu A Célula Adormecida nos livros que mais a marcaram no ano que nos deixou. Eis o que ela escreveu sobre a história do professor Catalão:

«O regresso de Nuno Nepomuceno foi estrondoso. Haja autor português que de repente tenha dado um salto de nos deixar abismados. A Célula Adormecida é um livro que merece toda a nossa atenção e destaque. Está bem desenhado, bem construído, coerente e marcante. A narrativa está bastante diferente da da trilogia anterior, mas a cinematografia mantém-se bastante forte. As temáticas são sensíveis, mas o autor arranjou maneira de serem também instrutivas. É uma obra com a qual aprendemos e desmitificamos uma série de coisas. Sobre o Estado Islâmico, sobre o terrorismo, sobre o que realmente acaba por motivar uma série de coisas. Hei de recomendar sempre e para sempre este livro.»

Happy Happy Happy

Apesar de a partir de agora o ritmo ter de abrandar um pouco (não posso promover o livro eternamente), há algumas novidades preparadas para breve, fruto do trabalho do outono. Não, não tenho um novo livro para apresentar. Trata-se apenas de alguns textos originais que já estão inclusivamente publicados, contudo não à mostra no
site, pois estou a aguardar o registo no IGAC por causa dos direitos de autor (nunca se sabe quem os irá ler e o que fazer com eles). Portanto, esperem três pequeninas surpresas para breve. Fiquem por aí. Winking
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Até para o ano!

2016 foi um ano curioso. Após vários meses de secretismo, apresentei em outubro A Célula Adormecida, o meu primeiro livro em nome individual fora da trilogia Freelancer. Pode-se pensar que foi um grande ano e, de uma certa forma, quem assim o fizer terá razão. O livro revelou-se um sucesso dentro do próprio segmento, subindo rapidamente nos tops nacionais de thrillers. É mesmo, até à data, o único que conseguiu destronar o virtualmente imbatível A Rapariga do Comboio dessa mesma contagem na Wook, aquela que é considerada a maior livraria portuguesa da atualidade. Os indicadores foram excelentes, aliás, com posições semelhantes a serem replicadas nas restantes cadeias, incluindo a Fnac, uma loja cujo público não se tinha mostrado ainda muito recetivo a mim.

O ano que nos deixa foi também aquele em que comecei a receber um pouco de atenção dos meios de comunicação social nacionais. Não é que sinta necessidade de aparecer, mas a verdade é que acho que já o vinha a merecer. Sei que o género policial é considerado menor, que eu sou um autor pouco conhecido, que sou considerado marginal dentro dos autores portugueses porque não escrevo romances contemporâneos e que os nossos leitores preferem comprar um livro vindo de fora do que um dos meus, mas creio ser neste momento o autor português de
thrillers que publica com maior regularidade.

A Célula Adormecida foi um passo em frente para mim e, mais do que ter ido ao programa x ou y, ou ter sido n.º 1 ou 2 na livraria z, é isso que importa. Adquiri novas rotinas e métodos de trabalho, o que é sempre bom, e ganhei coragem para enfrentar alguns medos que tinha enquanto autor. Por outro lado, sinto-me hoje mais seguro do que estou a fazer e do meu valor, mesmo apesar de o ano, por razões que não interessam, ter sido repleto de altos e baixos, alguns destes últimos bastante difíceis de enfrentar. Portanto, fica a promessa de capitalizar esse mesmo crescimento pessoal e abordar 2017 com um pouco mais de calma e serenidade. Até para o ano!
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Boas festas.

presepio


Já é Natal, pelo menos, cá em casa. A imagem é do meu presépio, uma tradição que comecei a recuperar no ano passado e que resolvi manter em 2016. Diga-se apenas que, tal como em tudo o que me diz respeito, a apanha do musgo foi uma aventura. Envolveu um riacho, um certo cão, e a caixa do musgo derrubada por esse mesmo cão, caindo depois no riacho.

Kimi à parte, fiz as decorações de Natal há cerca de uma semana e, apesar de o meu presépio ter um ar elaborado (afinal, tem uma cascata e uma banda), o resto ficou tudo muito simples. Montei apenas uma árvore pequenina com a sagrada família ao pé e as tradicionais luzes a piscar. A minha parte preferida desta época é mesmo esta. Sabe-me muito bem desligar as luzes da casa depois do jantar e ver um pouco de televisão às escuras com os reflexos multicor a a iluminarem as paredes nas minhas costas. Melhor do que isto, só ter desculpa para comer à vontade. Winking

A propósito disso mesmo, o dia 24 será o mais natalício, já que é o único que tenho de folga. Como é do conhecimento público, tenho outra profissão além da escrita que funciona 24 horas por dia. Este ano apanhei a quadra em cheio. Estarei de serviço na tarde de 25 de dezembro, bem como na manhã de 31 e na noite de 1 de janeiro. Portanto, vou-me desforrar em grande. Além do bacalhau na consoada, estarei em pulgas para provar as filhós. Prefiro-as ainda mais do que o bolo rei, por exemplo. O resto da noite será calma, ou assim o espero. Conversar um pouco, abrir alguns presentes e desejar que estejam todos bem, facto que estendo a quem estiver a ler esta entrada. Termino-a com uma fotografia algo cómica. Retirei-a da série «O cão que comeu o Natal». Happy Happy Happy Boas festas!

kimi natal

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Primeiras palavras.

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue Manta de Histórias, por Isabel Caldeira.

«Uau! O que dizer deste livro? Está aqui uma história fantástica. O Nuno teve um trabalho de pesquisa incrível tanto histórica, como religiosa, política e económica. É um livro atual, que levanta tantas questões e receios. Quando comecei a ler o livro, aquelas primeiras páginas abalaram-me. Senti fisicamente o desespero. Apesar de um livro ficcional, muitos dos acontecimentos aqui narrados são verídicos. Não é um livro que se leia e se diga: “Não! Isto nunca poderá acontecer”. É um daqueles casos em que a ficção se confunde com o real e isso assusta. O mundo hoje está tão louco e perdido. Vejo este livro como um despertar, como uma tomada de consciência para a realidade. Tenho de dar os meus parabéns ao Nuno. Este livro está incrível. Leitura obrigatória para todos os que gostam de um bom thriller, mas também para todos os que se preocupam com os atuais conflitos no mundo. Leiam, leiam, leiam.»



Isabel Caldeira
mantadehistorias.blogspot.pt


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Entrevista online. Última sessão de autógrafos é este domingo.

«Escrever tem de ir além de saber pontuar corretamente ou dispor de um léxico variado.»

Escritores.online é uma base de dados sobre escritores portugueses. Foi com muito orgulho que aceitei o convite de um dos seus administradores para mais uma entrevista, desta feita escrita. Em 7 questões, deixo-vos o roteiro. Caso desejem ler as minhas respostas, convido-vos a seguirem esta ligação e a navegarem um pouco pelo portal. É só gente boa que lá irão encontrar. A entrevista também está disponível na barra lateral.


— Nuno, quando é que surgiu a necessidade de escrever?

— Onde é que, por norma, encontra a sua inspiração?

— Quais as grandes temáticas, os traços de personalidade e as geografias mais presentes na sua escrita?

— Que aspetos destacaria relativamente ao seu mais recente livro,
A Célula Adormecida?

— Quais os momentos mais marcantes no seu percurso literário?

— O que é, para si, um bom livro?

— E o que faz de um escritor um bom escritor?

— Para terminar, gostaríamos que nos indicasse os seus 7 escritores de eleição e os 7 livros que, indubitavelmente, recomendaria?



Este fim de semana irei terminar a ronda de sessões de autógrafos na região que me viu crescer. O evento irá começar às 16h30m no sítio do costume, isto é, na livraria Bertrand do Forum Algarve, uma velha amiga. Relembro que as pessoas que já têm
A Célula Adormecida ou qualquer um dos meus anteriores livros podem lá ir na mesma. Assiná-los-ei com muito gosto. Até domingo!



torres algarve 2016

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Um grande lançamento. A Célula Adormecida, por ElsaR.

A semana passada foi profícua em acontecimentos. Depois da entrevista na SIC Notícias, foi a vez do lançamento nacional de A Célula Adormecida. Estava nervoso, como sempre, apesar de achar que correu muito bem. Aliás, não esperava uma afluência tão grande. Gostaria, por isso, de deixar aqui o meu agradecimento pelo carinho e interesse de todos vós. Titinha S. Caeiro, uma das colaboradoras do blogue Crónicas de Uma Leitora, gravou em vídeo parte do evento. Deixo-vos abaixo esse mesmo filme. Do meu lado esquerdo poderão ver Luís Pinto, autor do Ler y Criticar. Do meu lado direito encontra-se o Sheikh David Munir e depois Fernando Gabriel Silva, o meu editor.



