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De férias. | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

De férias.

Mais de 4 meses passados sobre a publicação da Célula Adormecida, julgo ser apropriado fazer aqui um pequeno balanço sobre o percurso do livro e o impacto que tem tido na minha carreira. Tentarei não me alongar, mas irei também dar conta do que está, para já, previsto para os meses que ainda estão por vir.

O sentimento é extremamente positivo. A noção que tive é que
A Célula Adormecida constituiu, para mim, o livro certo na altura adequada. O esforço foi grande. Eu terminei A Hora Solene no fim de Agosto e sentia-me particularmente saturado de tudo por volta do Natal de 2015. Ter regressado apenas 11 meses depois da conclusão da trilogia Freelancer foi não só uma prova que dei a mim mesmo sobre a minha capacidade de trabalho, como se revelou estrategicamente certo. As livrarias acolheram o livro de forma excecional, fazendo-me acreditar que ainda há esperança, de que o esforço que comecei a fazer há mais de 15 anos, quando elaborei o primeiro esboço daquilo que se viria a transformar no Espião Português, não está a ser em vão. Muito ou pouco, tem existido crescimento. Por exemplo, A Célula Adormecida conseguiu aquilo que nenhum dos volumes da trilogia havia atingido — ser n.º 1 dentro do seu próprio género na Wook e Fnac. Recordo que eu já tinha liderado estas contagens antes, mas apenas com edições eletrónicas. Tê-lo alcançado em papel foi inédito para mim e particularmente saboroso. Sobretudo, porque foi um passo em frente. E é nesse sentido que desejo continuar a caminhar.

Outro aspeto positivo é que, de uma certa forma, os meus livros andam a puxar uns pelos outros. Por exemplo,
O Espião Português está em subida na Wook, onde se posicionou à entrada do top 20, apenas 4 lugares abaixo da Célula Adormecida, que entretanto tem caído um pouco. O mesmo não está a acontecer na Bertrand. É o atual vice-líder dos thrillers desta cadeia livreira, atrás do eterno A Rapariga no Comboio. É possível que quem esteja a ler esta entrada o desconheça, mas a verdade é que hoje em dia, tendo em conta as especificidades do mercado, calcula-se que o período de vida de um livro em Portugal (exceção feita aos grandes best-sellers) ronde as 8 semanas. A partir daí, é velho.

Estes são apenas factos, coisas que pertencem ao passado. O futuro vem aí e será necessariamente mais pausado do que os (turbulentos) últimos tempos. Dei por mim a conversar há poucos dias com uma pessoa e a dizer que «este ano ainda agora começou e eu já estou farto dele». Não costumo entrar em pormenores sobre a minha vida pessoal, mas o azar tem andado a bater à porta, isso é irrefutável. Uma semana inteira com 39º de febre e um acidente com o carro são insignificantes no meio de tudo o de mau que já aconteceu.

Por isso, o ritmo irá ser mais brando nos próximos tempos. As entradas aqui passarão a ser menos regulares, embora vá tentar escrever pelo menos 2 ou 3 por mês até ao fim da primavera. E dentro de uma semana irei mesmo tirar uns dias de férias. Espera-me uma viagem de mais de 6 horas com uma escala a meio (para ser mais barato), mas como irei colocar uma ou outra fotografia
online, escondo para já o destino, prometendo revelá-lo na altura.

Termino com essa promessa e com algo que me deixou bastante orgulhoso quando recebi o convite e que, de uma certa forma, também ilustra a tal progressão mencionada no início desta entrada. Aqui deixo o cartaz da Universidade Lusófona. Sim, sou mesmo eu o orador no dia 18 de Maio. Happy


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