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Entradas pessoais | Site oficial de Nuno Nepomuceno.

O que eu tenho andado a ler.

Os seguintes textos não são opiniões/ críticas aos livros apresentados. Com esta entrada desejo apenas dar a conhecer um pouco daquilo que leio e fazer algumas sugestões de leitura a quem estiver interessado.

Gosto bastante de ler e tento fazê-lo de forma regular. Infelizmente, o tempo tem andado algo curto. Duas carreiras, ambas igualmente exigentes, se bem que de forma bastante diferente, não é fácil de lidar e os últimos tempos têm sido particularmente difíceis no que à conjugação das duas diz respeito. Ainda assim, aqui fica o que li desde o verão do ano passado até fevereiro de 2017.


O Espião Inglês, Daniel Silva, Harper Collins

Este é mais um dos já vários volumes da série protagonizada por Gabriel Allon, o espião israelita ao serviço da Mossad com uma predileção especial pelo restauro de arte. Quem já leu estes livros sabe perfeitamente que são algo estereotipados, com uma construção narrativa que muda pouco ou nada, o que não impede que sejam bastante bons dentro do seu género.
O Espião Inglês não é exceção, antes pelo contrário. Destaco a transição Belfast — Lisboa — Londres, onde Daniel Silva se excedeu e nos oferece do melhor que já fez.


O Que Ela Deixou, T. R. Richmond, Editorial Presença

Essencialmente, trata-se de um thriller psicológico dos tempos modernos, mais adaptado à realidade inglesa e norte-americana, do que à portuguesa. Começa com o homicídio da protagonista, Alice Salmon, seguindo-se a reconstrução da sua vida desde a infância em casa dos pais até ao acontecimento que conduziu à sua morte, já na idade adulta, através de uma compilação de tudo o que um professor consegue encontrar sobre ela (excertos do diário, cartas, sms, tweets, etc&hellipWinking. Talvez a primeira parte do livro seja algo parada, mas depois ganha mais ritmo e torna-se num livro interessante e de agradável leitura.


O Quinto Evangelho, Ian Caldwell, Editorial Presença

E se existir um quinto evangelho, além dos quatro já conhecidos (S. Marcos, S. Lucas, S. Mateus e S. João)? É esta descoberta que move a intriga principal do livro, cuja ação decorre integralmente na cidade do Vaticano. O livro vai mais além dos contornos habituais do género e revela-se uma obra muito interessante sobre religião, sobretudo, pela caracterização que faz da relação entre ortodoxos e católicos. A relação entre o pai e filho também foi muito bem trabalhada pelo autor.


O Último Cabalista de Lisboa, Richard Zimler, Porto Editora

Romance histórico passado na altura da perseguição aos judeus que ocorreu em Portugal e Espanha no fim do século XV e, como tal, uma excelente reconstrução da Lisboa da época. O livro começa com a morte do tio do protagonista e demonstra que é possível construir um romance com contornos policiais, sem ainda assim perder o rigor e exatidão que se exigem a uma obra com esta ambição.


O Discípulo, Hjorth & Rosenfeldt, Suma de Letras

2º volume da série Sebastian Bergman, o
profiler que colabora ocasionalmente com o equivalente sueco à Polícia Judiciária portuguesa. O protagonista não é uma personagem simpática, o que, no caso do 1º volume me tinha dificultado algo a leitura. Contudo, a dupla de autores responsável pela série fez algo muito inteligente — utilizou essa característica para criar algum humor, dotando Sebastian de uma empatia que até este livro não lhe conhecia. Edward Hinde, o vilão do livro, é uma personagem fascinante, bem trabalhada, que carrega o enredo, quase nos fazendo desejar que seja bem-sucedido. Ah, e não sei se fui eu que interpretei mal, mas para quando um romance entre a Vanja e o Billy?


pilhadelivros





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