Entretanto, as opiniões ao livro não param de sair.
A Célula Adormecida continua a ter um feedback muito positivo, que se tem refletido nos tops. O livro mantém-se há duas semanas como líder dos thrillers na Wook, e agora também num duplo 3º lugar na Bertrand e Fnac. A altura do ano, apesar de apelativa, é complicada, pois há imensas novidades. Ver o meu mais novo a desenvencilhar-se com à-vontade é um orgulho. Termino esta entrada com a promessa de regressar em breve e com a crítica de ElsaR do blogue Efeito dos Livros. Não se esqueçam que no próximo sábado, dia 10, regressarei à livraria Bertrand de Torres Vedras para mais uma sessão de autógrafos. Vemo-nos por lá?

«Nestes últimos meses, quantas vezes ficaste pregado à televisão a seguir atentamente as notícias sobre um novo ataque terrorista? Quantas vezes sentiste o pânico por ver os ataques acontecer em cidades que te são familiares, em sítios cada vez mais perto de casa? Quanto tempo achas que vai demorar até Lisboa aparecer no final da frase «atentado terrorista em...»?

Foi com esse pensamento que mergulhei de cabeça no tijolo literário que Nuno Nepomuceno nos traz com este
A Célula Adormecida. Pela sinopse, sabia que o palco seria a cidade que me recebe todos os dias pela manhã para mais um dia de trabalho. O que não estava à espera era de conseguir visualizar ruas, movimentos, sombras e todos os detalhes de uma história que sobe ao palco em Lisboa e começa com um ataque terrorista em pleno Marquês de Pombal. Acreditem que nunca mais vou olhar para um autocarro da CARRIS com os mesmos olhos.

No mesmo dia em que um homem se faz explodir no centro de Lisboa, uma bandeira do autoproclamado Estado Islâmico é hasteada no cimo do Parque Eduardo VII e, como uma desgraça nunca vem só, nessa mesma altura aparece morto o recentemente eleito primeiro-ministro. Este dia negro para o país é o ponto de partida para o mundo de
A Célula Adormecida, um livro que me deixou mais elucidada em termos políticos, que me deu a conhecer aspetos da cultura muçulmana que me eram desconhecidos e que me fez devorar umas centenas de páginas em meia-dúzia de dias.

O professor com uma ferida aberta no seu passado, a jornalista da fachada cuidada com o interior que se desmorona, uma família sobrevivente com um pai comedido, uma filha inocente e um filho catalisador.

A visão pelos olhos destes intervenientes permite-nos um exercício que acho que não fazemos vezes suficientes, o de nos colocarmos no lugar dos outros. É fácil julgar, tomar decisões precipitadas, alimentar preconceitos com base na ignorância e no medo, mas o que é muito difícil é vermos as coisas de um outro ponto de vista que não o nosso.

A Célula Adormecida tem todos os ingredientes para continuar a gerar novas edições. Uma lição de história, atualidade, aceitação, revolta e um sem número de sentimentos que nos povoam ao longo da leitura. Não descansei enquanto não o terminei.»

ElsaR
efeitodoslivros.blogspot.pt



Cartaz para a próxima sessão de autógrafos. Apareçam. Happy

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É hoje! A Célula Adormecida, por Sofia Teixeira.

Esta entrada está a ser escrita hoje, dia 30 de novembro, uma quarta-feira, algures pelo meio da manhã. O lançamento nacional de A Célula Adormecida decorrerá, portanto, logo à tarde. Recordo que o evento será apresentado pelo Sheikh David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, e Luís Pinto, autor de Ler y Criticar, o melhor blogue português de literatura dos dois últimos anos. Será uma cerimónia simples, descontraída (nem sequer vou levar gravata desta vez) e que espero vir a ser bem preenchida de leitores e restantes amigos. Começa às 18h30 na Fnac do CC Colombo e a sessão de autógrafos que se seguirá é aberta a todos os meus livros. Decidi que este ano não faria tantas aparições públicas como no passado, pelo que esta é oportunidade perfeita para todos nos revermos. Happy

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A propósito disso mesmo, deixo aqui um pequeno lembrete sobre onde me poderão encontrar a seguir. São 4 datas, sendo que as 2 primeiras acontecerão já nos próximos dias. As restantes podem ser consultadas na coluna lateral do blogue ou na página da minha
agenda.

caldastorres2016 SessAutografos-NunoNepomuceno CALDAS


Estive também ontem em direto na SIC Notícias, onde Paulo Nogueira me entrevistou na Edição da Manhã. O
feedback tem sido extremamente positivo. Foi um momento especial, sem dúvida, que conto partilhar em breve. Já tenho o vídeo disponível. Falta-me apenas legendá-lo. Como sabem, tenho um grande carinho pela comunidade surda portuguesa, pois alguns dos seus membros são meus leitores.

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Termino ainda esta entrada com a última crítica que saiu à
Célula Adormecida. Retirei-a do BranMorrighan, o extraordinário cantinho de Sofia Teixeira, a quem só posso agradecer pelas excecionais palavras que me dedicou. Ora leiam:

«Mas. Que. Livro! Eu sei que não devia estar tão espantada, afinal conheço o Nuno e tenho real noção do seu talento, mas tenho que admitir que superou qualquer expectativa que eu pudesse ter. Não menosprezando a Trilogia Freelancer, A Célula Adormecida está noutro patamar. Se por um lado o volume do livro pode assustar, afinal são quase 600 páginas, por outro lado, não lhe adicionava nem tirava uma página que fosse. Quando encontrei o último ponto final, senti que estava perante um livro assombroso, um dos melhores livros da atualidade, sem sombra de dúvidas. Não me custa sequer imaginar que, mais cedo ou mais tarde, se tornará numa autêntica referência no que diz respeito a policiais/thrillers/romances (gerais) relacionados com terrorismo, mais propriamente com o autoproclamado Estado Islâmico. A quantidade de informação, nunca sendo demasiada, está perfeitamente equilibrada. Cada ingrediente é dado no momento certo e, terminada a leitura, sinto-me uma pessoa muito mais culta, muito mais conhecedora de um tema tão atual e que é alvo de tanta desinformação.

Como vocês sabem, principalmente por ter apresentado os últimos dois livros dele, o Nuno Nepomuceno, mais do que um autor, tornou-se um amigo. E ler o livro de um amigo é sempre um momento de responsabilidade, a sinceridade torna-se ainda mais vital, daí a necessidade de nos afastarmos desse papel e pegarmos na obra como se de um desconhecido se tratasse. E a verdade é que parecia que estava mesmo a ler um livro de um autor que nunca tinha lido. Houve uma espécie de emancipação na maturidade da escrita, muito sóbria, muito sólida, muito dura. A sensibilidade que era tão característica na Trilogia
Freelancer transformou-se em algo maior, num pesar bem articulado e factual. Também o formato da narrativa mudou um pouco, com capítulos mais rápidos, vários protagonistas em paralelo que são determinantes para o rumo final da história e mais não digo, para não estragar ou fazer prever algo sobre a leitura.

Não quero falar sobre a história em si. A sinopse diz quanto baste e acho que o essencial a retirar desta leitura é que a minha admiração pela postura deste livro não tem fim. É completamente despretensioso, ao mesmo tempo que é uma lufada de ar fresco necessária. São poucos os livros deste género que se dão ao trabalho de educar o leitor, de fazer questão de elucidar, com pormenor quanto baste, as idiossincrasias que rodeiam o enredo. Muito se fala sobre muçulmanos, radicais, as guerras do Médio Oriente, os potenciais interesses económicos das principais potências mundiais, mas pouco se mergulha no que realmente significa ser muçulmano, na crença em Maomé e pelo que é regido o Alcorão. Este livro é precioso em vários sentidos, mas este é um dos principais, principalmente pelas consequências que vamos testemunhando no que toca ao preconceito, à total ignorância consciente, pois é mais fácil colocar as culpas no que se desconhece do que tentar-se conhecer e compreender a diferença. 

Tenho tido mesmo muito pouco tempo para ler, mas a minha relação com o livro tornou-se algo dependente. Dei por mim sem me aperceber das horas a passarem, a parar só para comer, e mesmo tendo tanta coisa da faculdade por completar, não resisti em fazer uma pequena maratona para não acabar o fim de semana sem o ler. Gostei muito da desenvoltura da história, da mistura de uns quantos géneros, perfeitamente alinhados, de forma a proporcionar ao leitor uma leitura ritmada, apaixonada, expectante e surpreendente. São várias as questões que levantamos sobre a trama ao longo da mesma, são vários os momentos em que sorrimos, outros em que o coração se aperta e outros em que tudo se torna tão negro que houve momentos em que ceguei, de sentir uma revolta tão pura por saber que aquilo acontece na vida real. Lisboa foi o palco escolhido para a ficção, mas podia não ser ficção, em muitas cidades é exatamente aquilo que tem acontecido. E a conclusão é que a incompreensão leva ao ódio e o ódio ao imprevisível. Uma pessoa é capaz de se transformar por completo e ser autor de ações que nunca antes teria sido capaz sequer de se imaginar pensá-las. Gostei. Muito. Na verdade, acho que,
A Célula Adormecida, é um grande candidato a livro do ano.»


Sofia Teixeira
BranMorrighan.com


Até breve,
Nuno. Winking

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Uma semana alucinante. A Célula Adormecida no mundo do Tiago.

Os próximos dias prometem uma agenda bem carregada. Mais de um mês depois de ter sido colocado à venda, A Célula Adormecida irá finalmente ter direito a um lançamento nacional. O desfasamento prende-se essencialmente com alguma incompatibilidade de horários entre mim e a loja onde vai decorrer, o que fez com que acabasse por «cair» para o fim de novembro. Na realidade, até pode ser bom, pois há vários leitores que já leram o livro e assim, posso autografá-lo na altura, não necessitando de esperar por outra ocasião. Portanto, na próxima quarta-feira, conto com todos vós. Recordo que a sessão de autógrafos que se seguirá ao lançamento é aberta a todos os meus livros e o que evento irá ter a apresentação do Sheikh David Munir, o atual imã da Mesquita Central de Lisboa, e de Luís Pinto, autor do Ler y Criticar. O convite é apenas um lembrete, pois a entrada é livre. São todos bem-vindos!

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Um dia antes, terça-feira, dia 29, irei estar em direto na SIC Notícias. A entrevista será incluída na Edição da Manhã, deverá ir para o ar por volta das 09h30 e será conduzida, em princípio, pelo jornalista Paulo Nogueira. Já sei que estarei algo nervoso, pelo que vos peço para me desejarem sorte. Happy

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Findo o lançamento nacional, seguir-se-ão duas sessões de autógrafos:

  • dia 2 de dezembro, sexta-feira, na livraria Bertrand do Arena Shopping em Torres Vedras, às 21h00;
  • dia 4 de dezembro, domingo, na livraria Bertrand do CC La Vie (antigo Vivaci), às 16h30;
A Célula Adormecida estará com 20% de desconto. Portanto, aproveitem!

caldastorres2016



Termino esta entrada com mais uma opinião à
Célula Adormecida. Tiago Serra Cunha, autor do canal no YouTube Tiago's World, está com um ar algo sério na miniatura, mas, por favor, vejam o vídeo. O livro tem recebido muito boas críticas e esta é uma verdadeiramente excecional.



Tiago Serra Cunha
Tiago's World

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Em n.º 1. A Célula Adormecida, pela mulher que ama livros.

É com particular alegria que escrevo esta entrada. A Célula Adormecida chegou esta semana ao n.º1 do top de thrillers da Wook, destronando A Rapariga do Comboio. Mais importante do que isso, é altura em que acontece e o facto de ser a primeira vez em papel. Já fui líder em ebook várias vezes, mas só agora em papel. Estando nós numa altura crítica do ano em termos editoriais, em que a concorrência é mais do que aguerrida, esta é uma conquista particularmente saborosa. Pelo menos, faz-me pensar que a minha carreira está em subida e não a evoluir em sentido contrário.

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Para festejar esta feliz ocorrência, não esqueçamos que a semana que vem promete ser ainda mais especial. O lançamento nacional decorrerá no dia 30, pelas 18h30m, na Fnac do CC Colombo. Estou particularmente ansioso, já que contarei com a presença do Sheikh David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, e Luís Pinto, autor do Ler y Criticar, dois excelentes oradores. Já sabem que eu farei o possível. Winking

convite_aceluladormecida


E é precisamente um dia antes, na terça-feira, dia 29, que algo muito importante irá acontecer. Darei uma entrevista em direto na Edição da Manhã da Sic Notícias. Deverá ir para o ar algures por volta das 09h30m. Se puderem ver, não percam. Agradeço todo o apoio que vier desse lado.

sicnoticias


Termino com mais uma opinião à
Célula Adormecida. Foi retirada do blogue A Mulher que Ama Livros.




Cláudia Oliveira
amulherqueamalivros.blogs.sapo.pt

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Lançamento nacional a 30 de novembro. A Célula Adormecida, por Manuela Santos.


Embora já esteja na minha agenda há algum tempo, é com prazer que anuncio que o lançamento nacional de A Célula Adormecida irá decorrer no próximo dia 30 de novembro, na Fnac do Colombo, às 18h30.

A apresentação estará a cargo do Sheikh David Munir, imã da Mesquita Central de Lisboa, e de Luís Pinto, autor de Ler y Criticar, considerado o melhor blogue de literatura em Portugal em 2014 e 2015.

A entrada será livre, pois claro, e o lançamento seguido de uma sessão de autógrafos dedicada a toda a minha obra. Quem quiser adquirir
A Célula Adormecida tem aqui uma boa oportunidade. Quem já tiver o novo livro ou os anteriores também é livre de aparecer, quanto mais não seja para dar um olá. Os rabiscos são de graça! Apareçam.

convite_aceluladormecida


Até lá, deixo-vos com mais uma opinião à
Célula Adormecida. Esta foi retirada do blogue Marcas de Leitura. Estejam atentos aos próximos dias. Além de mais entradas por aqui, estarei ainda na Edição da Manhã da Sic Notícias a 29 de novembro para antever o lançamento. A entrevista será em direto por volta das 09h30. Não percam. Planeio ir todo janota!



«Assim que dei inicio à leitura, fiquei de imediato presa à passagem dos refugiados pelo Mar Egeu e à história de uma família síria que abandonou tudo na esperança de uma vida melhor — a mártir Aisha, Sami, a pequena Sarita e o jovem Ahmad, com uns grandes e puros olhos azuis que herdara da mãe. Olhos esses que num ímpeto exibiam puro ódio. Esta família tentou a sua sorte através da travessia num pequeno bote de borracha. Para muitos, esta passagem transforma-se num enterro no mar.

Para os refugiados se adaptarem ao novo estilo de vida do ocidente, têm de alterar o seu modo de vida, o que implica que estas sociedade estejam preparadas para acolher e integrar estas pessoas de outras culturas.


Em Portugal e passados cinco anos da passagem pelo mar Egeu da família de Sami, dá-se uma explosão num autocarro público em plena rotunda do Marquês de Pombal. Na mesma noite, Henrique Brandão Melo, líder do Partido Central e vencedor das eleições legislativas, suicida-se.

Teria ocorrido um ataque terrorista em Lisboa? Quantos de nós já não estamos preocupados com a afirmação do Estado Islâmico que diz que prevê controlar Portugal e Espanha até o ano 2020?
Será que o futuro primeiro-ministro se suicidou, ou teria sido vítima de um atentado?

Afonso Catalão é a figura principal da história. É professor na Faculdade de Ciências Socias e Humanas da Universidade Nova de Lisboa — que se situa na Avenida de Berna —, e é especialista em Ciência Politica e em Médio Oriente. Criei logo empatia com ele. É uma pessoa inteligente, culta, de fé, misteriosa e com temores e segredos.

Também faz parte integrante da história Diana Santos Silva, uma jornalista ambiciosa, falsa, que não olha a meios para atingir os fins, antiga assessora de imprensa do Partido Central.
Que medos e segredos guarda Afonso Catalão?
Os acontecimentos também se desenrolam ao redor da família de Sami, a qual já referi anteriormente.

O autor transporta-nos numa visita guiada pela nossa maravilhosa Lisboa, arredores, e ainda pela Turquia, com descrições, pormenores e detalhes simplesmente fantásticos. Os locais, as ocorrências e os personagens são tão reais e credíveis que nos levam para dentro da própria história.

O livro transmite conceitos, detalhes e informações ao abordar os flagelos da sociedade, tais como: o terrorismo, a xenofobia, o racismo,
exclusão social, comportamentos de risco, a fé que nos move, a discriminação e a violência. Verifica-se neste livro que o autor teve de fazer muitas pesquisas e investigações para nos oferecer todas estas particularidades. 


Nuno Nepomuceno, como em todos os seus livros, tem uma escrita e linguagem própria, clara, natural, simples, criativa, cuidadosa, envolvente, elaborada, acessível e de fácil compreensão, que nos faz refletir e não nos deixa interromper a sua leitura.

É com satisfação que devoro páginas atrás de páginas, enredo-me nas suas tramas. Os sentimentos e perturbações são díspares.

A leitura é compulsiva, arrebatadora, frenética, viciante, empolgante e fluida, com temas atuais como o sofrimento dos refugiados, o terrorismo, a religião e os conflitos com outras culturas.

Além de uma história com temas muito atuais dos nossos dias e da nossa sociedade, que merecem toda a nossa atenção relativamente aos sucessivos atentados terroristas que têm sucedido na Europa, também é um ensinamento.
Este livro trata de temas sensíveis e delicados da sociedade e transmite-nos situações de gravidade do mundo em geral. Faz-nos refletir e acredito que ninguém vai conseguir ficar diferente a este enredo.

Uma narrativa intensa e plena de ação, suspense, mistério, conflitos, terror, segredos, dúvidas e incertezas ao longo das 586 páginas que se devoram num ápice. 

A Célula Adormecida possui principio, meio e fim, além de uma narrativa dinâmica e uma estrutura de texto magnífica que desperta o leitor.
Gostei da divisão de capítulos pequenos por intervalos de tempo e espaço, que nos permitem interpretar a ação e os acontecimentos da história mais facilmente.

Recomendo sem reservas o autor Nuno Nepomuceno.
A Célula Adormecida saltou para o 1º lugar dos melhores livros lidos no ano 2016, batendo assim o livro Confia em Mim de Lesley Pearse. Nuno, é difícil alguém superar a Lesley Pearse, mas tu ultrapassaste e superaste também as minhas expectativas! Adorei.
Não sabem o que oferecer no Natal? Ofereçam “A Célula Adormecida” uma prenda que qualquer leitor vai adorar!»

Manuela Santos
marcasdeleitura.blogspot.pt

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A Célula Adormecida, por Cláudia Sérgio, e no Alvim!

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue Uma Biblioteca em Construção.

«Quando A Célula Adormecida chegou às minhas mãos, senti que devia começar a ler imediatamente. Afinal, gostei bastante da trilogia Freelancer e estava muito curiosa para saber que mais teria Nuno Nepomuceno a oferecer aos leitores. Além disso, fiquei satisfeita por ver que a editora continuava a apostar neste autor português. Confesso que cheguei a ter algum receio de que a história deste livro não conseguisse superar as aventuras de André Marques-Smith, mas cedo percebi que tal medo não tinha qualquer fundamento. É que este livro não para de surpreender pela positiva.

O tema central desta obra é bastante atual. Hoje em dia, existem inúmeras notícias relativas a terrorismo, refugiados, Médio Oriente e suas guerras, mas, muitas vezes, estas realidades parecem tão distantes que quase que existe dificuldade em aceitar que tal é real. Nuno Nepomuceno pega em tudo isto e imagina o que seria se Portugal lidasse com estas questões com maior proximidade. Ao mesmo tempo, pega em algumas questões muitas vezes esquecidas, tais como a intolerância e o choque de culturas, para nos recordar que essas questões existem na nossa sociedade e que nós podemos ter os meios necessários para atenuar certas dificuldades.

Afonso Catalão é o protagonista da trama. Gostei do facto de se tratar de uma personagem que consegue cativar desde o início, mas que vai revelando diferentes facetas ao longo da narrativa. Percebemos logo que se trata de um homem íntegro, de grandes conhecimentos e com uma vontade enorme de dar a mão aos incompreendidos pela sociedade. Contudo, ao mesmo tempo, ele é uma figura misteriosa, que tem dificuldade em revelar-se e que esconde certas atividades presentes e passadas.

Mas existem outras personagens de relevo. Diana, de quem tive dificuldade em simpatizar ao início, acaba por mostrar ser mais do que aparenta, tornando-se um exemplo de força e independência feminina. Sami, um pai devoto, conseguiu ter sempre a minha compaixão, mesmo quando não conseguia aceitar a s duas decisões. Existem muitas outras figuras que mostram a capacidade do autor criar personalidades distintas e que representam papéis significativos para dar força e realisto à história. Isto mesmo quando não somos capazes de entender os seus atos ou a crueldade de que são alvo.

Nesta trama são apresentadas organizações reais e pouco exploradas ou conhecidas da maioria da população. Gostei muito de conhecer melhor esse lado. Além disso, o autor mostra que está atento à atualidade, além de revelar ser sensível à forma como pessoas de diferentes valores e pensamentos reagem aos mesmos acontecimentos. Mas mais importante é o facto de, de forma direta e fácil de compreender, serem apresentadas informações verdadeiras, atuais e muito relevantes. Deste modo, a leitura torna-se não só um bom entretenimento, apresentando uma trama que, felizmente, é fictícia, mas que teme conteúdos para melhor entendermos o mundo em que vivemos. E, quem sabe, para nos levar a melhor agir pelo bem comum.

Além de ter gostado de toda a aventura, que está bem construída e estimula a leitura, fiquei bem impressionada com a quantidade de informação relevante que existe nestas páginas. Sinto que passei a compreender melhor algumas questões e que terminei este livro com mais conhecimentos relativos ao Médio Oriente. Nuno Nepomuceno consegue dar informações com clareza, mas sem fazer com que o leitor sinta que está a ler um ensaio. Todos os tópicos foram bem colocados e expostos, e devo realçar uma certa entrevista que o professor catalão dá e na qual aborda muitos assuntos com naturalidade de forma interessante. Isto é possível graças ao talento do autor.

A Célula Adormecida é um livro que recomendo, sem sombra de dúvida. Apresenta uma história que está bem escrita, é atual, próxima e faz pensar sobre a sociedade em que vivemos, sobre quem realmente nos governa e sobre o medo enquanto instrumento de repressão e ódio. No final, surge uma mensagem importante relativa a tolerância, compreensão e aceitação da diferença. Acabar de vez com o terrorismo pode não estar nas nossas mãos, mas construir uma comunidade pacífica só depende da forma como aceitamos e respeitamos o outro.»



Cláudia Sérgio
umabibliotecaemconstrucao.blogspot.pt




Entrevista concedida a Fernando Alvim, programa É a vida Alvim, canal Q, dia 12 de novembro de 2016.





PS — Estejam atentos às próximas entradas! O lançamento nacional de A Célula Adormecida está a aproximar-se e a festa vai ser grande. Happy



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A Célula Adormecida, por Márcia Balsas.


Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue Planeta Márcia.


«A leitura foi rápida. As quase seiscentas páginas são feitas de adrenalina e o ritmo imposto não tem piedade do leitor. Mas isso eu já esperava, pois foi assim com a Trilogia Freelancer (O Espião Português, A Espia do Oriente e A Hora Solene). Desta vez eu queria mais.

Tem-se tornado algo difícil ler os livros de quem estimo. E o Nuno, pela sua dedicação e capacidade de trabalho, é um autor que cada vez mais admiro e que gosto de acompanhar de perto. Curiosamente, em vez de me tornar benevolente e dar palmadinhas nas costas, torno-me mais exigente e severa com as pessoas de quem gosto. Mas só com aquelas que acho que podem chegar mais longe. É uma forma esquisita de demonstrar carinho, eu sei, mas sou dura porque acredito e porque quero (quero mesmo) que quem tem talento e investe tempo e suor na escrita tenha a devida compensação.

Bom, está mais do que visto que esta opinião dificilmente será imparcial, mas, dada a natureza do que explico acima, o meu grande receio era prejudicar o autor. E isso eu não podia conceber.

O livro está lido e os receios postos de parte. O Nuno superou as expectativas e poupa-me os remorsos de ter que escrever que esperava melhor. Bom, na verdade espero mais. Espero sempre. Mas para o próximo livro.

Depois desta longa introdução quero dizer-vos que esta foi uma leitura envolvente, com várias áreas de ação, cheia de mistério e pulso acelerado. O tema é extraordinário, não só por ser atual, mas por permitir tantas possibilidades de intriga que o Nuno soube (muito bem) aproveitar.

Quem nunca pensou na possibilidade de um atentado terrorista em Portugal? Nos tempos que correm é fácil conceber essa hipótese, infelizmente. Um atentado em Lisboa na noite das eleições legislativas é a premissa para esta fantástica viagem que, mais do que um romance policial ou de espionagem, é uma brilhante chamada de atenção para a intolerância religiosa.

É notória a pesquisa e a preparação do autor para este livro, eu diria até notável, e, ao contrário do que verifiquei nos livros anteriores, a forma como a informação passa para o leitor é mais cuidada. Os dados (políticos, sociais ou geográficos) são tema suculento de diálogos, por vezes acesas discussões que aumentam o estado de alerta para assimilar informação. Os locais vão sendo descritos de modo cadenciado, sem precipitações, como um palco que vai sendo montado à medida que se desenrola a trama. Em algumas ocasiões senti que podia estar a ler um livro de viagens, nomeadamente na parte que decorre na Turquia.

Em resumo, neste novo livro, Nuno Nepomuceno toca na ferida de temas polémicos da atualidade com a sua escrita envolvente e elegante. De forma fluida e muito bem conseguida expõe o drama dos refugiados sírios, o conflito do Médio Oriente (ou talvez conflitos seja mais adequado) e a guerra do petróleo. Mostra uma Lisboa multicultural e (infelizmente) intolerante. Leva o leitor pela mão à Mesquita Central de Lisboa e ensina (ou não tivesse sido ele professor) o que significa ser muçulmano. Faz uma viagem pelo mundo fútil de quem vive da imagem e pela manipulação dos
media. Apresenta uma das minhas personagens preferidas de sempre, Afonso Catalão, que, como tem de ser, não é o que aparenta. E é, de resto, o principal símbolo da maturidade deste livro. André Marques-Smith ficou lá atrás. Confesso que gostava de me voltar a encontrar com o Afonso noutros livros.

Se é previsível? Sim, quanto baste, mas se calhar no que menos importa. Descansem que as surpresas são muitas e estarão constantemente a repetir com os olhos arregalados “só mais um capítulo!”.
Leiam-no! É aposta segura.»

Márcia Balsas
http://planetamarcia.blogs.sapo.pt


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A Célula Adormecida, por Maria João Diogo.

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue A Biblioteca da João.

«Tenho quase a certeza que se tivesse lido este livro sem saber o seu autor, iria descobrir quem era. Isto, porque, apesar de ser um jovem escritor, Nuno Nepomuceno coloca um cunho muito pessoal nos seus livros. Primeiro, a forma como descreve os seus personagens, como os rodeia de mistério antes de nos a dar a conhecê-los. Depois toda a preparação que revela sobre os temas que aborda e locais onde se passa a ação. Nuno não escreve nada em vão, nem sem estar devidamente documentado, o que torna as suas histórias ricas e documentadas.

No entanto, e neste livro especificamente, julgo que foi precisamente este último ponto que teve um efeito menos positivo na minha leitura. Senti, em algumas partes, excesso de detalhe nas explicações. Entendo que o autor pretendeu dar ao leitor todas as informações para que este possa julgar os atos e a realidade que vivemos atualmente, mas sendo este livro um romance e não um livro de não ficção, senti alguma informação em excesso.
No dia das eleições legislativas, o vencedor é assassinado na sede do partido para estupefação de todos os presentes. Ao mesmo tempo, junto ao Marquês de Pombal, um homem faz-se explodir num autocarro, provocando a morte de várias pessoas e o caos generalizado. Junto à estátua no cimo do Parque Eduardo VII, a bandeira portuguesa é trocada pela do Daesh. Três acontecimentos que, aparentemente, não têm qualquer relação, irão revelar muito mais do que alguma vez foi esperado.

Afonso Catalão é um professor universitário com um passado que muito poucos desconhecem e que se vê envolvido nestes acontecimentos. Por um lado, Ibrahim, o homem que executou o atentado, era seu aluno na universidade. Por outro, os seus vastos conhecimentos sobre política e o Médio Oriente colocam-no no centro das atenções ao dar uma entrevista para um jornal nacional conduzida por Diana Santos Silva, que tem acima de tudo a ambição de progredir na carreira. Mas também para ela, estes acontecimentos irão mudar a sua vida. Acompanhamos ainda do trágico percurso de Sami e dos filhos, uma família de refugiados que tentam adaptar-se a uma nova realidade.

Uma narrativa bem construída, com um tema que não podia ser mais atual e com muitos personagens bem caracterizados. Este livro permite-nos sobre algo a que assistimos diariamente, mas que, talvez por isso mesmo, já se ouve sem refletir nele.

Por último, gostaria de mencionar o prazer que é ler um livro onde parte da ação se passa numa cidade que conheço. É delicioso ler e visualizar a ação a decorrer em locais que nos são tão familiares.

Nuno Nepomuceno volta mais uma vez a surpreender-me e a colocar a literatura nacional ao mesmo nível de tantos autores estrangeiros e mundialmente aclamados.»


Maria João Diogo
http://abibliotecadajoao.blogspot.pt


PS — Contrariamente ao que anunciei a semana passada, o canal Q refez o alinhamento do programa É a vida, Alvim, e a entrevista que concedi a Fernando Alvim foi transmitida no passado sábado, dia 12, às 00:30. Aproveito a oportunidade para informar que será repetida terça-feira, dia 15, às 10:05, 16:50 e 20:20. Tentem ver. Não correu nada mal. Happy


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A Célula Adormecida, por Vera Brandão.

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue Menina dos Policiais.

«A Célula Adormecida é uma obra muito diferente da trilogia Freelancer. Atrevo-me a dizer que esta obra supera a série. Pelo menos, tocou-me muito em diversos aspetos. Em primeira análise, a dissecação do Islamismo, que me é conhecido por ter alguma família que segue a religião muçulmana e compreender mais de perto a importância do Ramadão. O Nuno fá-lo com um trato nada maçador, pelo que esta componente de caráter mais informativo interliga-se na ação com harmonia e o leitor aprende alguns conceitos sem que haja interferência de juízos. Falo da religião, mas outros aspetos são abordados, sempre de forma objetiva, como o drama dos refugiados, ou o panorama político na Síria, que tem desencadeado alguns confrontos e, por último, o tema predominante, o terrorismo de índole religiosa muitas vezes associado a um choque de culturas, dando azo a xenofobia.

É, portanto, um livro com uma temática muito atual se tivermos em conta alguns acontecimentos relativos aos recentes atentados na Europa reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico. É precisamente com um ato terrorista num autocarro no Marquês de Pombal que a trama se inicia. Não obstante este acontecimento trágico, há uma outra ação que marca o início da história: a morte de um político (o qual, curiosamente, denominei como meu primo por termos em comum o apelido). Estas duas subnarrativas ligadas a um terceiro acontecimento passado na Turquia contribuem para que a trama se desenrole de uma forma assaz interessante. Os capítulos, curtos, são propícios a uma leitura rápida e surpreendente. Estava sempre expectante com as subnarrativas, não obstante afirmar que a mais impressionante, a meu ver, foi a história de Sami e da sua família.

Comparando a trilogia com a
A Célula Adormecida, constatei que a caracterização do protagonista é diferente. Apesar da ação não se focar unicamente numa personagem, creio que Afonso Catalão apresenta, numa fase inicial, um caráter algo ambíguo, pelo que a relação que criei com este foi muito diferente do que a existente com o espião André Marques-Smith, o protagonista da trilogia Freelancer, que desencadeia uma empatia mais imediata.

Quanto às demais personagens, são extremamente verosímeis e agrada-me que estejam munidas de características comuns e reais. Mais uma vez menciono que as personagens que mais me impressionaram foram os muçulmanos que vivem em Portugal (estou a ser, talvez, algo repetitiva, mas fiquei devastada com o rumo dos acontecimentos referentes a esta família).

Outro pormenor que gostei muito, sendo eu alfacinha de gema, foi deambular juntamente com as personagens pelos inúmeros locais de Lisboa. Consegui visualizar os arruamentos e percorrê-los com as personagens da obra, conferindo uma sensação de familiaridade.

Pelas temáticas apresentadas, pelo ritmo da ação e grandes emoções inerentes ao núcleo muçulmano residente em Portugal e até pela personagem Diana Santos Silva (cujas dinâmicas foram, para mim, as mais interessantes) e um cheirinho a Lisboa, confesso que este foi um dos melhores livros deste ano. Fiquei absolutamente rendida! E Nuno, venham daí mais!»

Vera Brandão
verosvky-meninadospoliciais.blogspot.pt


PS — A propósito da minha entrevista no canal Q ao programa
É a vida, Alvim, aproveito para informar que passará dia 16 de novembro, às 00:05, com várias repetições ao longo do dia 17. Tentem ver!
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A Célula Adormecida, por Maria Manuel Magalhães.

Opinião à Célula Adormecida retirada do blogue Marcador de Livros.


«Logo após o término da trilogia
Freelancer, que esperava com muita ansiedade e expectativa o novo livro de Nuno Nepomuceno.

Depois do enorme sucesso da trilogia, será que Nuno conseguiria ver-se livre de André Marques Smith e da espionagem? Como seria o novo livro? Eram questões que me colocava frequentemente.

Quando vi que o autor ia mudar um pouco de registo (deixou a espionagem, ou nem tanto assim), fiquei ainda mais curiosa para saber se tinha feito bem.

A Célula Adormecida (que capa!) começa com o ataque a um autocarro em Lisboa, que é logo reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico. E quase ao mesmo tempo, o vencedor das eleições para o cargo de primeiro-ministro suicida-se. Mas será tudo assim tão linear? Será que foi mesmo o autoproclamado Estado Islâmico que esteve envolvido na explosão que mataria várias pessoas? E relativamente à morte do futuro primeiro-ministro? Tudo aponta para um suicídio, mas a sua mulher diz que Henrique Brandão Melo não se suicidaria...

Estas são duas das questões que vão estar no centro do
thriller, tornando a sua leitura extremamente viciante.

Com uma verdadeira visita guiada pela Turquia, assim como pela cultura árabe, este novo livro de Nuno Nepomuceno é ainda melhor do que qualquer um dos anteriores.

O seu protagonista, Afonso Catalão, um conhecido especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é uma personagem atrativa e com uma cultura acima da média, que ajuda o leitor a compreender melhor a religião árabe.

Atual,
A Célula Adormecida aborda terrorismo e o medo da cultura árabe em geral presente no Ocidente, os refugiados (lembrando as péssimas condições suportam para puderem chegar a um porto seguro e a um país que os acolha bem), mas também o quão fascinante é essa mesma cultura que, por ser tão diferente da nossa, a torna tão rica e misteriosa aos nossos olhos.

Recomendo sem reservas.»

Maria Manuel Magalhães
Marcador de Livros


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PS - A imagem foi retirada do Marcador de Livros. As romãs não estão apenas a enfeitar. Quem já leu, sabe o porquê desta observação. Desafio os restantes a perceberem porquê. Winking

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A Célula Adormecida, por Filipe Heath.

Filipe Heath é um jovem booktuber português residente no Algarve. Eu e o Filipe temos uma história curiosa, já que fui professor na escola que ele atualmente frequenta. Não estive no ensino muito tempo (apenas um ano e alguns meses) e na altura em que eu fiz o meu estágio profissional, o Filipe devia ainda ser uma criança. Hoje é um jovem adulto e um grande leitor. Não me vou alongar muito sobre o conteúdo do vídeo, pois prefiro que o vejam e testemunhem a emotividade com que se expressa sobre A Célula Adormecida. Enquanto autor do livro, chega a ser comovente perceber como as palavras que escrevi o tocaram de forma tão significativa. Obrigado, Filipe.


por Filipe Heath
The Ya Reader
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2ª edição a caminho.

É com particular alegria que dou esta notícia. Trata-se da primeira vez que tal me acontece. O Espião Português teve direito a uma reedição quando assinei contrato com a TopBooks, mas, agora, um velho sonho vai mesmo concretizar-se. A 2ª edição de A Célula Adormecida entra na gráfica esta segunda-feira, dia 30 de outubro, meros 4 dias depois da chegada às lojas do livro. A tiragem inicial de 2000 exemplares revelou-se curta face ao volume de encomendas recebidas pela distribuidora e a editora teve mesmo de avançar com um reforço. Atualmente, a 1ª edição está apenas disponível nas livrarias Bertrand, Fnac, Wook e alguns retalhistas independentes. Por exemplo, a rede Sonae (lojas Note! e Continente) irão disponibilizar a 2ª edição diretamente assim que ela saia da gráfica, já que se atrasaram na encomenda. A diferença entre as duas edições é apenas uma — a capa. Enquanto que a original tem o título em relevo, a 2ª já não o tem. Um selo alusivo a esta nova tiragem foi ainda acrescentado. Portanto, para quem valoriza estas coisas, aconselho alguma celeridade. A 1ª edição promete esgotar muito rapidamente.

Termino com a capa, pois claro, e as primeiras imagens de vigilância recolhidas em algumas lojas. Prometo ainda uma nova entrada para o meio da semana com uma opinião muito emotiva. Vale a pena ter leitores assim.

A Célula Adormecida 2ª edição

Torres V Bertrand Chiado Fnac Aeroporto Chegdas

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O melhor de mim.

Não me compete a mim dizê-lo se de facto o é ou não, mas apenas assegurar que coloquei todo o meu empenho para que assim o venha a ser. Tento melhorar de livro para livro, identificar o que não fiz tão bem anteriormente e assim, com base na experiência adquirida, regressar com mais qualidade.

A Célula Adormecida é, a meu ver, um livro muito diferente de qualquer um dos que integram a trilogia Freelancer. Notar-se-á mais à frente, depois de lidas as primeiras páginas, na altura em que se entra na história em si, ou seja, nos 30 dias do mês islâmico do Ramadão. Trata-se essencialmente de um thriller psicológico, embora também possa ser considerado um thriller político, um thriller religioso ou até mesmo um thriller de ação. E há ainda a componente de espionagem, que, contraposta a um tema tão atual, aparece polida e mais clássica.

O grande chamariz é, à primeira vista, o panorama criado. Infelizmente, todos temos assistido aos recentes atentados reivindicados pelo autoproclamado Estado Islâmico através dos relatos que nos chegam sob a forma das palavras dos jornalistas. E perante tal cenário, quem não se perguntou já: «E se acontecer em Portugal»?

Digo-vos que sim, que acontece, mas que a minha visão sobre esta premissa difere um pouco do que poderão ser as aparências iniciais.
A Célula Adormecida tenta ir mais além, abordar questões mais abrangentes, chegar a um público mais alargado e fazê-lo repensar alguns dados adquiridos. Não me vou pronunciar sobre o enredo. Estou orgulhoso dele, das ligações que estabelece com alguns acontecimentos verídicos (e não, não me estou a referir aos atentados na Europa), e da forma como as personagens foram construídas. Há um protagonista claro. Mas este surge rodeado de personagens igualmente fortes e densas. Há uma intriga principal. Mas esta contém ramificações que vos desafio a desvendar. E há uma criança especial.

É algo ingrato escrever algo sobre um livro nosso. Não somos propriamente imparciais. Tive de lutar imenso para chegar até hoje, dia 26 de outubro, aquele que marca a chegada às livrarias. Os meus vícios, a preguiça, o tema difícil e controverso, a pesquisa e, claro, o tempo, ai o tempo, todos eles me fizeram uma grande oposição. Neste momento,
A Célula Adormecida tanto pode ter uma entrada retumbante nas lojas, como ser um autêntico flop. Com uma trilogia pelas costas e todo o «drama grego» que a envolveu, adquiri experiência suficiente para ter essa perceção. É impossível saber como o público irá reagir. As expectativas, à semelhança do passado, são as melhores. O futuro, esse, encontra-se noutras mãos. São as daqueles que lhes irão tocar nas folhas.


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Fotografia 1 — Durante o inverno, aquando da pesquisa para A Célula Adormecida.
Fotografia 2 — O dia das primeiras palavras.

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1ª opinião.


Apesar de A Célula Adormecida só chegar às livrarias a meio desta semana (poderá existir um atraso de dois dias, sensivelmente, devido à transferência entre os armazéns e a exposição na loja), eu e a editora selecionámos alguns bloggers literários aos quais o livro já foi efetivamente entregue. Uma dessas pessoas, Patrícia Rodrigues, já terminou a leitura. Deixo aqui a sua opinião retirada do blogue O Prazer das Coisas. Acrescento ainda o vídeo do respetivo canal do YouTube. Esperem nova entrada na próxima quarta-feira, desta feita da minha autoria, em que irei tecer algumas considerações sobre o livro e a perceção que tenho do mesmo. Até lá.


«Apesar de ainda não ter lido a trilogia
Freelancer, a escrita do Nuno Nepomuceno não me era de todo desconhecida, pois já li os dois contos do autor, «A Cidade», que consta da coletânea Desassossego da Liberdade, e «Redenção», disponível online no site do Nuno, e tinha gostado bastante de ambos.

Antes de mais, tenho que referir esta capa fabulosa, com um ar misterioso e um pouco assustador (ou não tivesse eu fobia a tudo o que é pássaro/ ave), que nos remete logo para um
thriller intenso. E, no interior, encontramos também na divisão entre as várias partes da narrativa, pequenas ilustrações.

A Célula Adormecida inicia-se com dois acontecimentos na mesma noite que vão marcar toda a história — um ataque a um autocarro no centro de Lisboa e que foi reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico; e o futuro Primeiro-Ministro é encontrado morto. Este ataque terá sido um ato isolado ou a preparação para algo maior? A morte do futuro Primeiro-Ministro terá sido suicídio ou assassinato? Estarão os dois acontecimentos relacionados? Estas são apenas algumas das questões que são abordadas ao longo da narrativa.

O nosso protagonista é Afonso Catalão, um professor universitário, que é especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, que acaba por se ver envolvido na investigação e que tem alguns segredos escondidos. Mas a história não se centra apenas no professor Afonso Catalão, pois temos outros pontos de ação, como uma jornalista e uma família de refugiados em Portugal.

A escrita do Nuno é bastante acessível, com uma história muito interessante e sempre com um excelente ritmo, que, aliado  a capítulos pequenos, nos fazem ir avançando muito rapidamente. E foi mesmo um livro de leitura compulsiva, pois li-o em menos de 3 dias.

Com temas muito atuais como o terrorismo, o drama dos refugiados, a xenofobia, mas também o esforço que as famílias de refugiados fazem para se adaptarem à sociedade ocidental, e ainda da "sede" de vingança.

Nota-se que o autor fez um excelente trabalho de investigação, mas não nos "bombardeia" com demasiada informação. O Nuno transmite-nos as informações de forma a contextualizar a narrativa e todos os acontecimentos, mas sem nos sentimos assoberbados.

Há muito mais para descobrirem neste livro, mas posso-vos dizer que, além de ser de leitura compulsiva, adorei. Uma história súper interessante e atual.

Um livro que recomendo a todos!»

Patrícia Rodrigues
http://o-prazer-das-coisas.blogspot.pt/



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Excertos

Esta semana, partilhei nas minhas redes sociais um vídeo e fotografias da gráfica onde A Célula Adormecida foi impresso. Aparentemente, as pessoas gostaram de os ver. O processo de produção de um livro é algo vedado ao público em geral, pelo que o interesse é mais do que natural. Por isso, deixo aqui 4 excertos de A Célula Adormecida, mais uma etapa do mesmo. São os que propus à editora, dos quais a TopBooks selecionou o B para integrar a badana da 1ª edição, pois considerou-o o mais forte. Os outros 3 não foram cortados do livro. Vão encontrá-los lá quando o lerem. Somente não foram escolhidos.

De recordar que
A Célula Adormecida chega às livrarias a 26 de outubro (é natural algum atraso, de 1 ou dois dias, pois a transferência do armazém para as estantes das lojas não é, naturalmente, imediata). Quem for utilizador da rede GoodReads também já pode acrescentar o livro e classificá-lo (sejam meiguinhos). Até breve!

Good Reads — A Célula Adormecida


Excertos de A Célula Adormecida


A

O marido correu para ela e segurou-lhe o rosto manchado de sangue com as mãos trémulas. Não respirava. A filha seguiu-o com esforço, irrompendo através dos outros migrantes, e agarrou-se ao corpo morto de Aisha. O sonho conhecera um triste destino.

Poucos metros atrás, Ahmad, que também assistira a tudo, crispou os dentes e esforçou-se por conter as lágrimas. O rapaz já não fitava o cadáver da mãe. Os olhos grandes e azuis que herdara dela estavam agora bem abertos, brilhantes, fixos na guarda costeira que tentava impedi-los de chegar a terra. E não era mágoa ou desespero aquilo que mostravam.

Era puro ódio.

B

O autocarro interrompe momentaneamente o percurso e arranca de novo, ao mesmo tempo que uma mulher sobe as escadas e entra. O homem fita com horror o menino que ela traz pela mão. Caminha com dificuldade, aos tropeções, divertido, as mãos no ar como que a testar o próprio equilíbrio. Inocente, a criança sorri-lhe.

Uma mão é levada ao peito para aconchegar os explosivos que carrega presos ao próprio corpo. Ibrahim, homónimo do profeta Abraão, levanta-se e começa a abrir o casaco. Novamente a chorar, invoca que Deus é grande e grita com fervor:

Allahu akbar!

C

Lá em baixo, na rotunda que circunda o monumento erigido em honra do Marquês de Pombal, um autocarro de passageiros está imobilizado. Atrás dele, alguns carros amontoam-se, outros desviam-se, muitos buzinam. Já ali se encontra há largos minutos, obstruindo uma das faixas, indiferente ao ligeiro congestionamento que provoca numa das principais praças da capital. Tem a porta da frente aberta.

Mais estranho ainda, não está avariado.

Pior do que isso, ninguém entra, ninguém sai.


D

Na televisão, muito atrapalhado, o pivô interrompe o debate. Sem norte, olha para uma pilha de papéis que aparece magicamente à sua frente e abre e fecha a boca, sem conseguir prosseguir, perplexo. Um gráfico com fundo vermelho e letras amarelas preenche de imediato meio ecrã. A mensagem que aparece escrita é tão medonha que tem a capacidade de petrificar qualquer um de nós.

De semblante fechado, quase enigmático, Afonso refreia um súbito mau presságio que ameaça tomar conta dele.

«Alerta terror. Bombista suicida barricado dentro de um autocarro no Marquês de Pombal.»




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Trailer oficial de "A Célula Adormecida".

Aqui fica o vídeo oficial de promoção à Célula Adormecida. Os outros que têm sido divulgados, quer através das redes sociais, quer como pop up através deste site, são apenas teasers. Recordo ainda que o livro já está disponível para reserva nas 3 principais livrarias do país. As primeiras indicações são animadoras, o que leva a crer na possibilidade de a 1ª edição ser inteiramente colocada nas lojas. Portanto, não se atrasem e reservem já antes que esgote. Até (muito) breve. Eu sei que sou chato. Winking

Wook
Fnac
Bertrand



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Uma tarde na Mesquita Central de Lisboa.

Tal como dei a saber nas minhas redes sociais, fui no passado sábado, dia 8, convidado a estar presente na Mesquita Central de Lisboa. O Sheikh David Munir, o atual imã, recebeu um pouco mais de 100 pessoas e teve a amabilidade de me chamar para falar um pouco com eles sobre A Célula Adormecida. Apesar de ser católico, confesso que já estive mais vezes na Mesquita Central de Lisboa este ano do que numa igreja, o que demonstra bem o empenho que dediquei a este projeto. O livro contém alguns capítulos no interior, quer dentro da sala de culto, como no pátio e restantes alas, pelo que tive necessariamente de me familiarizar com o espaço, além de ter tido várias conversas com o Sheikh Munir, nas quais procurei esclarecer algumas dúvidas sobre o Islão.

Se a memória não me falha, este sábado foi a sétima vez que lá estive, mas o convite que recebi valeu bem a pena. O
Sheikh Munir começou por reunir os visitantes numa sala, onde, alternando com algumas piadas, foi explicando melhor o que é ser muçulmano. Entretanto, o adhan, o chamamento da oração, começou a tocar e foi altura de os homens se descalçarem e das mulheres cobrirem a cabeça, pois passámos todos para o interior da sala de culto. Finda a oração, sentámo-nos e a conversa continuou a bom ritmo, com oportunidade para uma sessão de perguntas e respostas. A tarde/ noite terminou com uma visita aos restantes pisos do edifício e um jantar em conjunto. A ementa era, pois claro, exclusivamente halal.

Pode parecer um pouco estranho que o autor de um livro de título
A Célula Adormecida, que começa com um atentado reivindicado pelo autoproclamado Estado Islâmico, tenha recebido tal convite. Contudo, as aparências iludem e, embora este não seja o móbil da presente entrada, gostaria apenas esclarecer que, na minha opinião (obviamente condicionada), o livro vai muito além de um mero thriller psicológico com algumas cenas de ação vistosas. Procurei não só esclarecer quem o venha a ler acerca de alguns pormenores sobre o Islão, como também abordar temas que considero serem importantes nos dias que correm. E estou-me a referir aos êxodos migratórios, à instabilidade no Médio Oriente e ao crescimento da ideologia de extrema-direita, por exemplo. Mais pormenores sobre isso ficarão para uma outra entrada, que conto escrever em breve. A próxima será a apresentação do trailer oficial do livro, pois os pequenos vídeos que têm saído não passam de meros teasers. Termino com as ligações para os mesmos e duas fotografias da tarde de sábado. Até (muito) breve.

Eu a apresentar A Célula Adormecida; Primeiro teaser.


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PS — Desculpem os óculos escuros. Este ano foi particularmente difícil para os os meus olhos. Não se trata de falta de vista, mas têm andado muito encarniçados, fruto das imensas horas que passei em frente ao computador ou a ler. Ah, e o livro na segunda fotografia não é a edição que irá estar disponível nas livrarias. Sim, a edição mono/ manual de avanço. A TopBooks fez 10 para oferecer aos diretores comerciais das principais lojas e ofereceu-me um. Happy Assim que tiver o meu novo menino nas mãos, mostro. Esperem uma edição muito cuidada. Não só a capa trará os habituais relevos em verniz, como o interior foi adaptado ao livro em si. Winking

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A Célula Adormecida.

Novo livro sai na última semana de outubro! Deixo-vos com a contracapa/ sinopse. Mais pormenores em breve. Estejam atentos. Winking

Capa Celula Adormecida_final


«Assim queira Deus, o Califado foi estabelecido e iremos invadir-vos como vocês nos invadiram. Iremos capturar as vossas mulheres como vocês capturaram as nossas mulheres. Vamos deixar os vossos filhos órfãos como vocês deixaram órfãos os nossos filhos.»

Daesh, o autoproclamado Estado |slâmico, 2014.



Em plena noite eleitoral, o novo primeiro-ministro português é encontrado morto. Ao mesmo tempo, em Istambul, na Turquia, uma jornalista vive uma experiência transcendente. E em Lisboa, o pânico instala-se quando um autocarro é feito refém no centro da cidade. O autoproclamado Estado Islâmico reivindica o ataque e mostra toda a sua força com uma mensagem arrepiante.

O país desperta para o terror e o medo cresce na sociedade. Um grande evento de dimensão mundial aproxima-se e há claros indícios de que uma célula terrorista se encontra entre nós. Todas as pistas são importantes para o SIS, sobretudo quando Afonso Catalão, um reputado especialista em Ciência Política e Estudos Orientais, é implicado.

De antecedentes obscuros, o professor vê-se subitamente envolvido numa estranha sucessão de acontecimentos. E eis que uma modesta família muçulmana refugiada em Portugal surge em cena.

A luta contra o tempo começa e a Afonso só é dada uma hipótese para se ilibar: confrontar o passado e reviver o amor por uma mulher que já antes o conduziu ao limiar da própria destruição.


Com uma escrita elegante e o seu já tão característico estilo intimista e sofisticado, inspirado em acontecimentos verídicos, Nuno Nepomuceno dá-nos a conhecer A Célula Adormecida. Passado durante os 30 dias do Ramadão, este é um romance contemporâneo, onde ficção e realidade se confundem num estranho mundo novo e aterrador que a todos nós nos perturba. Um thriller psicológico de leitura compulsiva, inquietante, negro e inquestionavelmente atual.


Livro disponível em qualquer livraria a partir do dia 26 de outubro.

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Memórias.

Três livros publicados e quem os leu já deve ter notado que, por vezes, não utilizo formas narrativas convencionais. Aliás, julgo até ser uma das minhas melhores características, quase uma imagem de marca. O que quero dizer com isto é que a trilogia não tem uma espinha dorsal linear. Há avanços e retrocessos (não muito frequentes, pois acho que tal seria um exagero), ou prolepses e analepses, se desejarmos utilizar uma linguagem mais técnica, mas que, de uma certa forma, acabam por fazer avançar a história. Os dois excertos que transcrevo abaixo são um exemplo disso mesmo. Descrevem o mesmo momento do enredo global. Contudo, há um livro inteiro de permeio (e sim, A Espia do Oriente inicia-se quatro meses depois do fim do Espião Português).

«Sem maquilhagem e de cabelo discretamente apanhado atrás, deambulou pelo quarteirão. Deixara
China Girl no quarto e aquela era a primeira vez desde há muito tempo que se permitia fugir à mulher que ela própria decidira personificar.
Acabou por ir ter a Stephansdom. Sabia que era lá que ele se deveria encontrar.
O sempre frenético Marriott de Viena recebeu-a, calmo. Era muito tarde, noite avançada. Atravessou a cosmopolita galeria de bares, lojas, restaurantes e repuxos que dominavam o átrio e foi até à piscina interior.
Com os acordes intimistas e eclécticos do piano de George Michael a ouvirem-se ao fundo, observou-o em silêncio. André Marques-Smith estava sentado em calções, com a camisa suja de sangue entreaberta, uma caixa de gelado na mão, a luz reflectida no rosto
e as pernas meio mergulhadas na água, a mesma que a transportou de imediato a uma infância que, apesar dos esforços, e à luz dos acontecimentos daquela noite, soube nunca ir esquecer.

O português apresentava uma tristeza ainda mais profunda do que a dela. Parecia uma sombra do jovem brilhante que meses antes em Estrasburgo a havia cativado com um mero olhar.
E uma rapariga chegou.»

A Espia do Oriente, por Nuno Nepomuceno.



«A luz da piscina reflecte-se-lhe no rosto. Mexe ligeiramente as pernas e a água agita-se por instantes. Um pequeno restolhar acompanha o piano que toca baixinho ao fundo. Num registo intimista, George Michael canta «Kissing a Fool». Fecha os olhos e leva uma colher de gelado à boca, enquanto tenta saborear a paz daquele instante. A desejar poder absorvê-la e guardá-la só para si.

Perdeu a noção do tempo. Não sabe há quanto está ali. Sabe apenas que é de madrugada. Está às escuras, sozinho, no hotel, com os pés mergulhados na piscina quase até aos joelhos e a camisa branca ensanguentada por cima dos calções. Os seus preferidos. Os calções e o gelado de baunilha. A sua própria prenda de anos. Um pequeno conforto. O seu dia de aniversário...
[…]
O som de passos fá-lo olhar para trás. Marie senta-se ao seu lado, as pernas dobradas em cruz sobre a beira da piscina aquecida. Olha-o muito séria.»

O Espião Português, por Nuno Nepomuceno.


PS - Um pequeno aviso à navegação. Winking Estejam atentos ao
site oficial e às minhas redes sociais durante os próximos dias, pois há uma grande novidade reservada para breve (Oh yeah!).

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O ladrão.

Excerto retirado de O Espião Português (e um dos meus preferidos).

« Cimeira de Estocolmo - Baile de encerramento
Palácio Real Sueco

A palavra ladrão começa a surgir nas mais variadas línguas, enquanto as mulheres presentes iniciam uma revista frenética às malas de mão e restantes pertences. Expectantes, Anssi e Monique vão-se deixando engolir pelo círculo imenso de curiosos. Ficam cada vez mais para trás, como é de resto desejável. Estão todos concentrados na mulher, guardas incluídos. Atento, Anssi olha na direção da saída para a ala sul. Completamente abandonada. Disfarçadamente, manda
Freelancer avançar. Pelo canto do olho, Monique vê Marie entrar no salão. Blue Swan avança rapidamente para o par. Ice Lady afasta-se ligeiramente do namorado e, por entre as pregas do vestido, retira e passa discretamente o colar à colega. Blue Swan recolhe-o, esconde-o com a mala de mão e continua a andar. Dirige-se à mesa das carnes frias, tira um rolinho de carne e come-o delicadamente, enquanto se junta ao grupo em torno da francesa. Faz uma pergunta a um homem que está por ali e deixa escapar um comentário maldoso sobre a segurança. «Ainda há pouco vi um guarda a dormir», opina, ultrajada. Ao fundo, protegido pela confusão, André Marques-Smith desaparece, incógnito.»

Uma amostra gratuita das primeiras páginas do livro pode ser descarregada ou lida no seguinte pdf.

PS - Um breve agradecimento a todas as pessoas que visitaram o novo site após o anúncio da remodelação. Não mereço tanto apoio.

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Um novo começo.


Fará em novembro quatro anos que O Espião Português foi anunciado como o vencedor do Prémio Note! 2012. Foi também nessa data – um dia antes, para ser mais exato – que o meu site oficial foi lançado. Tinha e continuo a ter secções que gostaria de acrescentar, mas que não o faço por falta de disponibilidade. Contudo, acho que tanto tempo depois dessa feliz ocasião, aquela que vejo como a minha primeira casa online e que tento manter como a primeira fonte informativa sobre tudo o que me diz respeito, já merecia uma imagem renovada.

www.nunonepomuceno.com surge hoje com um novo aspeto. Algumas das antigas páginas foram eliminadas, outras tornadas mais ágeis e o conteúdo distribuído de modo diferente do inicial. Há uma clara diferença, notória logo na homepage e na forma como se encontra organizada. Espero que as mudanças tenham sido para melhor. A verdade é que já me encontrava um pouco cansado do design original. Considero que funcionou bem até um certo ponto, mas que agora, mediante a nova etapa que se aproxima, algo de especial se pedia.

Tentarei continuar a atualizar este blogue/ página/ sei-lá-o-que-vos-apetecer-chamar-lhe o mais frequentemente possível. Portanto, vão espreitando, já que os próximos tempos trarão novidades. Winking Winking Winking
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